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Entrevista

Sérgio Cabral

”Lula me pediu para ser o vice de Dilma”

”Lula me pediu para ser o vice de Dilma”

Governador do Rio diz por que recusou o convite do presidente, indica nomes do Norte e do Nordeste para a chapa e afirma que não tem crise no Carnaval

ELIANE LOBATO
Edição 25/02/2009 - nº 2050


O governador fluminense, Sérgio Cabral, promete ser o cabo eleitoral numero 1 da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República, em 2010. Mas preferiu, segundo revela nesta entrevista à ISTOÉ, declinar do convite, feito pelo presidente Lula, para ser o vice na chapa. Aos 46 anos, seu plano político é a reeleição. No entanto, o Palácio do Planalto pode contar com sua defesa apaixonada do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da gestão do PT.

"Tenho certeza de que o PMDB está com Dilma", acredita. Sobre a interferência da crise econômica e de denúncias contra dirigentes de escolas de samba a poucos dias do Carnaval, Cabral garante que nada irá comprometer a grandiosidade da maior festa brasileira.

ISTOÉ – Boa parte do PMDB é corrupta? Sérgio
Cabral – Eu sou do PMDB e não sou corrupto, o Paulo Hartung, o Roberto Requião, o Luís Henrique, o Marcelo Miranda, o Eduardo Braga, para citar apenas governadores… Todos são do PMDB e não são corruptos. Acho que houve indelicadeza da parte do senador Jarbas Vasconcelos quando disse que o PMDB institucionalizou a corrupção. O que é isso?

É demais, não é? Foi grosseiro com vários companheiros do PMDB, um partido que tem o maior número de governadores, senadores, deputados federais e estaduais do Brasil. A não ser que ele tenha alguma coisa para mostrar.

ISTOÉ – O sr. vai apoiar a candidatura Dilma Rousseff para a sucessão presidencial em 2010?
Cabral – Sou cabo eleitoral número 1. Vou para a rua entusiasmado. Quem diz que a Dilma não tem traquejo está com conversa fiada. Ela tem traquejo, ela conhece o ser humano. Para estar na posição que ela se encontra hoje, quase uma primeiraministra do presidente Lula, é porque tem qualificação, competência. É uma pessoa honesta, séria, trabalhadora, e o povo conhece as pessoas. Ninguém quer que a Dilma se transforme numa populista. Ela é popular, sabe brigar como ninguém pelos interesses da população. É a grande comandante do PAC. E está na hora de o Brasil ter uma mulher da estatura de Dilma como presidente da República.

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"Ela é quase primeira-ministra do presidente Lula.
Está na hora de o Brasil ter uma mulher
da estatura de Dilma na Presidência"

ISTOÉ – Mas há uma parte do PMDB que prefere a candidatura do governador José Serra.
Cabral – Tenho certeza de que o PMDB estará com a Dilma e com o PT, indicando o vice na disputa da Presidência da República.

ISTOÉ – O sr. pensa em ser esse vice?
Cabral – Não.

ISTOÉ – Não mesmo? Ou é aquele "não" que pode ser repensado mais à frente?
Cabral – Não meswmo. Eu amo o Estado do Rio, meu compromisso maior é com o Rio de Janeiro, com essa população que me elegeu duas vezes o deputado mais votado da história do Rio, deputado mais votado do Brasil, senador…

ISTOÉ – Nem se o presidente Lula pedir?
Cabral – O Lula me pediu para ser o vice e eu disse não. Sou candidato à reeleição ao governo estadual do Rio. Acho que o vice da Dilma tem de ser do Nordeste.

ISTOÉ – Quem?
Cabral – Acho que o Geddel (Vieira Lima, ministro da Integração Regional) é um bom nome, o Eduardo Braga também é um excelente nome, foi um excepcional governador, reeleito, do Amazonas. Há vários nomes do Nordeste e do Norte.

