Economia

81% das empresas pretendem investir na saúde do trabalhador

Crédito: Pixabay

A grande maioria das empresas brasileiras deve criar ou melhorar programas de promoção da saúde nos próximos anos. Dos 200 gestores de indústrias ouvidos em pesquisa do Serviço Social da Indústria (SESI), 81% disseram que a melhoria contínua dessas iniciativas é uma tendência e veem suas empresas fazendo parte dela. O levantamento foi realizado entre 11 de novembro e 2 de dezembro de 2020 e, entre as empresas consultadas, 55% são de pequeno porte, 25% médias e 20% grandes indústrias.

Outra tendência apontada é que 62% dos gestores sinalizam que suas empresas devem fortalecer a gestão da informação de saúde dos trabalhadores para promover investimentos mais assertivos em iniciativas de apoio à saúde do trabalhador. Entre as grandes indústrias, esse percentual chega a 83% ante 56% entre as de pequeno e médios portes.

“Este momento de pandemia deixou ainda mais clara a importância estratégica da saúde dos trabalhadores para a produtividade e competitividade dos negócios”, declara Katyana Aragão, gerente-executiva de Saúde e Segurança na Indústria do SESI.

Programas de promoção

Atualmente, 46% das empresas ouvidas têm programas de promoção de saúde. Entre as grandes indústrias, 72% possuem iniciativas de apoio à saúde dos trabalhadores ante 41% entre as de pequeno porte e 38% entre as médias empresas.

As ações mais comuns são campanhas de vacinação, presentes em 81% das indústrias, seguida por iniciativas de combate à hipertensão (78%), estímulo à atividade física (78%), combate ao diabetes (72%) e orientação nutricional (71%).

Em sexto lugar estão serviços voltadas à saúde mental e combate à depressão, ofertados por 69% das empresas. A pesquisa mostra ainda que a demanda por esses serviços deve crescer nos próximos anos.

Dados e diagnóstico 

Há mais de três anos, a farmacêutica GSK lançou um programa de controle do estresse organizacional, com um amplo diagnóstico de fatores de estresse na vida dos trabalhadores. A partir do mapeamento, desenvolveu um plano de ação com foco na redução dos níveis de estresse no ambiente de trabalho. Ter essa iniciativa estruturada na pandemia permitiu à empresa sair na frente.

Neste último ano, conseguiu reduzir em 50% o burnout entre trabalhadores que tinham propensão a desenvolvê-lo. No início da pandemia, a GSK colocou trabalhadores dos serviços administrativo e de vendas em home office, para garantir a segurança e a saúde de seus funcionários e seguindo todas as orientações dos órgãos competentes.

“O home office em situação de isolamento é totalmente diferente e com diversos fatores de risco psicossociais”, comenta Glauco Callia, líder global de saúde ocupacional na GSK. Entre as medidas adotadas para amenizar a sobrecarga dos trabalhadores em home office, a empresa passou a oferecer atendimento psicológico remoto e aumentou o número de webinars para passar orientações sobre hábitos saudáveis voltados tanto para colaboradores quanto para o apoio a seus familiares.

Para manter o estímulo a práticas esportivas, a GSK engajou parceiros a realizarem webinares com exercícios físicos para funcionários fazerem em casa. “Como indústria, tivemos de continuar as atividades em nível até maior na pandemia. Por incrível que pareça, tivemos o melhor índice de controle do estresse, engajamento e desempenho de nossos trabalhadores neste período”, destaca Gallia. “Hoje os investimentos no Programa Vida Saudável é um diferencial competitivo da empresa.”

Saúde psicológica 

A fabricante de eletrônicos Novus, com 186 trabalhadores, também implementou programa de apoio psicológico a trabalhadores na pandemia. Em outubro de 2020, desenvolveu um piloto na sede, localizada no município de Canoas (RS), a partir de um diagnóstico aplicado aos trabalhadores que trouxe dados sobre hábitos e estilo de vida, como consumo de frutas e verduras, abuso de álcool, nível de estresse, problemas de saúde como hipertensão entre outros.

Ao perceber alguns indicadores inadequados, os gestores resolveram criar o programa que atacava a raiz da grande maioria dos problemas: as questões psicológicas. Selecionou 11 trabalhadores para realizar oito consultas com uma psicóloga do SESI para tratar de questões mais urgentes. Devido ao sucesso da iniciativa, a empresa está na segunda etapa na fábrica gaúcha e começou o diagnóstico nas filiais de São Paulo e Paraná.

“Dos 11 trabalhadores que participaram, nove tiveram os casos concluídos, um foi encaminhado a tratamento de longo prazo com profissional especializado e somente um desistiu”, conta Sabrina Mocelin, supervisora de Recursos Humanos da Novus.

Em paralelo, a empresa vem trabalhando em um plano de desenvolvimento da liderança, com desenvolvimento de competências para melhor gerir pessoas e incluindo fatores psicossociais, além de melhorando a comunicação com trabalhadores, necessidade que cresceu na pandemia.


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