Economia & Negócios

Bolsa de Xangai volta a cair e tem maior perda mensal em quase 6 anos

Regulador do mercado chinês investiga operações suspeitas de influenciar o preço das ações; outras bolsas asiáticas subiram

Bolsa de Xangai volta a cair e tem maior perda mensal em quase 6 anos

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As bolsas chinesas tiveram em julho o pior mês em quase seis anos, após mais uma sessão de perdas nesta sexta-feira, 31, numa indicação de falta de confiança dos investidores na capacidade de Pequim de conter a forte volatilidade nos mercados locais. Em outras partes da Ásia e do Pacífico, as bolsas fecharam com ganhos moderados.

O Xangai Composto, principal índice acionário da China, teve uma semana de grandes oscilações, em meio à ausência de convicção de que o governo do país manterá a promessa de dar sustentação às ações. Hoje, o Xangai encerrou o pregão com queda de 1,1%, a 3.663,73 pontos. O índice acumulou perdas de 10% ao longo da semana e de 14% em julho, registrando seu pior desempenho mensal desde agosto de 2009. A onda de liquidação desta semana foi a segunda em julho. Na primeira, o Xangai perdeu quase um terço de seu valor.

Embora agressivas medidas de intervenção de Pequim tenham gerado uma recuperação temporária, com o índice chinês chegando a subir 18% da mínima que atingiu em 8 de julho, boa parte dessa valorização já foi eliminada. O Xangai está agora 29% abaixo do pico em vários anos que alcançou em meados de junho.

O Shenzhen Composto, que é um índice de menor abrangência na China, teve queda de 0,8% nesta sexta, a 2.110,62 pontos, enquanto o Chinext, que reúne empresas de pequena capitalização, também caiu 0,8%, a 2.539,84 pontos.
O clima de desconfiança na China minou os negócios esta semana, apesar de reguladores locais terem lançado uma investigação sobre a liquidação recente que, na segunda-feira, levou o Xangai a sofrer um tombo de 8,5%, o maior desde fevereiro de 2007. Hoje, os reguladores disseram que vão investigar também as transações eletrônicas e restringir 24 contas de ações suspeitas de "influenciar os preços de negociação de papéis".

Em Hong Kong, as empresas chinesas perderam 14% em julho, o pior resultado mensal desde setembro de 2011. No mês, o índice Hang Seng recuou 6,5%. No pregão desta sexta, porém, o índice teve leve alta de 0,6%, a 24.636,28 pontos. No mercado taiwanês, o Taiex também mostrou ganho marginal, de 0,2%, a 8.665,34 pontos. Em Seul, o índice sul-coreano Kospi avançou 0,55%, a 2.030,16 pontos.

No Japão, o índice Nikkei fechou em alta de 0,30%, negociado aos 20.585,24 pontos, influenciado por balanços que surpreenderam (como os das companhias Fujifilm Holdings e Yamato Holdings). Na semana, o Nikkei subiu 0,2%, e no ano avança até agora 18%. No mês de julho, o índice acumula alta de 1,73%.

Na Oceania, a bolsa australiana também teve uma sessão positiva. O S&P/ASX 200, das empresas mais negociadas em Sydney, subiu 0,5%, a 5.699,20 pontos. Com isso, o índice acumulou valorização de 2,4% na semana e de 4,4% em julho, garantindo seu primeiro resultado mensal positivo desde fevereiro.

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