Uma guerra perto do fim?

Nada indica que o nó político será solucionado em abril, com ou sem impeachment

A redomina, entre os agentes econômicos, a percepção de que o Brasil não aguenta mais tanta instabilidade política e de que é urgente encontrar uma solução para a crise – qualquer que seja ela. Ou seja: deve-se aprovar ou rejeitar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, ainda em abril, para que, superada a turbulência política, a economia possa voltar a crescer.

Esta leitura da realidade traduz a angústia dos empresários, mas ignora a dinâmica dos fenômenos sociais. No primeiro cenário, se o impeachment for aprovado e Michel Temer vier a assumir a presidência da República, ninguém é capaz de prever qual será a reação dos atores sociais que, na última quinta-feira, mais uma vez voltaram às ruas em defesa do governo da presidente Dilma. Ou seja: em vez de paz social, o Brasil poderá mergulhar num período de caos ainda mais profundo, como previu o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal.

No segundo cenário, se a presidente Dilma conseguir reunir os votos necessários para barrar o impeachment, ainda assim ela terá dificuldades para formar maiorias no parlamento e aprovar reformas pontuais ou estruturais que dinamizem a economia. Isso num ambiente em que a arrecadação federal já foi seriamente afetada pelo clima de guerra instalado no Brasil há quase dois anos – o que resultou num déficit fiscal recorde, de R$ 23 bilhões, no mês de fevereiro.

Ou seja: as opções que hoje se colocam no horizonte são de um governo potencialmente ilegítimo, aos olhos de parte da população, e outro sem maioria parlamentar. A única saída viável para esse impasse seria o diálogo responsável entre as principais lideranças políticas do País, envolvendo PT, PSDB e PMDB, além de siglas menores, em torno de um novo modelo político. O atual faliu e o novo ainda nasceu. 

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