Brasil

Saindo pelo ralo

Deputado denuncia, é assassinado, mas material para obra de R$ 112 milhões ainda apodrece

Um dos mais importantes projetos de despoluição do litoral do País está paralisado. Motivos? Os de sempre. Falta de verbas para contrapartida ao Banco Mundial, incompetência, suspeitas de corrupção, nepotismo e até assassinato de deputado ameaçam o Programa de Despoluição dos Ecossistemas Litorâneos do Espírito Santo. Orçado em R$ 308 milhões, o Prodespol foi suspenso em dezembro, quando venceram os primeiros contratos das empreiteiras com a Cesan, a companhia estadual de água e saneamento, e o governador ainda era Vítor Buaiz (PV). Uma comissão do governo estadual concluiu, em julho, que os contratos não deveriam ser considerados cumpridos. Os R$ 112 milhões de investimentos já feitos produziram efeitos vistosos: cerca de 250 quilômetros de tubos franceses, italianos e brasileiros amontoados a céu aberto, milhares de equipamentos no almoxarifado e quase 60 mil hidrômetros chineses sem autorização para serem embarcados para o Brasil por falta de pagamento.

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"Em 33 anos, a Cesan instalou 28 mil hidrômetros. Numa só concorrência, comprou 108 mil da China", compara o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente, Nilton Bezerra, há 30 anos na companhia. As primeiras denúncias foram do deputado estadual Antário Filho (PSDB), relator de uma CPI arquivada em 17 de dezembro de 1997. Catorze dias depois, o parlamentar foi assassinado num estúdio de rádio. O sindicato e o deputado estadual Max Filho (PTB) compraram a briga e acabam de levar o caso ao Ministério Público.

Para construir uma estação de tratamento, a Cesan comprou por R$ 314 mil um terreno avaliado em R$ 13 mil pela Prefeitura da Serra, segundo documento em posse do sindicato. Num estudo confidencial, a estatal condenou o contrato com a Geotécnica, gerenciadora do programa. Ela recebera R$ 239 mil de janeiro a novembro de 1995, "sem a efetiva prestação de serviços, pois trata-se de consultoria e as obras que iria gerenciar só tiveram início em outubro de 1996".

O governo do Estado diz que o assunto é com o presidente da Cesan, Robson Sarmento, que passa a bola para a assessoria, que afirma que a estatal só falará na Justiça, que ainda não agiu. Enquanto as autoridades não se pronunciam e o dinheiro não aparece, aumenta a poluição no Espírito Santo, com obras paradas e milhões de dólares em equipamentos amontoados.

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