Economia & Negócios

Juros ao consumidor sobem pelo 9º mês seguido e atingem maior nível desde 2009

Taxa no cartão de crédito subiu para 12,54% ao mês (312,75% ao ano) em junho, maior patamar em 16 anos; altas refletem o risco maior de calote e de mais elevações da Selic, diz Anefac

Juros ao consumidor sobem pelo 9º mês seguido e atingem maior nível desde 2009

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As taxas de juros das operações de crédito para pessoas físicas e jurídicas subiram em junho pelo nono mês consecutivo e renovaram os maiores patamares em vários anos, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

No caso das pessoas físicas, novamente houve aumento nos juros em todas as seis linhas pesquisadas (juros do comércio; cartão de crédito rotativo; cheque especial; CDC-bancos-financiamento de veículos; empréstimo pessoal-bancos; e empréstimo pessoal-financeiras). O juro médio subiu 0,07 ponto porcentual em junho ante maio, para 6,94% ao mês (123,71% ao ano), o maior nível desde novembro de 2009.

No caso do cartão de crédito, a taxa subiu 0,20 ponto porcentual (pp), para 12,54% ao mês (312,75% ao ano) em junho, o maior nível desde março de 1999. Em relação aos juros do comércio (crediário), houve alta em todos os 12 tipos de lojas pesquisadas, com a média geral subindo 0,02 pp, para 5,23% ao mês (84,36% ao ano). A taxa mais alta foi registrada em Minas Gerais, com 5,31% ao mês (86,05% ao ano). Nos financiamentos de veículos, o prazo médio se manteve em 36 meses, o menor nível para meses de junho desde 2007.

Entre as pessoas jurídicas, houve alta nas três linhas (capital de giro; desconto de duplicatas; e conta garantida). O juro médio avançou 0,03 pp no mês passado ante o anterior, para 4,03% ao mês (60,66% ao ano), o patamar mais alto desde julho de 2011.

No caso da conta garantida, a taxa subiu 0,02 pp, para 6,90% ao mês (122,71% ao ano), o patamar mais elevado desde janeiro de 2003.

Segundo a Anefac, as altas podem ser atribuídas a quatro fatores: cenário macroeconômico que aumenta o risco de elevação da inadimplência; avanço da Selic; expectativa de mais aperto monetário em função da inflação alta; e maior carga tributária.

A Anefac lembra que, considerando todas as elevações da Selic promovidas pelo Banco Central desde março de 2013, houve uma elevação de 6,50 pp (ou alta de 89,66% na taxa básica de juros), para o nível de 13,75%. No mesmo período, a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma elevação de 35,74 pp (+40,63%). Já na pessoa jurídica houve uma elevação de 17,08 pp (+39,19%).

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