ISTOÉ – Dizer não ao presidente não abalou a amizade?
Cabral – O que rolou entre mim e o Lula é identidade e prazer em fazer as coisas. Qual foi a liga? Prazer, gosto pela vida, pelo ser humano, alegria de viver, de trabalhar, de curtir as coisas acontecendo. A gente ficou numa grande emoção, há pouco tempo, quando inaugurou a primeira obra do PAC (Colégio Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila) na favela de Manguinhos. Era uma unidade que estava abandonada há cinco anos pelo Exército, uma escola linda.

ISTOÉ – Nessa solenidade, aliás, o presidente Lula disse que sempre foi boicotado pelos políticos majoritários do Rio…
Cabral – Sei o que é dificuldade porque vi o que o ex-prefeito Cesar Maia foi capaz de fazer. Em 2007, fizemos uma operação dura no Complexo do Alemão (conjunto de favelas no Rio) antes de começarem as obras do PAC, para quebrar o tráfico ali. Era ação estratégica. Sabe que, maldosamente, a prefeitura deixou de recolher lixo durante alguns dias? Esse espírito beligerante no Rio era muito complicado. Acredita que o presidente Lula veio ao Rio em 2008 no mínimo 14 vezes e o prefeito Cesar Maia não esteve presente nem uma vez? Isso não é política, é falta de educação.

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"O Carnaval que vale a pena é o dos artistas, ritmistas,
das baianas. O do submundo, estamos combatendo."

ISTOÉ – O PAC não está sendo usado para fazer campanha antes da hora?
Cabral – Com o PAC, o presidente garantiu a alavancagem do desenvolvimento. Mesmo nos EUA pré-crise, o poder público cumpre um baita papel alavancador. O PAC, com seus quase R$ 600 bilhões, é um instrumento poderoso nesse sentido. Vamos parar de nhenhenhém. O Rio ficava no lero-lero, tinha uma política de ficar só reclamando. Essa política reclamona do Rio acabou. Estou apreensivo com o futuro do aeroporto do Galeão, mas não fico de nhenhenhém. Vou a Brasília e discuto com o ministro (Nelson) Jobim, converso com o presidente Lula. Mas, mesmo quando estou cobrando, é de maneira educada, não é aquela coisa idiota, ranheta, chorona.

ISTOÉ – Não é uma maneira de marcar posição?
Cabral – Não gosto de marcar posição, tenho horror a isso. Quem marca posição é cachorro fazendo xixi no pneu. Acho que a gente conseguiu ter uma carteira de investimentos no PAC muito positiva. O Brasil inteiro está se beneficiando com o PAC e eu não tenho do que me queixar. O Arco Rodoviário é uma obra que está saindo do papel, retomando forças depois das chuvas. Agora, o fato de você fazer boas políticas públicas e isso, amanhã, dar resultado na hora que o povo vai julgar seu governo, se o povo o reeleger ou eleger o político que você apoia, isso não tem nada de eleitoreiro, tem de reconhecimento público.

ISTOÉ – O Carnaval do Rio começa, este ano, com denúncias de corrupção entre os presidentes de grandes escolas de samba. Até quando o Carnaval carioca estará atrelado a dirigentes com prontuário criminal?
Cabral – O Carnaval que vale a pena é o dos artistas, ritmistas, das baianas. O do submundo, estamos combatendo, em todos os níveis. Nosso governo já prendeu políticos ligados à milícia, ao jogo do bicho, ao tráfico de drogas, e vamos continuar. Se eles estiverem nas escolas de samba ou em qualquer outra atividade, estaremos sempre atentos. Não é fácil, são muitos anos de permissividade, mas estamos enfrentando. Tem muita gente na cadeia, mas falta fazer muito ainda.

ISTOÉ – Por trás de tudo estaria a disputa pelo controle de máquinas caça-níqueis…
Cabral – Parafraseando o presidente Lula, nunca neste Estado se apreenderam tantas máquinas caça-níqueis, nunca se prenderam tantos envolvidos nessa história.

