Comportamento

Projeto top ten

As estratégias do Comitê Olímpico Brasileiro para o País alcançar o inédito décimo lugar na Rio 2016

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PERFORMANCE Acima, equipe de pólo aquático masculino treina no Rio de Janeiro. Abaixo, o espanhol Jesus Morlan, da canoagem ()

Para chegar a um inédito 10º lugar no ranking de medalhas do Jogos Olímpicos Rio 2016, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) colocou em prática o lema “vencer ou vencer”. Para isso, começou a traçar um dossiê em 2009. Com um capítulo para cada esporte, ele destrincha o histórico e o biotipo de cada medalhista das últimas três edições da Olimpíada, aponta quem são os atletas mais próximos do perfil ideal para cada modalidade e o que as equipes nacionais precisam para chegar ao pódio. Ali, estão guardados os segredos para aumentar o número de medalhas de 15 (Pequim, 2008) para 24, o que garantiria a colocação almejada.

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Acima, equipe de pólo aquático masculino treina no Rio de Janeiro.
Abaixo, o espanhol Jesus Morlan, da canoagem

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Foram feitos, por exemplo, exames bioquímicos e físicos que levaram à criação, em 2009, de um grupo de 12 meninas que tinham entre 7 e 13 anos. Elas passaram pelo crivo de 50 especialistas cujo objetivo era identificar aquelas com mais chances de medalhas. “Eram dois grupos principais. O primeiro, intitulado de ‘Vital’ reunia as que já tinham histórico de medalhas. No ‘Potencial’ estavam aquelas que nossos especialistas consideravam viáveis tornar medalhistas até 2016”, diz Marcos Vinícius Freire, diretor executivo de Esportes do COB, que coordenou o estudo.

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Uma vez selecionados os atletas-apostas, foi organizada uma “cesta de produtos e serviços” que cada um precisava, desde massagista até os equipamentos mais modernos. Entre as novas tecnologias, um destaque é o sistema de gravação “dartfish”. Ele captura a cada segundo a posição exata do atleta e mede, por exemplo, o erro na pisada que resulta num salto 10 cm mais baixo para um ginasta, ou o ângulo exato do remo da canoagem. Alguns casos precisavam mais de treinadores do que de equipamentos, por isso foram convocados técnicos de referência internacional, como o espanhol Jesus Morlan, cinco vezes medalhista olímpico de canoagem, e o croata Ratko Rudic, quatro vezes campeão olímpico de pólo masculino.

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Foto: Moacyr Lopes Junior/Folhapress

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