Cultura

A reinvenção de Tiradentes

Nova novela da Rede Globo conta passagem da vida do mártir da Inconfidência pela ótica de sua única filha

A reinvenção de Tiradentes

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Enfiado em um camisolão branco com a longa barba crescida, Tiradentes (1746-1792) alcançou o século XXI como o maior símbolo da luta pela liberdade no Brasil. Pouco se sabe, porém, sobre a verdadeira vida de Joaquim José da Silva Xavier, o homem por trás do mártir da Inconfidência Mineira. “Liberdade, Liberdade”, a nova novela da Rede Globo, traz para o horário das 23 horas uma versão romântica para uma das lacunas biográfica do alferes. O folhetim, que estreia na segunda-feira 4, parte dos dias finais da vida de Tiradentes, registrados nos “Autos da Devassa”, o documento em 11 volumes que só foi tornado público um século depois da morte do conjurado. Mas centra a trama na vida menos conhecida ainda de sua filha, Joaquina.

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Acima, a pintura ”Tiradentes Ante o Carrasco”, de Rafael Falco.
Thiago Lacerda como Tiradentes (abaixo): bem diferente da
figura esquálida e barbuda dos livros de história. 

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“Há pouquíssimas referências sobre a Joaquina real, só é feita uma única menção a ela nos ‘Autos da Devassa’. Por isso a minha criação é tão livre”, diz Mario Teixeira, autor da novela. Joaquina será vivida, na primeira fase, pela criança Mel Maia. A atriz Andreia Horta assume o papel na fase adulta, parte mais importante da trama rodada em Diamantina (MG). A personagem, inspirada em romance dos anos 1980 de Maria José de Queiroz, é levada a Portugal ainda jovem, mas volta ao Brasil e retoma o projeto revolucionário do pai, com quem mantinha uma relação afetiva e de admiração. Na vida real, porém, existem provas de que Tiradentes passou muito pouco tempo com a única filha, tendo sido distante dela e da mãe, Antônia Maria (vivida por Letícia Sabatella), com quem mantinha um relacionamento de concubinato e de quem se separou antes de morrer.

Thiago Lacerda faz a versão global do alferes. Alguns quilos acima do ideal e fardado, o galã pouco lembra a figura cabeluda e esquálida das pinturas que ilustram os livros de história apresentados a tantas gerações de brasileiros.

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PODEROSA
Andreia Horta como Joaquina, a órfã que volta ao Brasil e retoma a
luta do pai assassinado por trair a coroa portuguesa

“Fiz uso de diversas outras fontes para construir essa história. Os romances que mais me influenciaram foram ‘O Vermelho e o Negro’ e ‘A Cartuxa de Parma’, de Stendhal, os livros de Joseph Conrad, os de Alexandre Dumas e os de Emilio Salgari”, diz o autor, que promete um entretenimento na melhor tradição do gênero capa espada. “A história para mim é o pano de fundo da dramaturgia, a serviço da emoção. Mesmo porque qualquer relato histórico é muito pessoal, é a imaginação do historiador que recria os fatos”, diz Teixeira.

Fotos: Reprodução; Globo/João Cotta 

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