Edição nº2539 17/08 Ver edições anteriores

“Agora é hora de chorar o Eduardo”, diz porta voz da Rede sobre candidatura de Marina

Walter Feldman afirma que “as portas de discussão política estão fechadas”

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O deputado licenciado Walter Feldman (PSB-SP), porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade e braço direito de Marina Silva como coordenador da Rede na campanha de Eduardo Campos, diz que não é hora de pensar nos rumos da candidatura do PSB à presidência da República. Marina é considerada a candidata natural à presidência na chapa do PSB, em substituição a Campos.

"Agora é hora de chorar o Eduardo. Falar de candidatura seria um equívoco. Fechamos todas as portas de discussão política nessa hora pesada e dramática. Não há nenhuma chance disso. Vamos nos recolher para pensar e refletir quem foi Eduardo Campos e sua importância", diz Feldman.

Feldman e Marina aguardam a liberação do corpo no IML para seguir para o velório em Recife, que deve ocorrer no sábado.

Feldman narra como foi a decisão que tirou ele e Marina do avião de Campos

“Tínhamos voado nessa mesma aeronave na segunda-feira, de São Paulo para o Rio”, conta o deputado Walter Feldman. Na noite de terça-feira, Marina e Feldman concluíram que era melhor e mais prático pegar um voo de carreira para São Paulo do que partir no mesmo avião de Campos para o Guarujá. “Achamos melhor ir direto para São Paulo, onde faríamos uma reunião na casa dela. Saímos mais cedo", conta. "Foi o que nos tirou do avião.” O grupo não tomou café da manhã junto no hotel porque Feldman e Marina saíram às 6h30 para o aeroporto, enquanto Eduardo Campos saiu às 8h20.
 

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Bernie Ecclestone está livre das acusações de suborno e de outros crimes que poderiam levá-lo à prisão por até dez anos. Após a decisão do Tribunal de Munique de encerrar o caso do chefão da Fórmula 1 com um acordo de pagamento de US$ 100 milhões à Justiça alemã, vieram as críticas de que o dirigente inglês de 83 anos teria comprado a liberdade.

Em entrevista exclusiva a esta coluna, Ecclestone afirma que não foi condenado pelas leis alemãs. Pelas leis brasileiras, segundo advogados consultados, a pena pecuniária é uma forma de condenação que tira a primariedade do réu. É tida como uma reparação financeira que substitui, quando possível, a pena da prisão pela pena do pagamento. Mas Ecclestone rebate a polêmica: “O pagamento é normal e por lei, na Alemanha, se a pessoa é absolvida”. Ele explica que o julgamento custou caro ao tribunal e que o valor foi baseado no seu patrimônio. Casado com a brasileira Fabiana Ecclestone, que celebrou a decisão dentro do tribunal enviando e-mails a amigos do Brasil, ele planeja retornar em breve a São Paulo, onde sua mulher tem uma fazenda de café no interior do Estado. “Volto ao Brasil para trabalhar e encontrar amigos. Vejo você em breve”, despede-se o big boss da F 1.

ISTOÉ – Por que uma pessoa inocente precisa pagar US$ 100 milhões à Justiça? O que você fez que, afinal, custou tão caro?
Bernie Ecclestone – 
O pagamento é normal e por lei, na Alemanha, se a pessoa é absolvida. Foi caro para o tribunal. Vinte e um dias e mais de 30 testemunhas. O pagamento leva em consideração a riqueza da pessoa.

ISTOÉ – Qual foi a sua sensação depois do encerramento dessa batalha judicial? 
Ecclestone –
 No meu caso, eu estava tentando limpar o meu nome, buscando a verdade, que está comigo. O encerramento do caso foi realizado pelo juiz em um comunicado ao tribunal, que incluía jornalistas presentes.

ISTOÉ – O que você diria aos que apontam o pagamento de US$ 100 milhões como uma compra imoral da sua liberdade?
Ecclestone – 
Não tive que comprar a liberdade porque não fui condenado. Eu era suspeito junto com outras cinco pessoas (ele foi acusado de pagar US$ 44 milhões a um banqueiro alemão a título de suborno). De acordo com o tribunal, um caso muito complicado. Achavam que se o caso tivesse continuado por mais três meses eu teria sido absolvido.

ISTOÉ – Mas você tinha certeza de que o juiz daria a absolvição? Temeu ser condenado e ir para a prisão?
Ecclestone – 
Não, eu não estava certo. Era o juiz que tinha que decidir se acreditava na tese da acusação ou na minha.

