Saúde da mulher

6 coisas que jamais devem ser usadas na vagina

Crédito: Pexels

A vagina é uma das regiões mais sensíveis do corpo feminino, por isso demanda atenção e cuidados especiais. Para isso, além de manter os exames ginecológicos em dia, é necessária a manutenção diária de hábitos que favorecem a saúde íntima.

+ Uso de absorvente interno pode levar à falência de órgãos; saiba como evitar


+ Especialista indica os principais cuidados com a saúde íntima no verão

Algumas práticas realizadas na região íntima parecem inofensivas e prazerosas, mas podem ser grandes vilãs e desequilibrar o pH da área, ocasionando em odores e outros problemas de saúde íntima. Confira a seguir quais componentes utilizados em determinados hábitos podem prejudicar sua vagina. As informações são do “The Sun”.

Sabonetes perfumados

Querer se livrar do odor da vagina é um desejo comum entre muitas mulheres. No entanto, vale lembrar que o cheiro da região não deve ser camuflado, pois pode indicar outras condições de saúde. Procurar um ginecologista é o melhor caminho.

Os sabonetes perfumados, inclusive versões íntimas, não são boas opções para higienizar a área. “Embora o interior de sua vagina seja autolimpante, com secreção atuando como uma forma natural de limpar seu corpo de bactérias, usar sabonete — bem como ducha vaginal — para lavar a vulva pode perturbar seu equilíbrio bacteriano natural e resultar em vaginose bacteriana, candidíase ou mesmo cistite”, alerta a especialista em saúde íntima Stephanie Taylor.

Segundo a especialista, a limpeza íntima deve ser realizada com água morna, um pano limpo e sabão neutro, para evitar irritações e infecções.

Lenços umedecidos

Assim como os sabonetes, os lenços umedecidos podem interromper o pH da vagina.

O professor Ronnie Lamont, porta-voz do Royal College of Obstetricians and Gynecologists, destaca: “Se a natureza tivesse pretendido que a vagina cheirasse a rosas ou alfazema, ela teria feito a vagina cheirar a rosas ou alfazema.”

Vaselina

Vaselina nunca deve ser utilizado como lubrificante íntimo. Ao contrário da segunda opção, que é formulada especialmente para a região, a vaselina permanece mais tempo dentro da vagina, fazendo com que as bactérias se acumulem, favorecendo condições como vaginose bacteriana ou infecção por fungos.

“Além disso, durante a relação sexual, as moléculas de óleo quebram o látex do preservativo, fazendo com que se rompam, o que pode resultar em contrair uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível) ou uma gravidez não planejada”, reforça Stephanie.

Alimentos

É comum querer inovar durante o sexo, mas é preciso tomar cuidado com o que fazer para apimentar na ‘hora H’. Usar alimentos como chocolates, balas e outros pode ser perigoso quando introduzidos na vagina, pois podem desencadear em infecção ou irritação.

“[Esse tipo de prática] É perfeitamente seguro desde que seja mantido na pele externa e não esteja muito quente — o que pode causar queimaduras”, pondera Shree Datta, obstetra consultora e ginecologista.

Objetos pontiagudos

Inserir qualquer coisa pontiaguda na vagina é uma grande proibição. A prática pode resultar em rompimento do tecido genital.

Segundo Stephanie Taylor, os sintomas de cortes vaginais incluem ardência ao urinar, dor ou desconforto, coceira, queimação ou, no pior dos casos, sangramento excessivo, dormência, formigamento e até desmaios.

Brinquedos sexuais não higienizados

Os brinquedos sexuais são ótimas opções para aprimorar o sexo e elevar o prazer, mas é preciso se certificar que estejam higienizados corretamente. A limpeza antes e após o uso pode evitar o acúmulo de bactérias, infecções por fungos, vaginose bacteriana e até DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).