Tecnologia & Meio ambiente

Rastreador orbital

Depois da Iridium, chegam ao País o pager de mão dupla e o monitoramento via satélite

Quando se pensa nas novas constelações de satélites, lembra-se logo da Iridium dos celulares globais. Existem, no entanto, outras soluções engenhosas recém-chegadas dos céus, caso dos equipamentos de monitoração remota da Orbcomm, rede com 36 satélites de órbita baixa a 775 quilômetros de altitude. Essas aves do espaço não acessam nenhum celular nem trafegam áudio ou vídeo via Internet. Embora aparentemente sejam muito simples, suas aplicações escondem uma sofisticação surpreendente. Imagine um posto de gasolina que possui um medidor conectado às bombas. Ele registra a quantidade de combustível no tanque. Ligado a uma antena, transmite seus dados à rede Orbcomm. A dezenas ou milhares de quilômetros de distância, o administrador da cadeia de postos recebe esses dados direto em seu monitor remoto, portátil e com as dimensões de um celular. Não importa onde esteja, o profissional terá sempre acesso à posição diária de vendas e à quantidade de diesel no tanque. O mesmo sistema pode ser usado em reservatórios de petróleo ou de água, detectando e informando a distância variações de temperatura, pressão e até mesmo acidez (pH). "No caso de redes de eletricidade, o usuário pode monitorar a energia consumida ou programar o sistema para avisá-lo quando ocorrer um pique de consumo", diz Olivier Terrien, diretor de marketing da Damos Sudamérica, responsável pelo sistema na América do Sul.

Os satélites também servem para rastrear movimentações de carga. Existem concorrentes nesse segmento, mas suas antenas são grandes e por isso instaladas sobre as cabines dos caminhões. "A nossa é menor. Lembra a de um auto-rádio. E seu consumo é muito baixo", diz Marzio Laurenti, presidente da Damos. "Isso permite instalá-la num contêiner frigorífico e detectar durante o transporte possíveis modificações de temperatura que possam alterar produtos perecíveis." Os monitores portáteis custarão entre US$ 250 e US$ 1 mil.

A Damos é uma sociedade formada pela Telecom Italia e pelo grupo brasileiro Inepar, entre outros. Desde 1997, já gastou US$ 15 milhões para a construção de duas estações terrestres (gateways), uma no Estado do Rio de Janeiro e outra na Argentina. "O investimento total será de US$ 40 milhões, que esperamos reaver até 2001", diz o presidente da empresa.

 

 

Bip bumerangue

Para ser eficiente, a comunicação precisa ser uma via de mão dupla. Os pagers são deficientes em uma dessas mãos. O assinante recebe a mensagem, mas precisa de um telefone para responder. Uma nova tecnologia irá sanar esse problema. O uso do telefone será desnecessário. O usuário responde à mensagem com seu próprio pager, que dispõe de um dispositivo de escrita alfanumérica (letras e números) e de transmissão via rádio. "Essa tecnologia dará uma nova força de mercado às operadoras de serviço de mensagens", diz John Webster, vice-presidente da Glenayre, empresa americana que está trazendo o sistema bidirecional ao País. É fato, lembra Webster, que a popularização dos celulares afetou negativamente o mercado de pagers. Muitos usuários reclamam da impossibilidade de trocar mensagens sem um telefone. O novo sistema permitirá, inclusive, o envio e o recebimento de correio eletrônico. A data da entrada dessa tecnologia no País só depende da Anatel, agência federal de telecomunicações, que deve autorizar o uso do sistema até junho ou julho.

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