Economia & Negócios

Inteiro, quase na caixa

Distribuidor aposta no recondicionamento de celulares usados para conquistar classes C e D

Quem guardou na gaveta aquele velho celular pesado e com poucos recursos ou pensa em substituir o modelo antigo que usa por outro de última geração pode se animar. Dentro de uma semana, a multinacional americana Cellstar, a maior distribuidora de celulares do País, inicia o primeiro programa de recondicionamento de aparelhos usados no Brasil. Ou seja, a companhia vai pagar cerca de R$ 40 pelo celular velhinho, substituir peças como a parte frontal, o visor e a antena e recolocá-lo no mercado por um preço em torno de R$ 120. Um valor bastante em conta frente ao valor mínimo de R$ 299 cobrado hoje. "Nosso público alvo serão pessoas com menor poder aquisitivo, que terão a possibilidade de ter seu celular", afirma João Zampini, diretor-executivo da Cellstar no Brasil. O projeto da Cellstar, que distribui por mês cerca de 40 mil aparelhos das marcas Ericsson, LG, Motorola e Nokia, vem sendo tocado com muita cautela e negociações com as operadoras de celulares. Isso porque elas têm mais de 100 mil aparelhos usados em seus estoques, devido a programas de substituição de celulares analógicos por digitais, que oferecem mais recursos. Elas pretendem justamente entrar em parceria com a Cellstar para o recondicionamento de celulares velhos. "A idéia é basicamente colocar os seminovos no novo mercado de celulares pré-pagos que está surgindo", ressalta Zampini.

O celular pré-pago, aquele que o usuário tem limite de chamadas para evitar excesso de despesas, é a coqueluche do momento. A BCP, por exemplo, inaugurou em São Paulo o sistema no sábado 15, duas semanas depois de a concorrente Telesp Celular acionar o seu. O alvo principal são consumidores das classes C e D. Os aparelhos recondicionados se encaixam também nesse perfil. A Cellstar, que está presente em 22 países e fatura US$ 2 bilhões por ano, investiu apenas R$ 2 milhões para montar um galpão no bairro do Ipiranga, em São Paulo, destinado ao novo serviço. O valor até que é baixo diante dos grandes negócios das telecomunicações, mas a empreitada ajudará a popularizar a telefonia – existem hoje 8,5 milhões de aparelhos ativos no Brasil – e evitar que celulares usados virem mera sucata. A garantia dada aos recondicionados será de três meses, contra os 12 meses para um novo. Um dos problemas nesse negócio são as baterias, que se estiverem sem condições de uso não passarão por recondicionamento. Simplesmente serão estocadas para evitar que seu material tóxico vaze no meio ambiente. "Se a bateria usada estiver quebrada, o comprador de um celular seminovo terá de adquirir uma nova." Mas Zampini acredita no seu empreendimento e estima que em breve venderá dois mil aparelhos recondicionados por mês. "Outros países já fazem este tipo de trabalho há anos", ressalta.

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