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3D Sonic Sensor: a evolução do leitor de digitais

3D Sonic Sensor foi apresentado no Snapdragon Summit (Crédito:André Cardozo)

De Maui, Havaí (EUA)*

Reservado a smartphones premium alguns anos atrás, o leitor de digitais agora está em aparelhos mais baratos e se popularizou como forma de destravar o smartphone e autorizar compras em apps de e-commerce.

Entretanto, com a tendência da tela infinita, o leitor digital, que ficava na frente do celular, começou a ser jogado para a parte de trás do aparelho. Essa solução não agrada a todo mundo, já que às vezes é necessário ficar “caçando” o leitor na parte de trás do celular com o dedo.

É para resolver este problema que entra a tecnologia 3D Sonic Sensor, anunciada pela Qualcomm no Snapdragon Summit, evento que ocorre esta semana no Havaí.

O nome da tecnologia não é casual. Ela consiste em um sensor que usa ondas ultrassônicas para construir uma imagem 3D da digital do usuário. O sensor emite as ondas, que são rebatidas pelo dedo e registradas novamente pelo sensor.

O sensor pode ser colocado por baixo da tela e, na prática, isso permite que o usuário simplesmente toque na tela para registrar a digital e destravar o aparelho. Além disso, executivos da Qualcomm afirmam que a tecnologia também é mais segura do que os atuais leitores digitais. Leitores de digitais comuns podem ser enganados, por exemplo, por uma prótese de silicone feita a partir do dedo do usuário. Já o 3D Sonic Sensor não cai nessa armadilha.

O primeiro smartphone com leitor de digitais por baixo da tela foi lançado no início deste ano. O Vivo X20 Plus UD tem esta tecnologia graças a uma parceria da Vivo com a Synaptics. Outros modelos de fabricantes chinesas, como OnePlus 6T, também já têm este recurso. Mas a nova tecnologia da Qualcomm deve levar à popularização do recurso, graças ao peso da companhia e às suas parcerias com praticamente todos os grandes fabricantes de smartphones.

Mas com o FaceID e outras tecnologias de reconhecimento facial, o leitor de digitais ainda tem espaço? A visão da Qualcomm é que os dois métodos podem conviver. Segundo executivos da empresa, cada fabricante pode optar por um ou outro método, ou até mesmo ambos, dependendo do preço do celular e do público.

Segundo a Qualcomm, o 3D Sonic Sensor aparecerá primeiro em smartphones com o novo chip Snapdragon 855, incluindo muito provavelmente o Galaxy S10. Mas a tendência é que gradualmente o sensor seja incluído também em celulares intermediários.

*O jornalista viajou a convite da Qualcomm


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