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Superpapéis

Identificados com seus personagens, atores fazem carreira dentro de sagas como Hugh Jackman, que transformou Wolverine em galã, e Harrison Ford, que, com mais de 70, reassume Indiana Jones

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FATOR DE CURA

Baixinho, peludo e desagradável. O Wolverine dos quadrinhos nasceu desse jeito, mas ganhou fama e uma silhueta muito melhor no quase 1,90 m do ator australiano Hugh Jackman. Com seu porte de bailarino trazido dos musicais, Jackman chega a seu sétimo filme da saga como carcaju mutante em “X-Men – Dias de um Futuro Esquecido”. Quase 15 anos mais velho, um câncer de pele em tratamento e alguns quilos de músculos a menos, o ator viaja o mundo para o lançamento do longa – que chegou a pensar ser o seu último, por causa da doença – já fechado com o próximo da série, previsto pela Fox Filmes para 2017. Aos 45 anos, Jackman faz ­parte de uma tropa seleta de intérpretes do cinema que se tornaram tão identificados com seus personagens que dificilmente suas sagas continuariam sem a sua participação.

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FATOR DE CURA
Câncer não impediu Hugh Jackman (acima) de viver o brigão Wolverine

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Harrison Ford, que completa 72 anos em julho, é outro. Confirmou a participação em “Indiana Jones 5”, desmentindo boatos de sua substituição no papel do antropólogo que salva tesouros com seu chicote e chapéu por atores mais jovens. Serão, assim, mais de 30 anos à frente do protagonista, empossado em “Os Caçadores da Arca Perdida”, de 1981. Ford também vai fazer “Star Wars VII”, no ano que vem, como o mesmo Han Solo, piloto-galã que interpreta desde 1977, quando George Lucas começou a série bilionária – US$ 4,5 bilhões, só em bilheteria. E declarou à imprensa americana que, se “Blade Runner” ganhar um novo filme – o que pode acontecer no próximo ano –, ele está dentro.

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Em alguns casos, foram as carreiras que sucumbiram ao sucesso do personagem. Daniel Radcliffe tinha 12 anos quando deu rosto e voz em fase de mudança ao bruxo mirim Harry Potter, em 2001. De lá para cá foram poucas oportunidades no cinema, aparições na imprensa em boatos com envolvimento com drogas e nenhum sucesso de público. Mas aos papéis heroicos também couberam alguns resgates. Robert Downey Jr. estava desde os anos 1990 longe de uma página de créditos digna, quando foi salvo pelo “Homem de Ferro”, que chegou ao terceiro da franquia no topo das bilheterias. A criatura de Stan Lee foi aproveitada ainda pela Marvel nos dois desdobramentos de “Os Vingadores”. Foram seis anos dentro da armadura e, especula-se, US$ 50 milhões por filme. Corre em Hollywood que Downey Jr. estaria inflacionando o cachê para se livrar do herói metálico – o que prova que algumas máscaras custam mais a descolar da cara do que outras.

Fotos: Divulgação; Alan Markfield

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