Cultura

Sem susto

Sam Raimi naufraga longe do terror trash

Na década de 80, o cineasta Sam Raimi tornou-se mestre do terror sanguinolento com as duas sequências da série Evil dead, batizados no Brasil de A morte do demônio e Uma noite alucinante. Cansado de seus seres repulsivos e de assustar adolescentes, Raimi partiu para histórias mais sérias e cerebrais, como o interessante Um plano simples. Desta vez, com O dom da premonição (The gift, Estados Unidos, 2000) – cartaz nacional na sexta-feira 31 –, ele ficou no meio do caminho. Tentou fazer um suspense adulto sem abrir mão das cenas horripilantes que encantam o público infanto-juvenil. Pecou, portanto, ao abandonar totalmente o humor trash em troca do clima sombrio mal elaborado. Quem carrega o filme nas costas é Cate Blanchett no papel da vidente Annie Wilson, obrigada a usar seus dotes paranormais na tentativa de resolver um crime em meio ao preconceito da rústica população rural da cidadezinha de Savannah. Mas duro mesmo é ver Keanu Reeves em ação como Donnie Barksdale, um jeca violento e machista. Sua atuação dá saudades dos antigos monstros e zumbis já criados por Raimi.

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