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Os altos e baixos da Copa

Os pontos positivos e negativos de um Mundial que eternizou lendas e comprovou, logo nas primeiras semanas, que a eficácia da organização alemã não é um mito

Os altos e baixos da Copa

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Com dois gols diante do Japão e um na vitória de 3 a 0 sobre Gana, Ronaldo entrou para as enciclopédias do futebol. Somou 15 em Mundiais. Ultrapassou primeiro o rei Pelé, atropelou depois o alemão Gerd Müller e, agora, é o maior artilheiro da história dessas competições. Também contra Gana, Adriano registrou o gol de número 200 da Seleção em Copas. Ninguém fez tanto. O Brasil tem 11 vitórias seguidas, deixando cada vez mais para trás a seqüência de sete da Itália em 1934 e 1938. O francês Zinedine Zidane, carrasco do Brasil em 1998, anuncia aos 34 anos sua despedida dos Mundiais. São destaques de uma Copa marcada por muitos pontos positivos e poucos negativos.

 

 

 

 

 

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O espetáculo é acompanhado por multidões nos estádios e nos aparelhos de tevê distribuídos nas ruas e praças alemãs. Essas “Fan Fest” ou torcedódromos são uma das boas marcas da Copa. Pesquisas indicam que diminuiu o número de aparelhos ligados na Alemanha porque há mais gente diante de um único aparelho. Uma comunhão semelhante à que transformou o atacante Lukas Podolski, polonês de 21 anos naturalizado alemão, no queridinho de uma nação. A bordo de trens velozes como o InterCityExpress (ICE) ou mais lentos, os “S”, o canto é um só: “wir fahren nach Berlin (nos veremos em Berlim)”.
O Estádio Olímpico, palco da final de 9 de julho, enterrará para sempre a triste imagem de Hitler se recusando, nos Jogos de 1936, a entregar medalhas ao velocista negro americano Jesse Owens, ganhador dos quatro ouros que aniquilaram a intenção do ditador de tentar provar o delírio da supremacia ariana. Os hooligans ingleses tiveram marcação cerrada, mas arrumaram espaço para protagonizar um ato estúpido. Tiveram a ousadia de invadir uma fan fest em que os alemães – isso, os donos da casa – comemoravam a vitória contra a Suécia. Foram presos.

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Os juízes deixarão o Mundial menores. Atrapalhados, distribuíram cartões amarelos e vermelhos sem dó. Até o início das quartas tinham sido 25 expulsões, o maior número da história. O título de atrapalhado de 2006 ficou com o russo Valentin Ivanov, que distribuiu 26 amarelos e quatro vermelhos. “Ele merecia amarelo”, admitiu Joseph Blatter, presidente da Fifa, depois da batalha entre Portugal e Holanda. Vermelho também merecem os cambistas que vendem bilhetes, muitos conseguidos de graça com patrocinadores e federações, a preços até 20 vezes maiores do que o original. Exibem placas onde se lê “I need a ticket (preciso de bilhete)”, na verdade uma fachada para esconder a verdadeira intenção: vendê-los. Os gramados ressecados desenvolvidos por uma empresa da Holanda foram outro problema. Só não receberam mais críticas do que o treinador holandês Marco Van Basten, craque do passado engolido pelo conformismo e pela lentidão na derrota para os portugueses de Felipão. São personagens de uma Copa bonita – no campo e fora dele.
 

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