Comportamento

À procura do próprio estilo

Mulheres e homens fazem cursos para ser tornar personal stylists de si mesmos

À procura do próprio estilo

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BÊ-Á-BÁ
A professora Helena Montanarini e seus alunos: desvendando personalidades

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Desde crianças, da mesma maneira que temos um jeito único de ser e nos expressar, desenvolvemos um estilo próprio de nos vestir. Acontece que, graças aos palpiteiros de plantão, essas particularidades se perdem ou se confundem no decorrer dos anos. Primeiro, a mãe impõe certas roupas e acessórios. Depois, amigas influenciam e namorados direcionam. Resultado: a pessoa nem sempre se arruma de acordo com sua personalidade. É assim que a consultora de moda Helena Montanarini, da Escola São Paulo, na capital paulista, introduz o curso “Como Encontrar o Seu Estilo”. Na plateia, num grupo de cerca de 20 mulheres – e um homem –, de diferentes idades: há empresária, advogada, médica e comissária de voo. Todos querem se vestir melhor, ou seja, de maneira coerente. “O que procuramos é segurança na hora de sair de casa. Estamos bem-vestidas? Estamos usando roupas que valorizam o nosso corpo e a nossa personalidade?”, pergunta a arquiteta Roberta Maiorana, 45 anos, uma das discípulas de Helena. Cursos como o da Escola São Paulo são cada vez mais comuns nas principais capitais do País e costumam ter fila de espera. Para ajudar seus alunos, Helena lança mão de exercícios certeiros.

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SEGURANÇA
A arquiteta Roberta Maiorana quer aprender a valorizar o corpo

Num deles, pede para que recortem de revistas cenas que lhes inspirem. Vale tudo: uma peça de roupa, um carro, uma casa. Com as imagens coladas num pranchão, a professora consegue delinear as personalidades. “São dez estilos no total. A pessoa pode ser básica, esportiva, romântica, gótica…”, diz. “E pode ter mais de um jeito, porém sempre um será predominante.” Ajudar os outros a se vestir é um filão que só cresce no Brasil. Os personal stylists, por exemplo, estouraram há cerca de cinco anos. Num primeiro momento, eram exclusivos de celebridades, que os contratavam para definir seu traje em determinado compromisso profissional, festa ou show. Eram eles que montavam o guarda-roupa e definiam o “modo de usar” cada peça. Hoje, evoluíram para uma espécie de consultores de imagem – e estão acessíveis a um número maior de pessoas, de diferentes profissões. “Nós entrevistamos o cliente para conhecer a sua personalidade, tiramos do seu closet o que não combina com ele e saímos às compras juntos”, afirma Chris Francine, da Consultoria de Imagem Chris Francine e Paula Martins.

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A clientela é ampla – e unissex. “Há empresárias que não querem se preocupar com o que vão usar em viagens de negócios e homens que se separaram e não sabem se vestir”, diz Chris. Há clientes que aprendem a caminhar sozinhos e outros que não abrem mão da consultoria. O primeiro encontro dura três horas e custa cerca de R$ 3 mil. Mas por que tanta preocupação? Em tempos de hipervalorização da imagem, reina a máxima de que “você é o que você veste” e ninguém quer parecer desleixado. Afinal, são cada vez mais comuns histórias de quem perde o emprego por se trajar de maneira inadequada. Para não errar, Helena dá a dica: é preciso coerência. “Estilo não é só roupa e acessório. É cabelo, maquiagem e postura”, diz.

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