ISTOÉ – É possível pensar o Carnaval carioca, um dia, fora do controle de tantas pessoas ligadas a atos ilícitos?
Cabral – Eu acho. Hoje o Carnaval tem algumas receitas públicas e privadas importantes, que já ajudam a tirar a dependência – que, atualmente, nem se compara à da década de 80, por exemplo. O Carnaval já foi totalmente controlado pelos bicheiros. Hoje, tem as receitas da Prefeitura e do Estado – nós damos R$ 6 milhões cada um -, mais a da televisão, que não sei quanto é, além das quadras, que se tornaram verdadeiras empresas e conseguem receita muito importante, sobretudo nos três meses que antecedem o Carnaval.

ISTOÉ – É o Carnaval da crise?
Cabral – Imagina! O Brasil sente a crise, mas está mais blindado do que outros países, por força até do que já passou. As regras bancárias hoje são mais firmes, duras, exigentes. Temos uma bela reserva de US$ 200 milhões, temos produtos com competitividade internacional e uma indústria que não é de quintal, é forte, com multinacionais fortes. Mas tem uma turma de derrotados que adora dar más notícias, sente prazer em fazer isso. O (Tom) Jobim dizia que o brasileiro não perdoa o sucesso. Não é o Brasil, é a elite. E o Lula está mudando essa mentalidade. Primeiro vamos crer no nosso país. Estamos dando certo.

ISTOÉ – Que elite predadora é essa? Política? Financeira?
Cabral – Parte de uma, parte de outra. Mas há empresários, como o Gerdau (Jorge Gerdau Johannpeter), que dizem que o presidente Lula é um caixeiro-viajante, um defensor das empresas brasileiras sem paralelo na história. Ele briga pelo capitalismo brasileiro. É um grande legado que ele vai deixar. E não tem retorno porque os empresários vão cobrar de quem vier – espero que seja a Dilma (Rousseff) – uma ação similar de solidariedade permanente com a expansão do capitalismo brasileiro.

ISTOÉ – O sr. tem sido criticado por entidades de defesa dos direitos humanos pelo alto número de mortes violentas no Estado.
Cabral – Não é normal um policial fardado entrar numa comunidade e ser recebido por tiros, granadas e metralhadoras. A polícia está certa em subir na comunidade e querer garantir a segurança. Ora, o Rio teve muitos cafetões da desgraça: são os que adoram botar uma camisa branca e ir para a porta da (igreja) Candelária fazer manifestação. Só aparecem nesse momento. Eu estou preocupado em resolver os problemas das comunidades que enfrentam o tráfico, a milícia, a ausência do Estado, a violência do posto de saúde que não funciona, da escola que não funciona.

ISTOÉ – Boa parte do PMDB é corrupta?
Cabral

Eu sou do PMDB e não sou corrupto, o Paulo Hartung, o Roberto Requião, o Luís Henrique, o Marcelo Miranda, o Eduardo Braga, para citar apenas governadores… Todos são do PMDB e não são corruptos. Acho que houve indelicadeza da parte do senador Jarbas Vasconcelos quando disse que o PMDB institucionalizou a corrupção. O que é isso?

É demais, não é? Foi grosseiro com vários companheiros do PMDB, um partido que tem o maior número de governadores, senadores, deputados federais e estaduais do Brasil. A não ser que ele tenha alguma coisa para mostrar.

ISTOÉ – O sr. vai apoiar a candidatura Dilma Rousseff para a sucessão presidencial em 2010?
Cabral

Sou cabo eleitoral número 1. Vou para a rua entusiasmado. Quem diz que a Dilma não tem traquejo está com conversa fiada. Ela tem traquejo, ela conhece o ser humano. Para estar na posição que ela se encontra hoje, quase uma primeiraministra do presidente Lula, é porque tem qualificação, competência. É uma pessoa honesta, séria, trabalhadora, e o povo conhece as pessoas. Ninguém quer que a Dilma se transforme numa populista. Ela é popular, sabe brigar como ninguém pelos interesses da população. É a grande comandante do PAC. E está na hora de o Brasil ter uma mulher da estatura de Dilma como presidente da República.

