Economia & Negócios

O Rato é o rei do Rio

Emerson Fittipaldi devolve brilho à Indy carioca e confirma vocação para fazer fortuna

Dois dias antes de os motores roncarem para o GP Rio 200 de Fórmula Indy, 35 mil dos 45 mil ingressos já estavam vendidos. No ano passado a história foi bem diferente: somente dez mil espectadores assistiram ao espetáculo no autódromo de Jacarepaguá, zona oeste do Rio. A boa performance da bilheteria, apesar das chuvas torrenciais, é apenas um dos primeiros sinais exteriores de sucesso da nova empreitada de Emerson Fittipaldi no mundo dos negócios. Recuperar o brilho da Indy no Brasil tornou-se o objetivo imediato do bicampeão de Fórmula 1. E, não poupou esforços para mostrar que a prova estava sob nova direção. Na quarta-feira 12, montou numa Harley-Davidson e liderou um desfile de mil motos. "Faltava promoção", explicou o campeão.

O dono da festa não caprichou apenas no marketing para divulgar esta corrida. Fittipaldi também usou e abusou do seu prestígio nas pistas para convencer empresários a investir na prova. Através da sua mais nova empresa, a Sport International Marketing, o ex-piloto arrematou cerca de US$ 15 milhões de parceiros capitalistas de peso, como Souza Cruz, Tam, Texaco e Telemar. A Fórmula Indy deste ano custou caro, mas a fórmula Fittipaldi de fazer corrida está dando certo. "Começo a estruturar a corrida do ano 2000 agora. Quero transformar a Indy num evento tão popular quanto o futebol." Garra para isso é o que não falta para este paulista de 53 anos. Seu lado mais famoso é sem dúvida o de campeão nas pistas, mas Emerson tem também uma forte queda para os negócios. "Minha vida de empresário começou aos 17 anos quando fabricava volantes para financiar as corridas." Do apelido "Rato" da juventude ao de "Emmo" da Indy, fez fortuna em várias frentes. De sua fazenda em Araraquara, exporta cerca de 80% da produção de um milhão de caixas de laranjas. Dos Estados Unidos, trouxe a fórmula emagrecedora Seven Days Diet. Da Alemanha, importou a marca Hugo Boss da qual é dono de 30% das cerca de 90 lojas no País. Mas Fittipaldi admite que ficou feliz por transformar em negócio sua paixão visceral pelas pistas. "Estou onde quero e fazendo o que sempre sonhei."

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