Comportamento

Sacoleiros do ensino

Gravações comprovam esquema de facilitação de diplomas em universidade do Rio, que atrai "romaria" de alunos de outros cinco Estados

Às seis horas da manhã de sábado, a maioria dos moradores de Nova Iguaçu (RJ) – cidade operária da Baixada Fluminense – ainda dorme. O silêncio nas imediações da avenida Abílio Augusto Távora é quebrado com a chegada de dezenas de ônibus vindos de cinco estados brasileiros – São Paulo, Minas, Paraná, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Aos poucos, os veículos vão lotando ruas de chão batido nas proximidades do campus da Universidade Iguaçu (Unig), uma instituição de ensino privada. Dali a pouco, começa o burburinho. Cerca de três mil pessoas seguem a passos rápidos para uma espécie de praça de alimentação, onde formam filas intermináveis para comprovar sua presença na escola. Vão aguardar ali, durante horas, o momento de acionar um aparelho eletrônico que, com o auxílio de uma senha, identifica o aluno. Depois, mais um longo tempo de espera em outras filas quilométricas para pagar mensalidades e entregar trabalhos escolares. Passam a maior parte do dia e do horário letivo nessas filas.

Nova Iguaçu virou um novo pólo de turismo no País – e os comerciantes locais agradecem – graças à Unig. Tem gente viajando de dez a 20 horas até a Baixada Fluminense, a partir de grandes centros como São Paulo, Curitiba ou Belo Horizonte, ou de municípios como Colombo (PR), Getúlio Vargas (RS), Capão Bonito (SP) e Cachoeiro do Itapemirim (ES). O maior número de ônibus vem de Minas Gerais, de cidades como Uberaba, Montes Claros e Ipatinga.

Quem faz a alegria dos donos de bares e restaurantes de Nova Iguaçu, nas manhãs de sábado, são professores do ensino médio e do fundamental das escolas públicas que formam caravanas como as dos sacoleiros que viajam rumo a Ciudad del Este, no Paraguai. A diferença é que, em vez de muamba, buscam diplomas fáceis e rápidos. Eles vão atrás de cursos chamados de “plenificação” que habilitam, por exemplo, professores de biologia a lecionar matemática. Quem faz o curso regular de biologia tem, segundo o jargão dos professores, a chamada licenciatura curta em disciplinas como matemática e física. Com um curso complementar, os professores obtêm, então, a licenciatura plena. Outros recorrem à Unig em busca de cursos de biologia e física ou de complementação pedagógica para se tornarem diretores de escolas. Certamente, ninguém vai a Nova Iguaçu imaginando que a Unig é uma ilha de excelência do ensino no País. Ela está a anos-luz de uma USP ou de uma Universidade Federal do Rio de Janeiro. O curso de matemática da universidade da Baixada obteve o conceito D na avaliação do Exame Nacional do MEC (Provão) em dois anos consecutivos, 1998 e 1999, e conseguiu um C no ano passado. Nunca recebeu um A desde o início do Provão, em 1997, em nenhum de seus cursos. Medicina e odontologia, por exemplo, ficaram com o conceito E – a pior de todas as avaliações – nos últimos dois anos.

O curso na Unig prevê 1.820 horas de aula, mas a universidade exige apenas 78, segundo professores formados regularmente em matemática, como M.A.R., 22 anos, que denunciaram o esquema a ISTOÉ. Os sacoleiros do ensino – a maioria biólogos – completam o curso em 13 meses, com apenas 13 viagens a Nova Iguaçu, sempre aos sábados. Quando vão à escola, ficam quase todo o tempo resolvendo questões burocráticas. As salas de aula ficam praticamente vazias ou com número sempre reduzido de alunos.

