Dilma se fortalece, Lula vira alvo

Enquanto ela se livrou da pauta-bomba, ele viu seu projeto de 2018 ameaçado por novos delatores

O governo Dilma viveu, nos últimos dias, aquela que foi sua melhor semana em 2015. Não só a Comissão de Orçamento aprovou a proposta de déficit fiscal que praticamente elimina o risco de “pedaladas” no atual mandato, como ela conseguiu, com a nova correlação de forças no Congresso, manter seus vetos sobre a pauta-bomba que poderia quebrar o País. E ainda fortaleceu seu ministro Joaquim Levy, alvo de um recente ataque especulativo.

Se não bastasse, o vice-presidente Michel Temer baixou a bola de quem apostava num grito de independência no encontro do partido para discutir a “ponte para o futuro” — Temer deixou claro que o afastamento em relação ao PT pode vir em 2018, não agora. Além disso, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), jogou para 2016 as discussões sobre um eventual impeachment presidencial.

Se Dilma Rousseff pode respirar, o PT não saiu das cordas. E o ex-presidente Lula, que representa a principal expectativa de poder do partido, entrou na mira de uma ofensiva judicial que se move em diversas frentes. No Paraná, um novo delator, chamado Salim Schahin, disse que emprestou R$ 12 milhões ao empresário José Carlos Bumlai para que tivesse o aval de Lula em negócios com a Petrobras. Na Zelotes, em Brasília, há pressão para que mais delatores denunciem Luis Claudio Lula da Silva, um dos filhos do ex-presidente.

Ciente de que se tornou alvo, Lula desqualificou a denúncia de Schahin e afirmou que seu filho, como qualquer cidadão, terá de provar que é inocente. Lula tem falado mais e estuda antecipar sua eventual candidatura em 2018. Mas esse projeto poderá receber novos disparos, até porque Dilma se fortaleceu. Quanto maior a percepção de que ela irá até o fim, mais ele será atacado. 


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