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ISTOÉ – Você sempre declarou sua inocência. O que de fato aconteceu para receber a acusação de suborno?
Ecclestone – 
Isso levou 21 dias no tribunal para eu responder.

ISTOÉ – O que aprendeu com a experiência?
Ecclestone – 
Lutar por seu direito.

ISTOÉ – O que não faria novamente? 
Ecclestone – 
Eu, como sempre, continuarei a realizar negócios de forma justa e honesta.

ISTOÉ – O que pretende fazer agora? 
Ecclestone –
Trabalhar duro para recuperar o atraso com os dias que perdi.

ISTOÉ – Você foi afastado da Fórmula 1. Quais são os novos projetos? Você, afinal, nunca deixou a F 1?
Ecclestone – 
Estou em meu escritório quatro dias por semana, incluindo sábados e domingos, exceto quando estou em uma corrida de Fórmula 1. Portanto, nenhuma mudança. Negócios como de costume.

ISTOÉ – Por que o Brasil não forma mais campeões de F 1? 
Ecclestone –
Talvez as novas gerações não estejam preparadas para desistir de um estilo de vida atual e, assim, tornarem-se pilotos como foram Senna, Piquet e Fittipaldi. Ou seja, se dedicar para superar qualquer coisa que esteja no caminho e atingir os objetivos.

ISTOÉ – Existem pilotos brasileiros em quem você aposta?
Ecclestone – 
Existem. Eles precisam de apoio comercial e esforço. Me parece que Felipe Nasr (terceiro piloto da Williams) tem um futuro.

ISTOÉ – Que medidas pretende tomar para que o automobilismo brasileiro volte ao topo? 
Ecclestone – 
Não é muito fácil de responder, mas eu estou tentando.

ISTOÉ – Quais são os caminhos para a F 1 manter o status de principal categoria do automoblismo?
Ecclestone – 
Há mudanças no esporte. Só precisamos ver o que é bom para a Fórmula 1 e seus apoiadores.

ISTOÉ – A F 1 tem expandido seu mercado para países emergentes. Por que isso é tão importante?
Ecclestone – 
A F 1 é um campeonato do mundo.

ISTOÉ – De agora em diante, como aproveitará a vida?
Ecclestone – 
Eu me divirto fazendo o que faço e apoiando Fabiana com sua fazenda Celebrity Coffee (uma fazenda de café no Estado de São Paulo).  

 

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Lea T só quer saber de curtir as férias. Em pleno verão europeu, a top aproveita as praias de Ibiza e nem de longe pensa em trabalho. Celular, nem pensar. Só usa o aparelho para, de vez em quando, postar nas redes sociais fotos de seu corpo, mais feminino do que nunca. Ora de topless, ora de cabelos molhados, ela brilha nas praias espanholas. Rodeada de amigos, está sempre com o inseparável BFF (best friend forever) Riccardo Tisci, estilista da Givenchy, que festejou seus 40 anos em Ibiza, e com o diretor de arte italiano Macs Iotti. Enquanto não dá o ar da graça por aqui, esta coluna mostra um dos últimos trabalhos de Lea em terras brasileiras, que acabou de sair do forno: um editorial de moda para o jornal da Ellus, marca da qual é garota-propaganda.

Curadora de museu

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Luana Piovani será curadora teatral do Museu da Infância Brasileira, um projeto para 2016. Além das gravações da minissérie da Globo “Dupla Identidade”,  de Gloria Perez, a atriz estreia a peça infantil “Mania de Explicação”. “Há algum tempo me rendi a esse público, não por alguma vantagem, mas por predileção. Gosto de estar rodeada de crianças”, diz. Na foto de Miro, ela posa com o filho Dom, de 2 anos. “Ele está abduzido por todos os super-heróis”, derrete-se. E pela mãe, quando a vê em cena: “Às vezes estranha, às vezes curte e às vezes fica enciumado”.

Balas

Dirceu recorrerá em novembro ao regime aberto
José Dirceu deverá entrar no regime aberto em novembro. Pela contagem dos dias trabalhados e pela remissão automática da pena, ele poderá dormir fora da prisão e deve passar o próximo Natal com a família. Seu advogado, José Luis de Oliveira Sobrinho, já está fazendo as contas para entrar com o pedido no fim do ano.

 


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