Brasil

Guerra eleitoral

José Inácio diz ser alvo de um complô político e nega acusações de que sua administração trabalha movida a propina

O governador do Espírito Santo, José Inácio Ferreira (PSDB), atribuiu a um complô político, com “inconfessáveis objetivos eleitoreiros”, as acusações de que seu governo estaria se beneficiando de propinas através de operações intermediadas entre empresas privadas e o setor público. Para o governador, sua administração está sendo alvo da disputa pela sua cadeira em 2002. “Esse processo eleitoral tem não só excitado os meus adversários como provocado a união espúria entre interesses econômicos contrariados e forças políticas indiferentes às transformações positivas que têm se operado em nosso Estado”, afirmou o governador. José Inácio rebateu as denúncias que envolveram até sua mulher, Maria Helena Ferreira, responsável pela Secretaria de Ação Social do Espírito Santo.

Além do prefeito de Cachoeiro do Itapemirim, Theodorico Ferraço (PTB), que montou um dossiê contra seu governo, como mostrou reportagem de ISTOÉ da semana passada, José Inácio aponta o senador Paulo Hartung (PPS) como um dos cabeças pelo que chamou de difamação dirigida contra sua administração. Com relação ao consultor Nilton Antônio Monteiro, gerente de negócios da Conterv – companhia especializada em intermediação de operações entre empresas e o setor público –, que gravou as seis fitas que comprometeriam o governo, José Inácio bateu forte: “Esse indivíduo foi condenado a um ano de prisão como depositário infiel. Sua palavra não merece fé”, disparou o governador.

Sobre o conteúdo das fitas, o governador rebateu, afirmando que se trata de conversas aleatórias, gravadas “no submundo da capital”. “Nilton, que já deveria estar na cadeia há muito tempo, teria gravado uma conversa com o advogado João Batista Cerutti, cujo teor seria altamente comprometedor da minha administração. Ora, o sr. Cerutti, uma pessoa respeitável, especialista em direito tributário, fez publicar no dia 26 último, quinta-feira, na imprensa do Espírito Santo, um comunicado no qual repudia as acusações do consultor. Ele diz ainda jamais ter intermediado interesses de quem quer que seja junto a quaisquer órgãos públicos, em cujos trâmites tenha havido o pagamento de propinas ou pedágios”, afirma o governador.

José Inácio diz que vem afetando interesses econômicos diversos desde que assumiu o governo. “Encontrei um Estado caótico. Existiam problemas de natureza fiscal, gerencial e ética. Sanear o Espírito Santo não tem sido uma tarefa fácil, sobretudo quanto ao saneamento fiscal e ético. Esse esforço tem produzido junto à opinião pública a constatação de que estamos de fato arrumando a casa, consertando o Estado. Nem todos vêem a situação sob a ótica construtivista. É o caso do senador Paulo Hartung, um homem cuja postura é a de trair e que hoje está associado a um grupo do Estado que inclui Theodorico Ferraço, prefeito de Cachoeiro do Itapemirim. Trata-se de uma figura nociva ao Espírito Santo e é conhecido como moço de recados do senador Hartung. É um homem que acaba de ser condenado judicialmente por improbidade administrativa, que gere mal a coisa pública e está envolvido em episódios nebulosos. Agora mesmo, está metido num escândalo que diz respeito à Citágua, empresa de Cachoeiro. Foi condenado pelo mau emprego de verbas públicas”, devolve o governador. E prossegue: “Quanto ao senador Paulo Hartung, este está envolvido numa CPI instalada pela Câmara Municipal de Vitória, que o acusa de ter feito reajustes escandalosos na prefeitura. Lembro-me de que em um só contrato o reajuste foi de mais de 460%. Trata-se do contrato firmado com a Desentupidora Líder, inicialmente no valor de pouco mais de R$ 1 milhão e que na sua administração foi praticamente dobrado. Esse senador está envolvido num mar de lama no que se refere à Prefeitura de Vitória. Ele está desesperado e é o arquiteto dessas calúnias que são periodicamente assacadas contra mim e minha mulher”, enfatiza o governador.

José Inácio conta que um decreto seu, promulgado ao assumir o governo, impedindo que agências governamentais do Estado efetuassem a liberação de verbas para toda sorte de pagamentos, gerou muita insatisfação entre alguns setores privados e também públicos: “Qualquer um que se apresentasse com uma nota fiscal de prestação de serviços ou fornecimento junto a uma repartição obtinha o carimbo de aprovação e recebia o dinheiro. Acabamos com essa prática espúria e ganhamos uma legião de descontentes e inimigos”, diz.

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