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A volta dos Collor

Fernando e sua ex-mulher Rosane tentam se eleger para a Câmara dos Deputados e voltar a Brasília

A volta dos Collor

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Depois de terminarem um matrimônio de 21 anos, Rosane e Fernando Collor agora também são adversários na política. Pronta a se lançar deputada federal por Alagoas, a ex-primeira-dama anda espalhando de Maceió a Canapi, terra onde sua família detém um curral eleitoral de cerca de 20 mil votos, que é capaz de botar o ex-marido na cadeia se ele tentar atrapalhar seus planos eleitorais. E mostra estar disposta a fazer muitas provocações mais. A primeira foi espalhar pelo Estado outdoors com sua própria foto e os dizeres Rosane 2006. Com um detalhe: nas cores do maior adversário de Fernando, o ex-governador Ronaldo Lessa. O ex-presidente, por seu turno, finge que não é com ele. Depois de arrebatar 419 mil votos na última eleição para o governo de Alagoas, Collor calcula ter cacife suficiente para se eleger senador e, até mesmo, governador. Para tomar sua decisão, precisava saber se Lessa, que enfrenta processo por uso da máquina administrativa, terá condições legais de concorrer. Se o ex-governador entrar na disputa, Collor já tem tudo preparado para tentar voltar a Brasília. Na condição de deputado federal pelo desconhecido PRTB.

É difícil encontrar em Alagoas, no entanto, quaisquer indícios sobre o que os Collor pretendem fazer com seus eventuais futuros mandatos. Atrair investimentos para a educação, buscar melhorias no serviço de saúde, sugerir obras de infra-estrutura, nada disso faz parte do rol de propostas do ex-casal collorido. O silêncio sobre todo e qualquer tema parlamentar ou administrativo parece ser o único ponto comum entre eles. Mesmo assim, tem muita gente que não vai pensar duas vezes na hora de votar. “Collor é carioca, mas o sangue dele é nosso”, justifica o taxista José Tenório. Com uma média de 15 corridas diárias pelas ruas de Maceió, ele jura que carrega diariamente pelo menos dez eleitores do ex-presidente. “Além do mais, aqui não tem nenhum político 100 por cento honesto.”

Princesinha do clã dos Malta, uma família de políticos que domina há décadas três cidades no sertão de Alagoas – Canapi, Inhapi e Mata Grande –, Rosane está esvoaçante. Vive diante da vistosa orla esmeralda de Maceió, tornou-se evangélica da igreja El Shadai e, ao contrário do ex, que se casou com uma mulher com metade de sua idade, não se fixou em ninguém. Com os cabelos oxigenados, loiríssima, filiou-se ao PRB. Trata-se de um partido cujos expoentes na Câmara Federal são os deputados José Divino e Vieira Reis, ambos acusados de pertencerem à máfia dos sanguessugas – aquela que cobrava propinas sobre ambulâncias vendidas a prefeituras de cidade pequenas, a maioria pobres.

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