Comportamento

Ex-BBB abala os EUA

Como uma trama envolvendo sexo, troca de favores e milhões de dólares colocou Juliana Lopes no centro de um escândalo político no Senado americano

Ex-BBB abala os EUA

Assim como acontece com a maioria dos ex-participantes de reality shows, a brasiliense Juliana Lopes Leite, de 34 anos, que integrou a quarta edição do programa Big Brother Brasil, em 2004, já havia sido esquecida pelo público. Na semana passada, no entanto, seu nome voltou às manchetes por um motivo nada glamouroso. Juliana está sendo apontada como um dos pivôs de um escândalo político envolvendo o senador americano pelo partido Democrata Robert Menendez, 61 anos, e o médico Salomon Melgen, 60. Segundo publicado no jornal “New York Post”, Menendez é acusado de realizar tráfico de influência na obtenção de vistos de entrada nos Estados Unidos para supostas namoradas de Melgen, entre elas, Juliana. Em troca da ajuda, o médico oftalmologista, principal doador das campanhas eleitorais do senador, teria presenteado Menendez com cerca de US$ 1 milhão.

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Formada em Direito em Brasília, Juliana trabalha atualmente como advogada em um escritório imobiliário de Miami, na Flórida, onde realizou uma pós-graduação na área jurídica entre 2008 e 2010. De acordo com a promotoria americana, em 24 de julho de 2008, Menendez pediu que um de seus assessores entrasse em contato com um funcionário do Departamento de Estado americano solicitando uma “consideração cuidadosa” para o requerimento de visto de uma mulher brasileira, descrita como advogada, atriz e modelo, que queria estudar no país. Um dia após a intervenção, o visto de Juliana foi obtido. O mesmo esquema teria beneficiado outras namoradas de Melgen, incluindo uma jovem da República Dominicana, de 22 anos, e sua irmã, de 18 anos, que entraram nos EUA no final de 2008, e a modelo ucraniana Svitlana Buchyk, que conseguiu um visto em 2007 para se consultar com um cirurgião plástico da Flórida.

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A brasileira confirmou ao “New York Post” que conhece Mengel, mas não quis comentar as acusações. Ela não retornou os contatos da ISTOÉ. Já Menendez se declara inocente. Se for condenado, o político pode pegar até 15 anos de cadeia.

Fotos: Divulgação; Mark Wilson/Getty Images