Economia & Negócios

Casa lá, separa aqui

A união com a MCI deve obrigar a Sprint a desistir da Intelig, a espelho da Embratel

Depois de ser cortejada pela MCI e Bell South, a Sprint, terceira maio-r operadora de telefonia de longa distância dos Estados Unidos, decidiu aceitar o dote do primeiro pretendente. Por US$ 129 bilhões, as empresas anunciaram na terça-feira 5 a maior fusão da história e a criação da WorldCom. Em tempos globalizados, porém, uma decisão nos Estados Unidos espirra efeitos para todos os lados. No Brasil, vale a pergunta: como fica a competição entre Embratel e Intelig? O problema é que a MCI controla a Embratel, enquanto a Sprint detém 25% da Intelig, a futura espelho para ligações de longa distância, em parceria com a inglesa National Grid (50%) e a France Telecom (25%). Pelas normas da Anatel (agência que regula o setor), uma concessionária de serviço de telefonia fixa não pode atuar também na sua espelho, criada justamente para gerar concorrência. Conclusão: às vésperas de entrar em operação – prevista para a segunda quinzena de dezembro –, a Intelig inevitavelmente sofrerá alterações. O presidente em exercício da Anatel, Luiz Francisco Perrone, adiantou que a agência deve divulgar sua decisão em dois meses. As especulações são muitas. Desde a redução da participação da Sprint na Intelig para menos de 20% (o que seria legalmente aceito, mas manteria o risco de troca de informações entre as empresas) até a entrada de outras companhias estrangeiras no lugar da americana. “Houve outros casos de duplicidade, mas o brasileiro é o primeiro que a empresa está avaliando”, diz o porta-voz da MCI nos Estados Unidos, Manuel Wernicky.

Além da presença na telefonia, a Sprint detém 50% da Global One no Brasil. “Ainda não houve nenhuma modificação por aqui”, garantiu o diretor da Global One, Sérgio Pepe. A principal atividade é a infra-estrutura para Internet, segmento no qual a Embratel também atua. Mas este segmento não está sujeito às mesmas restrições da telefonia, uma vez que não envolve concessão. Até onde pode ir essa onda de fusões? Segundo Raul Beer, sócio da Price Waterhouse Coopers, a tendência é que as empresas continuem a se unir para tentar ganhar mercado e reduzir custos. “É possível que ocorram outros casos de duplicidade como este.” Beer revela, porém, que nem sempre esses casamentos trazem os resultados esperados. “Mais da metade das fusões estrangeiras é considerada mal-sucedida pelos próprio-s acionistas.” Por aqui, resta aguardar a decisão da Anatel para ver quem leva a fatia da Sprint na Intelig.

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