Comportamento

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É quanto o QI das crianças pode melhorar em dois meses com brincadeiras e jogos

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LÓGICA A pesquisa mostrou alterações no raciocínio

Aos pais que ainda não compraram o presente de Natal dos filhos, atenção: uma pesquisa americana, recém-divulgada, comprovou que jogos de tabuleiro, cartas e videogames podem melhorar o QI, o quociente de inteligência, da garotada. Cientistas da Universidade de Berkeley, na Califórnia, acompanharam crianças entre 8 e 10 anos de uma escola local com histórico de notas baixas. Elas brincaram com jogos de computador, de memória, dominós e quebra-cabeças, durante dois meses, duas vezes por semana, por pouco mais de uma hora. A cada 15 minutos trocavam o brinquedo, uma maneira de o cérebro lidar sempre com o novo. O resultado surpreendeu, com o QI de meninos e meninas aumentando 13 pontos.

“Sabíamos que uma melhora era possível, graças a estudos anteriores de treinamento do cérebro com adultos”, disse a neurocientista Silvia Bunge, coordenadora da pesquisa e uma das principais estudiosas sobre o desenvolvimento mental infantil. “Mas nesse caso a mudança foi imensa.” A função cerebral testada foi o raciocínio, considerado o mais difícil de sofrer alterações, segundo a teoria clássica da inteligência. Prova de que capacidades que exigem planejamento, comparações e integração de diferentes lógicas são maleáveis, podendo ser turbinadas. O conceito de neuroplasticidade explica o quadro. Os neurônios podem ser modificados (e até outros nascerem) por meio do aprendizado constante. Ao mesmo tempo, se o conhecimento adquirido não é utilizado, esses caminhos abertos no cérebro se fecham. É o que acontece quando deixamos de praticar um idioma, por exemplo.

“Na infância, a facilidade de repetir o que se aprende
em treinamento é maior”

Marco Arruda, neurocientista

Para o neurologista infantil Marco Antonio Arruda, diretor do Instituto Glia, em Ribeirão Preto (SP), especializado em neurociências aplicada à educação, o desempenho positivo dos alunos estudados ocorre justamente por serem crianças. “Na infância, a facilidade de repetir o que se aprende em um treinamento é maior”, diz. O lado ruim é que nos jogos a busca é pela recompensa imediata. Em sala de aula, o estímulo é menor, e a vontade de se dedicar à escola pode ser prejudicada. Mas, se bem dosados, os jogos podem ser aliados da educação.


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