ISTOÉ – Mas há uma parte do PMDB que prefere a candidatura do governador José Serra.
Cabral

Tenho certeza de que o PMDB estará com a Dilma e com o PT, indicando o vice na disputa da Presidência da República.

ISTOÉ – O sr. pensa em ser esse vice?
Cabral

Não.

ISTOÉ – Não mesmo? Ou é aquele “não” que pode ser repensado mais à frente?
Cabral

Não mesmo. Eu amo o Estado do Rio, meu compromisso maior é com o Rio de Janeiro, com essa população que me elegeu duas vezes o deputado mais votado da história do Rio, deputado mais votado do Brasil, senador…

ISTOÉ – Nem se o presidente Lula pedir?
Cabral

O Lula me pediu para ser o vice e eu disse não. Sou candidato à reeleição ao governo estadual do Rio. Acho que o vice da Dilma tem de ser do Nordeste.

ISTOÉ – Quem?
Cabral

Acho que o Geddel (Vieira Lima, ministro da Integração Regional) é um bom nome, o Eduardo Braga também é um excelente nome, foi um excepcional governador, reeleito, do Amazonas. Há vários nomes do Nordeste e do Norte.

ISTOÉ – Dizer não ao presidente não abalou a amizade?
Cabral

O que rolou entre mim e o Lula é identidade e prazer em fazer as coisas. Qual foi a liga? Prazer, gosto pela vida, pelo ser humano, alegria de viver, de trabalhar, de curtir as coisas acontecendo. A gente ficou numa grande emoção, há pouco tempo, quando inaugurou a primeira obra do PAC (Colégio Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila) na favela de Manguinhos. Era uma unidade que estava abandonada há cinco anos pelo Exército, uma escola linda.

ISTOÉ – Nessa solenidade, aliás, o presidente Lula disse que sempre foi boicotado pelos políticos majoritários do Rio…
Cabral

Sei o que é dificuldade porque vi o que o ex-prefeito Cesar Maia foi capaz de fazer. Em 2007, fizemos uma operação dura no Complexo do Alemão (conjunto de favelas no Rio) antes de começarem as obras do PAC, para quebrar o tráfico ali. Era ação estratégica. Sabe que, maldosamente, a prefeitura deixou de recolher lixo durante alguns dias? Esse espírito beligerante no Rio era muito complicado. Acredita que o presidente Lula veio ao Rio em 2008 no mínimo 14 vezes e o prefeito Cesar Maia não esteve presente nem uma vez? Isso não é política, é falta de educação.

ISTOÉ – O PAC não está sendo usado para fazer campanha antes da hora?
Cabral

Com o PAC, o presidente garantiu a alavancagem do desenvolvimento. Mesmo nos EUA pré-crise, o poder público cumpre um baita papel alavancador. O PAC, com seus quase R$ 600 bilhões, é um instrumento poderoso nesse sentido. Vamos parar de nhenhenhém. O Rio ficava no lero-lero, tinha uma política de ficar só reclamando. Essa política reclamona do Rio acabou. Estou apreensivo com o futuro do aeroporto do Galeão, mas não fico de nhenhenhém. Vou a Brasília e discuto com o ministro (Nelson) Jobim, converso com o presidente Lula. Mas, mesmo quando estou cobrando, é de maneira educada, não é aquela coisa idiota, ranheta, chorona.

ISTOÉ – Não é uma maneira de marcar posição?
Cabral

Não gosto de marcar posição, tenho horror a isso. Quem marca posição é cachorro fazendo xixi no pneu. Acho que a gente conseguiu ter uma carteira de investimentos no PAC muito positiva. O Brasil inteiro está se beneficiando com o PAC e eu não tenho do que me queixar. O Arco Rodoviário é uma obra que está saindo do papel, retomando forças depois das chuvas. Agora, o fato de você fazer boas políticas públicas e isso, amanhã, dar resultado na hora que o povo vai julgar seu governo, se o povo o reeleger ou eleger o político que você apoia, isso não tem nada de eleitoreiro, tem de reconhecimento público.

