Edição nº2599 18/10 Ver edições anteriores

Um garçom de luxo

Taifeiro da Aeronáutica cedido à Secretaria Geral da Presidência, o terceiro-sargento Jorge Luiz da Cruz Silva já serviu ministros e presidentes em viagens ao exterior

Um garçom de luxo

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Taifeiro da Aeronáutica cedido à Secretaria Geral da Presidência, o terceiro-sargento Jorge Luiz da Cruz Silva já serviu ministros e presidentes em viagens ao exterior. Além de garçom, carrega malas e faz pequenos serviços. Recentemente, entrou na mira da contra-informação da FAB. É que apesar do salário de R$ 4 mil, o militar amealhou no último ano patrimônio de quase R$ 800 mil. Comprou cinco casas através de procurações em nome de pessoas condenadas e tem uma coleção de veículos novos, entre eles um Ford Fusion e uma Captiva. Adquiriu um time de futebol amador e acaba de negociar por R$ 100 mil o comando de equipe da segunda divisão brasiliense.

Suspeita patente
Na FAB, suspeita-se que Jorge Luiz da Cruz Silva serve como testa de ferro de gente graúda. Promovido recentemente a assistente, ele garante que seu patrimônio é fruto do trabalho e de negócios com terrenos invadidos na cidade satélite de Paranoá. Uma fonte da Abin, porém, diz que Cruz recebe verba sigilosa por ações de espionagem. Será?

Lição para ministros
A bancada governista espera que a convocação-surpresa de Antonio Patriota e Fernando Pimentel para prestar depoimento no Senado sirva de lição. Se tivessem aceitado o conselho dos parlamentares para comparecer como convidados, poderiam até negociar a pauta do depoimento.

Congestionamento de taxistas
Para evitar falta de táxi no dia do jogo da Seleção, na abertura da Copa das Confederações, o governo do Distrito Federal mandou convocar mil dos três mil taxistas de Brasília para trabalhar no horário da partida. Quem não atender ao chamado será multado.

A briga começou
Nomeado por Luiz Inácio Lula da Silva para o STJ, o baiano José de Castro Meira será o próximo integrante da Corte a pendurar a toga. Ele completa 70 anos em setembro. A vaga de Castro Meira é da cota dos Tribunais Regionais Federais. Briga-se pela indicação nos cinco TRFs.

Charge

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A nova polêmica dos portos
Complementação da MP dos Portos, a Medida Provisória 612 também promete grandes polêmicas no Congresso. O texto reestrutura o modelo jurídico dos portos secos e indica o fim da licitação para a criação de novos recintos aduaneiros. Vai ser disputa na certa.

A causa da queda
Pesquisas do governo informam que a queda na aprovação de Dilma é real, mas que a causa pode ser passageira. Apurou-se que o maior problema foram os boatos de que o Bolsa Família iria acabar. Por causa disso, sempre que tiver oportunidade, a presidenta irá lembrar que o programa está mantido – e até pode se ampliar.

Sem fantasia
O governo acredita que a economia cresce entre 2% e 3% em 2013 e pode bater em 4% e até um pouco mais em 2014. A decisão é não exagerar no otimismo, evitando que um erro pequeno de previsão se transforme num desastre de realização.

A luta continua
O governo descobriu que a fatia oposicionista abrigada na bancada de deputados do PMDB está preparando surpresas desagradáveis para futuras votações. Sem que ninguém fosse avisado, surgiram emendas em Medidas Provisórias que ressuscitam matérias vencidas em outras deliberações. São questões ligadas ao Código Florestal, ao fator previdenciário e, claro, à Medida Provisória dos Portos. Os petistas registram que, enquanto o PMDB tem criado dificuldade para encaminhar até a MP que assegura a redução nas contas de luz, o PSDB tem feito negociações claras e rápidas.

Aquecendo motores
A Blue State Digital, empresa que fez as campanhas presidenciais de Barack Obama e de Dilma Rousseff na internet, ressuscitou o mailing de campanha e começou, no dia 13, a disparar virais sobre a presidenta do Brasil. Os textos curtos e com abordagem direta trazem links para um portal. No site Dilma.com.br, os títulos começam com o nome “Dilma”, num esforço de chamar a atenção para a personalidade da presidenta. 

Retrato falado

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“O Planalto apoiava o projeto. A ministra Gleisi Hoffmann garantiu que não haveria veto se o Congresso aprovasse a advertência”

Lobistas da indústria de bebidas alcoólicas conseguiram uma vitória importante na Câmara. Conseguiram impedir que os rótulos de bebida trouxessem uma advertência sobre os riscos do consumo de álcool, a exemplo do que ocorre com maços de cigarro. O relator da proposta, deputado Gilvaldo Carimbão (PSB-AL), explica que a decisão foi obra exclusiva dos parlamentares.

Rápidas
* O senado planeja fazer uma boa cirurgia na lei antidrogas aprovada pela Câmara. O artigo que prevê a internação compulsória de dependentes deve ser mantido, com uma única alteração: será suprimida a autorização para policiais determinarem internações.

* Para evitar ingresso de lobistas no plenário, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), baixou ato que exige credenciamento específico para entrar na sala de votações e debates. 

* O PT teme o preço a pagar por alianças impuras para o Senado. Quatro de seus candidatos aos governos de Estado em 2014 deixarão os cargos

* Encolhido no julgamento do mensalão, Valdemar Costa Neto exibe nova musculatura nas negociações para cargos de confiança no ministério dos Transportes.

Toma lá dá cá
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Um dos mais respeitados juristas do país, Celso Antônio Bandeira de Melo comenta o mensalão:

ISTOÉ – O que se pode esperar dos embargos?
BANDEIRA DE MELO –
Acredito que algumas penas devem ser reduzidas.

ISTOÉ – Por quê?
BANDEIRA DE MELO
– Com dois novos juízes, Taori Zavaski e Luis Roberto Barroso, será possível uma decisão menos emocional e mais serena.

ISTOÉ – Qual é o erro do julgamento?
BANDEIRA DE MELO
– Não se garantiu a dupla jurisdição a quem tinha esse direito, como se fez com o mensalão mineiro. Alguns réus receberam penas que não são aplicadas nem a crimes hediondos. Não se garantiu o princípio de que toda pessoa é inocente até prova em contrário. José Dirceu foi condenado sem prova alguma.

Vingança por e-mail
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Depois de dizer que advogados trabalham pouco e acordam tarde, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, começou a receber e-mails diariamente de profissionais do Direito interessados em sua jornada de trabalho. Nas mensagens, que já chegam a 100 por mês, os advogados citam o horário em que escrevem, dizem que já estão dando expediente e perguntam o que o ministro faz naquela hora. Postadas, em geral, antes das 9 da manhã, as mensagens não chegam diretamente a Joaquim, mas a seus assessores.

Orquestra ensaiada?
A fatia do governo que acha que há uma orquestração para exagerar a ameaça inflacionária encontrou um argumento para defender a tese depois que a Anatel autorizou aumentos de tarifa apenas 24 horas após a Fazenda desonerar empresas de telefonia que compensavam os pedidos de reajuste.

Fotos: Adriano Machado / ag. istoé; Sérgio Pedreira/Folhapress


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