Cultura

Dinastias de Hollywood

Aos 12 anos, Jaden, filho de Will Smith, protagoniza o filme "Karate Kid" - é o mais novo caso de atores mirins que sucedem seus pais no estrelato

Dinastias de Hollywood

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Assista ao trailer de "Karate Kid" no player acima

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APLICADO
Jaden Smith (à dir.) toma aulas com Jackie Chan, nas Muralhas da China: fama precoce

No filme “Karate Kid”, que estreia no Brasil na sexta-feira 27, o ator mirim Jaden Smith, filho de Will Smith, interpreta um garoto de 12 anos, órfão de pai, que vai morar com a mãe em Pequim e se torna mais uma vítima de bullying na escola. Passa, então, a ser protegido por um encanador vivido pelo astro de ação e lutas marciais Jackie Chan, que lhe ensina os segredos do kung fu. Na vida real, Jaden também vem sendo protegido – e bastante. Sem desmerecer as suas qualidades de ator já testadas em filmes como “O Dia em Que a Terra Parou” e “À Procura da Felicidade”, no qual contracenou com o pai, agora em “Karate Kid” o garoto foi alçado à condição de protagonista num blockbuster bancado por sua própria família – Will Smith e sua mulher, a atriz Jada Pinkett Smith, são os produtores dessa refilmagem do sucesso dos anos 1980, encabeçado na época por Ralph Macchio. O estrelato de Jaden está sendo criticado por aqueles que veem nisso puro nepotismo. É natural, porém, que filhos exerçam a mesma profissão dos pais, especialmente quando eles são bem-sucedidos no que fazem. Mesmo numa atividade que exige aptidão e talento como a atuação, a existência de verdadeiras dinastias é uma realidade presente em Hollywood desde os seus primórdios. Vale lembrar a linhagem da atriz Drew Barrymore, que remonta ao avô, o astro do cinema mudo John Barrymore. O que acontece atualmente no reino do cinema é que, independentemente do DNA artístico, existe uma tentativa de passar aos descendentes a todo custo a fama alcançada. Os mais capazes, como é o caso de Jaden, recebem o estandarte com galhardia e garantem a sobrevida do clã.

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AVENTURA
Filhos de Jada e Will, os garotos Willow e Jaden foram colocados em filmes de muita ação

A estreia do filho de Will Smith como estrela principal de um filme não poderia ter sido mais animadora. Nos EUA, o longa-metragem já faturou US$ 174 milhões, US$ 56 milhões só no primeiro fim de semana de exibição, que é o que conta na performance de um blockbuster. Will Smith bateu esses números de abertura unicamente com duas produções, “Hancock” e “Eu Sou a Lenda”, e o seu trabalho mais recente, “Sete Vidas”, teve desempenho total bem aquém de “Karate Kid”: US$ 70 milhões nos cinemas americanos. “Desse jeito, o que eu desejo é que ele continue muito tempo a viver conosco”, brincou o pai coruja no lançamento em Londres. Eficiente homem de negócios, na sequência ele fez uma análise mercadológica de sua aposta: “Ele cresceu em meio à indústria do cinema e essa atividade não lhe é estranha. Entende perfeitamente que esse é um negócio de família.” Pelo que se sabe, Will Smith andou dando aulas de atuação para o filho, que também já ensina como encarnar com eficiência um personagem: “O segredo é ser verdadeiro”, diz ele. A sua mãe, Jada, que também é atriz (participou de “Matrix”), estava escalada no elenco, mas abriu mão do papel. Preferiu dar toda atenção ao garoto nos quatro meses de filmagem na China.

A dinastia Smith, que inclui a atriz mirim Willow, de 10 anos (trabalhou em “Eu Sou a Lenda”), já aparece nas relações de famílias mais poderosas de Hollywood ao lado de sobrenomes como Douglas (Kirk e Michael Douglas), Bridges (Lloyd, Beau e Jeff Bridges), Fonda (Peter, Jane e Bridget Fonda) e Sheen (Martin e Charlie Sheen). Os Smith têm também se destacado com novos clãs, cuja geração mais jovem vem ofuscando o brilho dos pais. O caso mais notório é o de Angelina Jolie, filha do ator Jon Voight, com quem fez o seu début aos seis anos na comédia “Looking to Get Out”. Outra atriz que hoje representa bem a família (só que agora como cineasta) é Sofia Coppola, filha de Francis Ford Coppola. Seu novo filme, “Somewhere”, foi selecionado para o próximo Festival de Veneza, honra que o patriarca não teve com seu último trabalho, “Tetro”. Pensando nisso, para não ficar conhecido como “o pai do Karate Kid”, Will Smith engatou providencialmente um novo episódio de “Homens de Preto”. E não pensa em se aposentar tão cedo.

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