ISTOÉ – O Carnaval do Rio começa, este ano, com denúncias de corrupção entre os presidentes de grandes escolas de samba. Até quando o Carnaval carioca estará atrelado a dirigentes com prontuário criminal?
Cabral

O Carnaval que vale a pena é o dos artistas, ritmistas, das baianas. O do submundo, estamos combatendo, em todos os níveis. Nosso governo já prendeu políticos ligados à milícia, ao jogo do bicho, ao tráfico de drogas, e vamos continuar. Se eles estiverem nas escolas de samba ou em qualquer outra atividade, estaremos sempre atentos. Não é fácil, são muitos anos de permissividade, mas estamos enfrentando. Tem muita gente na cadeia, mas falta fazer muito ainda.

ISTOÉ – Por trás de tudo estaria a disputa pelo controle de máquinas caça-níqueis…
Cabral

Parafraseando o presidente Lula, nunca neste Estado se apreenderam tantas máquinas caça-níqueis, nunca se prenderam tantos envolvidos nessa história.

ISTOÉ – É possível pensar o Carnaval carioca, um dia, fora do controle de tantas pessoas ligadas a atos ilícitos?
Cabral

Eu acho. Hoje o Carnaval tem algumas receitas públicas e privadas importantes, que já ajudam a tirar a dependência – que, atualmente, nem se compara à da década de 80, por exemplo. O Carnaval já foi totalmente controlado pelos bicheiros. Hoje, tem as receitas da Prefeitura e do Estado – nós damos R$ 6 milhões cada um -, mais a da televisão, que não sei quanto é, além das quadras, que se tornaram verdadeiras empresas e conseguem receita muito importante, sobretudo nos três meses que antecedem o Carnaval.

ISTOÉ – É o Carnaval da crise?
Cabral

Imagina! O Brasil sente a crise, mas está mais blindado do que outros países, por força até do que já passou. As regras bancárias hoje são mais firmes, duras, exigentes. Temos uma bela reserva de US$ 200 milhões, temos produtos com competitividade internacional e uma indústria que não é de quintal, é forte, com multinacionais fortes. Mas tem uma turma de derrotados que adora dar más notícias, sente prazer em fazer isso. O (Tom) Jobim dizia que o brasileiro não perdoa o sucesso. Não é o Brasil, é a elite. E o Lula está mudando essa mentalidade. Primeiro vamos crer no nosso país. Estamos dando certo.

ISTOÉ – Que elite predadora é essa? Política? Financeira?
Cabral

Parte de uma, parte de outra. Mas há empresários, como o Gerdau (Jorge Gerdau Johannpeter), que dizem que o presidente Lula é um caixeiro-viajante, um defensor das empresas brasileiras sem paralelo na história. Ele briga pelo capitalismo brasileiro. É um grande legado que ele vai deixar. E não tem retorno porque os empresários vão cobrar de quem vier – espero que seja a Dilma (Rousseff) – uma ação similar de solidariedade permanente com a expansão do capitalismo brasileiro.

ISTOÉ – O sr. tem sido criticado por entidades de defesa dos direitos humanos pelo alto número de mortes violentas no Estado.
Cabral

Não é normal um policial fardado entrar numa comunidade e ser recebido por tiros, granadas e metralhadoras. A polícia está certa em subir na comunidade e querer garantir a segurança. Ora, o Rio teve muitos cafetões da desgraça: são os que adoram botar uma camisa branca e ir para a porta da (igreja) Candelária fazer manifestação. Só aparecem nesse momento. Eu estou preocupado em resolver os problemas das comunidades que enfrentam o tráfico, a milícia, a ausência do Estado, a violência do posto de saúde que não funciona, da escola que não funciona.

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