Gente

É difícil ser morto

Tem certas horas que a melhor coisa do mundo é se fingir de morto

Os Cacciola da vida que o digam. Mas passar uma hora respirando baixinho e sem piscar os olhos não é para qualquer um. É isso o que faz o ator mineiro Ricardo Pavão, 48 anos, na peça Duas mulheres e um cadáver, com Fernanda Torres e Débora Bloch. Ricardo foi selecionado entre 20 candidatos, depois de treinar a respiração com muita prática de ioga. O passado de atleta também ajudou. Para ele, o melhor de tudo é contracenar com as duas atrizes. “É maravilhoso ver essas moças brilhando”, derrete-se. Apesar da imobilidade e das cômicas surras que seu personagem leva das duas atrizes mesmo depois de morto, Ricardo Pavão se diverte: “Só mesmo fazendo mágica”, brinca.