Moro está arrependido

Crédito: MATEUS BONOMI

(Crédito: MATEUS BONOMI)

A estreia de Sérgio Moro, para quem jurou nunca entrar na política, é uma dose de ânimo numa rotina conturbada que o levou próximo à depressão. A amigos que visitou em Curitiba e São Paulo, Moro se disse arrependido de ter entrado no governo de Jair Bolsonaro. Diz a todos que jogou a carreira de juiz no lixo. A conferir os próximos capítulos.

Não existe Ética no Governo

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República atua com benevolência sobre ministros denunciados do governo Bolsonaro. As 10 atas das reuniões de 2021 mostram que os processos foram arquivados. Indicado por Bolsonaro para o STF, o ex-ministro da Justiça André Mendonça, que usou a Lei de Segurança Nacional para investigar e processar críticos do presidente, foi investigado por suposta “desvirtuação da função pública”. Deu em nada. O ministro da Economia, Paulo Guedes, foi alvo de oito processos esse ano, todos na gaveta — com exceção de um recente, denunciado pela offshore em paraíso fiscal. O campeão é o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, alvo de apurações por “utilização indevida de redes sociais”, “manifestação indevida em reunião ministerial” (aqueles vagabundos…) etc. Weintraub recebeu a branda penalidade de “censura ética”. A Comissão argumenta que “todo procedimento instaurado para apurar possíveis infrações às normas éticas é revestido de caráter reservado”.

Comissão de Ética Pública da Presidência arquivou todas as denúncias contra ministros. Maior ‘penalidade’ foi uma ‘censura ética’ a Weintraub.

O peso do Estado numa briga de família

Há um racha num dos maiores grupos empresariais do segmento de bebidas do País, controlado por uma tradicional família. Chama a atenção o fato de um lado da família ter conseguido como aliado um super secretário de Estado, que usa influência e o dinheiro do governo para atacar o outro lado do clã. E como isso acontece? Financiando um blog, que não tem certidão negativa, mas recebe muito dinheiro através de agências contratadas pelo governo. Nessa fórmula mágica, o diretor do mal falado blog, que não recolhe o FGTS de seus colaboradores, mete a mão em verba pública e prejudica o lado da família que não conta com um super secretário.

Empresas de segurança têm 245 mil armas

Bytmonas

A negligência na guarda é uma das “significativas” falhas para o roubo, furto ou extravio de armas registradas por empresas de segurança. A informação é de documento enviado pelo Ministério da Justiça e pela Polícia Federal à Câmara dos Deputados. Até o dia 19 de outubro, existiam 245.918 armas ativas na posse de empresas privadas. Nos últimos cinco anos, foi registrada a recuperação de 1.675 armas, de um total de mais de 10 mil roubadas, furtadas ou extraviadas. Segundo a PF, um dos focos de sua ação é o cerco a empresas clandestinas. As legalizadas que reincidem em ocorrências têm licença cancelada.

Kassab aposta tudo em Alckmin

NELSON ALMEIDA

Presidente do PSD, Gilberto Kassab canta a poucos ouvidos que Geraldo Alckmin será o seu candidato ao governo de São Paulo, “estando ou não no partido”. A revelação indica que o PSD pode ter candidatura própria ao Palácio dos Bandeirantes ou compor a coalizão da eventual candidatura de Alckmin por outra legenda. Mas o que as palavras cuidadosas do ex-governador tucano indicam é sua filiação ao PSD. O partido virou uma potência nacional nas mãos de Kassab. A sigla é também a noiva de 2022 na disputa para a Presidência, caso não vingue a pré-candidatura de Rodrigo Pacheco ao Planalto.

TCU com a chave do cofre de Guedes

A privatização da Eletrobrás corre sério risco de atrasar. O TCU analisa o processo e já encontrou uma série de inconsistências. O Tribunal pode determinar que etapas sejam refeitas e, segundo uma fonte que acompanha o caso, não existe prazo de um desfecho para o aval da venda.

Seu dinheiro em Lisboa

Uma comitiva de deputados e senadores com diárias de R$ 1.400,00 pagas pelo Congresso Nacional
no 5 Estrelas Epic Sana, em Lisboa, prestigiou um seminário que se encerra nesse fim de semana na capital portuguesa. O grupo foi capitaneado por Aécio Neves e Kátia Abreu. O evento é bancado pela APEX, que não revelou o valor investido.

As filas da pandemia

Filas enormes, horas de espera, poucos caixas e o tradicional atendimento prioritário para idosos. O brasileiro, que reclama da Caixa e do Banco do Brasil sobre o problema, agora sabe o porquê: 28 mil funcionários do BB estão em teletrabalho. O chamado grupo de risco à Covid-19. A Caixa tem outros milhares, mas não revelou quantos.

Nos bastidores

Sandálias da humildade

Vice-presidente da União Europeia, Josep Borrel (à esq.) (Crédito:Leandro Mazzini)

Vice-presidente da União Europeia, Josep Borrel aproveitou a visita à capital para levar uma lembrança do Brasil. Comprou um par de Havaianas no Brasília Shopping.

O Witzel concurseiro

Ex-oficial da Marinha, ex-juiz federal, ex-governador do RJ, Wilson Witzel, com ‘ex’ de sobra no currículo, foi parar de volta numa sala de aula. Contratado como professor de cursos para concurseiros.

Aeroporto ‘sem teto’

Passageiros que utilizam o Aeroporto do Galeão, no Rio, notam as dificuldades da concessionária em pequenos detalhes. Teto aberto sem placas de proteção no ar condicionado e vidros quebrados. A Rio Galeão informa que zela pelo terminal.

Brasil pra gringo ver

Cinco juízas do Afeganistão, que fugiram do talebã, estão morando em Brasília. Receberam R$ 100 mil em doações. Uma família carioca expulsa pela milícia segue escondida na capital. Sem ajuda financeira.


Sobre o autor

Leandro Mazzini começou a carreira jornalística em 1996. É graduado em Comunicação Social pela FACHA, do Rio de Janeiro, e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. A partir de 2000, passou por ‘Jornal do Brasil’, ‘Agência Rio de Notícias’, ‘Correio do Brasil’, ‘Gazeta Mercantil’ e outros veículos. Assinou o Informe JB de 2007 a 2011, e também foi colunista da Gazeta. Entre 2009 e 2014 apresentou os programas ‘Frente a Frente’ e ‘Tribuna Independente’ (ao vivo) na REDEVIDA de Televisão, em rede, foi comentarista político do telejornal da Vida, na mesma emissora e foi comentarista da Rede Mais/Record TV em MG. Em 2011, lançou a ‘Coluna Esplanada’, reproduzida hoje em mais de 50 jornais de 25 capitais e interior Foi colunista dos portais ‘UOL’ e ‘iG’ desde então, e agora escreve no blog que leva seu sobrenome no portal da ‘Revista Isto É’, onde conta com o trabalho dos jornalistas Walmor Parente, Carolina Freitas e Sara Moreira, além de correspondentes no Rio e Recife. É também comentarista das rádios ‘JK FM’ em Brasília, ‘Super TUPI’, do Rio, e ‘Rádio Muriaé’.


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