Em conversas telefônicas gravadas, M.A.R. se fez passar por um professor interessado no curso da Unig e confirmou todos os detalhes do esquema com duas agenciadoras – Janete Gomes da Silva, da Jane’s Tur Cursos, de Campinas (SP), e sua sócia Suzana Regina Sofiati, a Tia Su, de Limeira (SP), uma ex-sacoleira que vivia de vender muambas compradas no Paraguai. “Lá em Nova Iguaçu é igualzinho ao Paraguai. Só que agora rende mais”, confessou a ISTOÉ, na terça-feira 10, em sua casa.

“Busão de aluninhos” – Para fazer os cursos de licenciatura curta em ciências na Unig os professores da região de Campinas pagam cerca de R$ 306 mensais, incluídos aí o pagamento do curso e o frete do ônibus. A primeira mensalidade vai para a Jane’s Tur. “Esses cursos servem para enriquecer o currículo dos professores e possibilitar um salário melhor”, justificou Suzana. “Por isso, toda sexta-feira, encho o “busão” e levo os aluninhos para lá. Estamos pensando em começar a levar o pessoal para fazer mestrado.”

Na gravação, a agenciadora Janete anunciou que irá organizar caravanas para outros cursos, a partir do dia 22, numa faculdade em São Paulo – a Facitec (que seria, na verdade, Faifitechs – Faculdades Integradas de Filosofia, Teologia, Ciências Humanas e Sociais), cujo escritório funciona numa casa no Parque São Lucas, na zona leste paulistana. “É para quem não tem faculdade nenhuma, apenas o segundo grau, que é o pré-requisito. É o mesmo esquema, uma vez por mês”, revelou Janete. As duas agenciadoras confirmaram também que os trabalhos escolares podem ser pagos e feitos por terceiros. Elas acompanham os professores nas viagens e se encarregam de tudo, até da indicação de pessoas que farão os exercícios exigidos pela universidade. ISTOÉ tentou contato com um desses colaboradores, que se recusou a falar, mesmo no anonimato. “Eu vivo disso. Quero manter o meu trabalho”, foi a resposta.

No campus da Unig, a reportagem presenciou dezenas de pessoas copiando exercícios que seriam entregues momentos depois na secretaria. Funcionários da Jane’s Tur e de outras agenciadoras – como a AGS, de Minas Gerais – juntavam os trabalhos nas mesas, nos quais eram anexadas notas de R$ 1. Ali, havia pilhas de trabalhos, protocolos de entrega, carteirinhas escolares, envelopes, pastas e cheques. Circulavam também pelo campus representantes da N Brito Agenciamento de Cursos, de Curitiba, e Dorinha Turismo, de Montes Claros (MG). “Muita gente que estudou quatro anos num curso regular de matemática, inclusive em universidades federais, está perdendo aulas hoje para profissionais despreparados e sem qualificação que compram o diploma”, protesta M.A.R. “Com o canudo e um número de aulas elevado na rede estadual de ensino, eles acumulam pontos e isso lhes dá privilégios na hora de conseguir aulas. Um recém-formado em matemática numa universidade federal leva desvantagem se não tiver pontos e pode até ficar sem escola.”

Lingerie e celulares – A reportagem de ISTOÉ acompanhou um ônibus que levava professores de Araras (SP) para Nova Iguaçu, às 21h50 do dia 30, uma sexta-feira. O ônibus passou por outras cidades da região de Campinas para recolher vários professores. Chegou pela manhã no prédio da Unig, junto com outros dois veículos. O local e o horário de saída dos ônibus sempre são anunciados pouco antes. As pessoas interessadas em fazer os cursos só são aceitas pelas agenciadoras quando apresentadas por alguém já matriculado. É preciso, ainda, deixar o nome e o telefone e aguardar o retorno. No campus, também houve um início de tumulto. Várias professoras protestaram por terem ficado mais de três horas na fila. Uma representante da escola, aos berros, ameaçou cancelar as matrículas de todos os alunos se eles não parassem de reclamar. “Parem com essa baderna, afinal vocês são educadores”, dizia a mulher. Quem conseguiu se livrar das filas fazia compras em estandes que ofereciam desde roupas íntímas até telefones celulares. Um professor de Belo Horizonte resumiu sua incredulidade: “Se alguém tirar uma foto disso aqui e mandar para o Exterior, ninguém vai acreditar.” Perguntado se, após aquele alvoroço, ainda iria estudar naquele dia, ele respondeu: “E precisa?”

“Não tem como fechar,
dá muito dinheiro”

O professor M.A.R., do interior de São Paulo, gravou conversas com as agenciadoras Janete Gomes da Silva e Suzana Sofiati, a Tia Su, nas quais ambas confirmam o esquema de facilitação de diplomas na Universidade Iguaçu (Unig) e na Facitec, de São Paulo (que, na verdade, se chamaria Faifitechs, como acredita o MEC). Janete garante que, tanto na Unig como na “Facitec”, os alunos podem obter diplomas frequentando os cursos uma vez por mês.

M.A.R. – Conversei com você uma vez sobre os cursos na Unig e queria saber se ainda tem aquele de complementação para ser diretor de escola.

Janete Gomes da Silva – Lá na Unig, não. Está tendo em São Paulo. Vai começar no dia 22 de abril (…) Agora chama-se licenciatura plena com habilitação em administração escolar.

M. – E o preço?
Janete – R$ 380 de matrícula mais R$ 380 de mensalidade. O curso foi para dois anos. Mas se faz um reaproveitamento de carga horária. Eles vão estudar o seu currículo, o seu histórico escolar para ver se você cai para um ano e meio ou para um ano.

M. – Mas é toda semana ou no mesmo esquema?
Janete – É uma vez por mês, no terceiro sábado de cada mês. Só para começar é que vamos no domingo…

M. – Vai ser aqui mesmo em SP?
Janete – Em São Paulo, no Tatuapé (zona leste paulistana).

M. – Não tem risco, não? Na Unig, o pessoal tirou o diploma e não teve problema nenhum, não é?
Janete – Não, nenhum.

M. – E a matrícula é paga para quem, no caso?
Janete – Eu faço toda a matrícula, tudo por correio. Acompanho vocês em todas as viagens.

M. – Eu tenho um amigo que é biólogo e tem licenciatura curta. Ele queria fazer…
Janete – Licenciatura curta em ciências?

M. – Isso. Ele queria fazer matemática na Unig.
Janete – Ele pode fazer. Está começando uma nova turma no dia 28 de abril.

M. – E o preço?
Janete – Na Unig é R$ 250 a matrícula. Ele vai fazer esse curso em um ano, se tiver realmente a licenciatura curta em ciências. Vai pagar R$ 306 por mês, incluindo o ônibus. Na verdade, é R$ 206 a mensalidade e R$ 100 o ônibus.

M. – E a frequência é no mesmo esquema também? Como o pessoal está fazendo agora?
Janete – É um final de semana de cada mês.

M. – E o pagamento também é para você?
Janete – A matrícula é sempre com o agenciador.

M. – Depois, a mensalidade também é com você?
Janete – Não, você vai receber um boleto da universidade e do ônibus e vai pagar tudo em bancos.

M. – Não há riscos de perder o diploma?
Janete – Não. A gente já faz Unig há cinco anos e nunca teve esse risco.

M. – Uma amiga me falou que um deputado é o dono daquilo…
Janete – É um deputado federal. Coisa que tem político no meio vai bem (…) Podem até fechar uma fundação (…) um curso, mas uma universidade não fecha. Não tem como fechar, dá muito dinheiro.

M. – Tem biologia também lá?
Janete – Lá, temos matemática, biologia e física e vai começar química. Mas só em agosto.

M. – Quem faz biologia, no caso?
Janete – Quem acha chique. A grande maioria faz matemática comigo. Eu tenho alunos que já fizeram matemática, estão terminando biologia e vão fazer física. Em três anos, você tem mais três faculdades. Só que o MEC vai cortar isso. Então, quem tiver intenção de aproveitar esse tempo, é bom. Se você for para um curso regular, vai levar quatro anos para fazer cada faculdade. Vai ter que ir todos os dias na sala de aula. E não pode trabalhar, porque quem estuda não trabalha…

M. – Na Unig, você pode continuar dando aula normal?
Janete – Normal. Mesmo porque o ônibus sai daí (região de Campinas) às 10 ou 11 da noite. Então, é uma vez por mês. Mesmo que você tenha que abonar a última aula, você se vira. É diferente de você ter de ir à sala de aula todos os dias. Nós encontramos uma universidade para fazer em São Paulo, a “Facitec”, que é para quem não tem faculdade nenhuma, mas o segundo grau, que é o pré-requisito. Ou aquele antigo magistério (…) É o mesmo esquema, uma vez por mês. Quem já tem sua carga horária tomada, já tem seus problemas, não vai deixar de fazer uma faculdade uma vez por mês por falta de tempo.

M. – Tem muita gente boa que terminou o segundo grau e não tem dinheiro para pagar uma faculdade…
Janete – Uma faculdade aqui em Campinas está na faixa de R$ 600. Em São Paulo, por esses R$ 600 você vai uma vez por mês e pode trabalhar para pagar essa faculdade (…) Esses cursos estão começando agora, são sequenciais à distância. Quer dizer (…) já existem há uns dez anos, mas agora o pessoal está abrindo mais (…)

M. – Ele sai com o diploma normal ou de um curso à distância?
Janete – Sai com o diploma normal, como se você tivesse feito um curso regular. Eles somam a carga horária através dos trabalhos que você faz. É assim: você vai na aula, pega um disquete, traz um monte de trabalho, faz em grupo ou individual e na próxima aula você leva. Então, as notas são dadas em cima da avaliação daqueles trabalhos… E assim vai até o final do curso.

M. – Esse meu amigo trabalha na indústria e quer fazer esse curso porque ele não tem tempo para fazer os trabalhos. Ele consegue arrumar alguém?
Janete – Isso aí você paga. Ninguém tem tempo. Lá, eles fazem muito rodízio. Num mês eu faço, no outro mês você faz, depois faz o outro. Geralmente, é uma equipe de quatro ou cinco alunos. Sempre se dá um jeito.

“Não há risco nenhum”

M. – Eu queria fazer aquele curso de complementação pedagógica….
Suzana Sofiati – (…) Nós achamos outra faculdade por aí, mas estamos aguardando o MEC autorizar o prédio novo da faculdade…

M. – Meu amigo queria saber sobre a frequência desse curso.
Suzana – É uma vez por mês.

M. – E não tem risco nenhum…
Suzana – Não (…) A única coisa que não pode é espalhar no MEC que você vai uma vez por mês.

“Trigo não sei o quê…”

O professor M.A.R. resolveu denunciar o esquema de facilitação de diplomas depois de ouvir uma colega que leciona biologia confessar que, graças a um curso de complementação da Unig, iria virar professora de matemática da rede pública mesmo sem ter a mínima idéia do que significa trigonometria. Segundo M., ela revelou que daria aulas apenas no ensino fundamental porque “no médio tem essa tal de trigo não sei o quê e eu nem imagino do que se trata”. O absurdo maior é que as aulas de trigonometria são uma exigência para a oitava série. “Fiquei indignado e resolvi tentar acabar com isso. Todo mundo sabe dessas picaretagens e ninguém fala nada. Imagine seu filho com uma professora dessas. O que ele vai aprender?”, pergunta M.

Os que fazem a “complementação” ironizam os colegas que passam quatro anos num curso regular de matemática. “Centenas de professores dão aulas pela manhã, à tarde e à noite e apresentam diplomas de cursos na Unig feitos no mesmo período”, afirma. M. garante que é fácil provar a fraude: “É só ir na Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo e comprovar que, no horário dos cursos, eles davam aulas.” No interior paulista, a maioria das escolas particulares rejeita diplomas da Unig, afirma M. “Só o ensino público aceita. É bom para ensinar filho de pobre”, ironiza. A presidente do Sindicato dos Professores do Estado, Maria Isabel Noronha, condena os colegas mas culpa também o governo. “A universidade pública deveria ter mais verbas para formar professores. Com a iniciativa privada, é isso o que acontece”, afirmou.

Elas podem ser até descredenciadas

O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, vai formar uma comissão de sindicância para apurar as denúncias de facilitação de diplomas na Universidade Iguaçu (Unig) e nas Faculdades Integradas de Filosofia, Teologia, Ciências Humanas e Sociais (Faifitechs). Informado por ISTOÉ, Paulo Renato afirmou que, se as irregularidades forem confirmadas, o passo seguinte será a intervenção. “Dependendo da gravidade do caso, o passo final pode ser o descredenciamento”, afirma. O ministro recordou que “esse tipo de falcatrua” não é novidade. “Quando eu era secretário de Educação no governo Montoro, fechei um colégio em Ribeirão Preto que vivia de fornecer diplomas falsos de magistério”, diz o ministro. Paulo Renato defendeu os professores. “A maioria é honesta”, disse. A diretora do Ensino Médio e Educação Superior do MEC em São Paulo, Ana Maria Tiseo, informou que não existem registros no Estado para o funcionamento da Faifitechs. “Diplomas só são possíveis com reconhecimento e autorização do MEC. Cursos com frequência de uma vez por mês também não existem. Isso é irregular”, garantiu. Por enquanto, a Faifitechs tem um escritório, que funciona numa casa no Parque São Lucas. O caso da faculdade paulista já está em Brasília.

Um histórico de falcatruas

ão é a primeira vez que uma universidade do deputado federal cassado Fábio Raunheitti provoca problemas graves. Em 1994, ele foi cassado na CPI do Orçamento por repassar gordas verbas da União, originalmente destinadas ao MEC, para a Sesni, entidade que antecedeu a Universidade Iguaçu. A roubalheira foi comprovada pela Polícia Federal. “A Sesni recebeu quase 20 vezes mais do que o total de recursos destinados ao Estado do Amazonas no mesmo período”, afirma a PF. O Tribunal de Contas da União (TCU), por sua vez, já condenou Raunheitti a devolver R$ 10 milhões aos cofres públicos. “A Universidade Iguaçu é a herdeira da Sesni. Não deveria estar funcionando”, critica a deputada estadual Cidinha Campos (PDT), uma das principais acusadoras de Raunheitti na CPI. “E ele ainda abriu outras em São Paulo e no Rio Grande do Sul”, ataca Cidinha. Uma das estrelas do corpo docente da Sesni era, segundo a deputada, a advogada Jorgina de Freitas, a maior fraudadora da Previdência, atualmente atrás das grades.

Em 1999, promovida a Unig, a instituição voltou a chamar a atenção. A Polícia Federal flagrou a venda de vagas para o curso de medicina por R$ 17 mil. Pouco depois, um novo batismo, desta vez para Universidade Iguaçu. A administração é familiar. Raunheitti é o chanceler, e o sobrinho Antonio José Mahye Raunheitti, o reitor. O sobrinho parece seguir os passos do tio. Foi denunciado pela CPI do Orçamento à Procuradoria da República de São Paulo, por fazer parte de um esquema envolvendo a entidade filantrópica da Organização Santamarense de Ensino Superior para desviar R$ 13 milhões destinados a bolsas de estudo. ISTOÉ tentou ouvir o reitor na terça-feira 10, mas foi informada por uma funcionária da universidade de que ele estava em Portugal. “O enriquecimento da família Raunheitti é espantoso”, constata Cidinha Campos.