Comportamento

O melhor restaurante do mundo

Expoente da cozinha nórdica, Noma, da Dinamarca, chega ao topo ao unir tradição com ingredientes locais

O melhor restaurante do mundo

chamada.jpg
REVITALIZAÇÃO
René Redzepi, chef do Noma, em Copenhague:
cozinha nórdica no mapa-múndi

+ Mourão, sobre ser vice de Bolsonaro em 2022: ‘Estou trabalhando para isso’

O reinado absoluto das espumas e texturas da gastronomia molecular está ameaçado. Após quatro anos seguidos no topo da lista dos 50 melhores do mundo da revista “Restaurant”, espécie de bíblia do setor, o catalão El Bulli acaba de ceder o primeiro lugar para o Noma, casa do jovem chef dinamarquês René Redzepi, 32 anos, em Copenhague, na Dinamarca. Redzepi é o expoente do que tem sido chamado de nova cozinha nórdica, resultado da união de ingredientes locais com técnicas tradicionais e de alta gastronomia. É uma abordagem semelhante à do brasileiro Alex Atala, do D.O.M., que estreou na lista em 2006, no último lugar, e nesta edição ganhou a 18a posição.

Redzepi revolucionou a cozinha nórdica ao abrir o Noma em dezembro de 2003. Com suas criações, logo angariou duas estrelas no conceituado guia “Michelin”. Para montar o cardápio passou dois meses viajando pela região e pesquisando ingredientes. Entraram produtos locais e sazonais, como o boi almiscarado da Groelândia, ouriços-do-mar da Noruega, lagostins das Ilhas Faro e seiva de bétulas da Dinamarca. “Oferecemos métodos culinários tradicionais, o melhor dos produtos nórdicos e o legado da nossa cultura alimentar com uma abordagem gastronômica inovadora”, diz o chef, no site do Noma.

img.jpg

Na prática, isso significa abolir ingredientes importados, como foie gras, azeite e frutas tropicais. Entram cervejas locais no lugar de vinhos nas marinadas e molhos, e conservas artesanais. A equipe de Redzepi sai à caça de ingredientes, pois muitos nem sequer têm esquema de produção e distribuição comercial. Tudo seguindo a indefectível cartilha dos produtos sazonais, sustentáveis e regionais. O impacto do trabalho do chef é tão grande que o governo dinamarquês o elegeu embaixador do programa de divulgação da Nova Comida Nórdica, lançado em 2006, para colocar a região nórdica no mapa gastronômico mundial. No ano passado, a Universidade de Copenhague anunciou o desenvolvimento de uma nova dieta inspirada na cozinha de Redzepi para reduzir a obesidade e encorajar um estilo de vida mais saudável e condizente com o clima da região.

O curioso é que Redzepi virou chef quase por acaso. Filho de um albanês e de uma dinamarquesa, ele se aventurou na cozinha porque um colega o inscreveu em um curso de culinária. Os verões passados na Macedônia, ao redor da mesa com amigos e com a família do pai, ajudaram a fazer da gastronomia uma opção profissional. Nos restaurantes estrelados onde trabalhou, lapidou a apurada técnica francesa, aprendeu a valorizar os ingredientes locais e experimentou a vanguarda no El Bulli. Sua última experiência no Exterior foi no conceituado French Laundry, na Califórnia (EUA). Uma notável trajetória coroada, agora, por seu próprio talento.

img1.jpg

Veja também

+ Ford anuncia local e investimento de US$ 700 milhões em fábrica que criará F-150 elétrico

+ RJ: tráfico promete caçar quem gravou equipe do Bravo da Rocinha: ‘Vai morrer’

+ Hubble mostra nova imagem de Júpiter e sua lua Europa

+ Após morte de cachorro, Gabriela Pugliesi adota nova cadela

+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago

+ MasterChef: mesmo desempregado, campeão decide doar prêmio

+ Arqueólogo leva 36 anos para montar maquete precisa da Roma Antiga

+ Senado aprova alterações no Código de Trânsito Brasileiro

+ Por que não consigo emagrecer? 7 possíveis razões

+ O que é pior para o seu corpo: açúcar ou sal?

+As 10 picapes diesel mais econômicas do Brasil

+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?

+ Educar é mais importante do que colecionar

+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea