Editorial

MULHERES NO PODER

MULHERES NO PODER

Dilma Rousseff e Angela Merkel, as duas chefes de Estado que protagonizam lideranças na América e Europa, ganharam os holofotes na semana passada em circunstâncias distintas. A presidenta brasileira ocupou o púlpito da Assembleia-Geral da ONU para lançar uma dura crítica às bisbilhotices praticadas por agentes americanos de Barack Obama. Representantes de 190 países ouviram as queixas e muitos concordaram com ela. Inclusive a chanceler alemã Merkel, que também foi alvo de espionagem semelhante e não ficou nada satisfeita em saber da afronta dos EUA. Rousseff, nessa sua terceira participação na ONU, fez um discurso bem diferente dos anteriores – cujas tônicas naquelas ocasiões de 2011 e 2012 eram as oportunidades do mercado interno, de sua política econômica e da evolução do Brasil, que, pela primeira vez, tinha uma mulher no comando. Desta feita, partiu a ofensiva escolhendo um adversário de peso. Deve angariar com a atitude dividendos políticos entre seus pares. Menos, de qualquer forma, que os obtidos por Angela Merkel com a acachapante vitória que conquistou nas urnas para um terceiro mandato à frente da Alemanha. Merkel, já apontada como a maior liderança feminina europeia dos últimos tempos, desbancando inclusive a condição ocupada até então pela britânica Margaret Thatcher, segue na Presidência por méritos próprios. Soube garantir à economia de sua nação uma razoável estabilidade, em meio aos maremotos financeiros enfrentados pelos aliados do Mercado Comum. Desde a reunificação alemã, há mais de duas décadas, não se via ali aprovação dessa magnitude, com índice histórico de votos a seu favor. No continente, ela assegurou assim o papel de comandante inconteste. Internamente, procurou responder aos anseios de seus eleitores na bandeira que lhes é mais cara: a da oferta de empregos. O índice de desemprego alemão gira hoje na casa de 5,3%, menor que o brasileiro. E mesmo entre os jovens, que não encontram trabalho em mercados como Espanha e Itália, a taxa gira na casa de 7,7%. Esse parece ser o principal mote a catapultar a liderança de Merkel. Da mesma maneira que por aqui Dilma Rousseff, com seus números também significativos de oferta de trabalho, vai mantendo um índice razoavelmente confortável de aprovação entre os cidadãos para as eleições do próximo ano. Duas mulheres que estão atingindo seus objetivos ao trilharem uma estratégia de forte apelo popular.  

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