Artes Visuais

Primeira Geração

Músicos, artistas, cineastas e engenheiros integram a primeira mostra do laboratório de novas mídias do Museu da Imagem e do Som

Primeira Geração

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CINEMAS DO FUTURO Obra de Anaísa Franco projeta filme sobre fumaça

Se, ao longo de décadas, o campo audiovisual incluiu basicamente o cinema e o vídeo, essa condição definitivamente mudou. As  pesquisas artísticas com novas tecnologias ampliaram o audiovisual para instalações interativas e imersivas, áudio arte, web arte, games, computação gráfica, design de interfaces e computação, e limiares ainda mais extremos como as comunidades digitais e o software colaborativo. Esse é o espectro de produção do LABMIS, espaço pioneiro de fomento à pesquisa e experimentação em tecnologia no Brasil, que apresenta agora a sua primeira safra de trabalhos.

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Videoinstalação de Paulo Meira

A “Mostra LABMIS” traz a público sete instalações produzidas por artistas, músicos e cineastas contemplados pelo programa de residências da instituição, ao longo de 2008 e 2009. “Este foi o projeto da minha vida mais benfeito e mais bem acabado”, diz Anaísa Franco, que, aos 28 anos, já trabalhou em diversos laboratórios internacionais de novas mídias. Durante a residência no MIS, com infraestrutura técnica, suporte de programadores, fotógrafos, arquitetos e músicos e um orçamento de R$ 20 mil (valor destinado a cada artista selecionado), a artista paulista colocou em prática sua “Realidade Suspensa”.

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Corpos Líquidos
Obra de Caetano Dias: ensaio sobre a água


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Já o artista baiano Caetano Dias teve a sua primeira experiência em um lab de tecnologia. “Trabalhar com poéticas digitais é sempre um desafio, as tecnologias avançam aceleradamente e vão descortinando novas possibilidades”, diz o artista, que faz em “Mar” um “cinemaexpandido”, composto por uma projeção de vídeo digital sobre algodão.

No campo das pesquisas sonoras, o músico e instrumentista Guilherme Lunhani ganhou o aval de pesquisadores que são referência na área. “A importância desse tipo de trabalho é que ele pode nos levar a uma evolução do instrumento musical, que não deverá mais ser manipulado só pelo toque, mas por movimentos mais sofisticados do corpo.

É um trabalho que aponta para o que chamamos de hiperinstrumento”, avalia o músico Wilson Sukorsky. Os labs dedicados à produção, pesquisa e disseminação da cultura digital são uma tendência mundial, à qual o MIS se alinha. Atualmente, o  museu recebe o espanhol Lot Amoros, do centro Hangar, de Barcelona.

Depois de passar pelo LABMIS, Caetano Dias está no centro Can Xalant, e Anaísa Franco irá para o MECAD, ambos também na cidade espanhola.

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