Comportamento

Tatuagem invisível

Celebridades marcam seus corpos com pigmento branco e provocam polêmica. Afinal, de que adianta, se praticamente não aparece?

Tatuagem invisível

i69853.jpgA nova moda entre as celebridades é fazer tatuagens quase imperceptíveis, usando apenas o pigmento branco. Lindsay Lohan, atriz e cantora americana de 22 anos, já carimbou a palavra "breath", que significa respire, no pulso direito. Na Inglaterra, a modelo Kate Moss, 34 anos, seguiu a onda e tatuou um par de corações no torso. Para alguns, a atitude é um contra-senso. Afinal, é de novidades que se alimentam estrelas como Lohan e Moss, ambas habitués de tablóides e sites de fofoca. Nesse sentido, de que adiantaria uma nova tatuagem se ela é invisível? Seria como arrumar um novo affair e esconder a notícia do mundo.

Mas nem todos pensam assim. Há quem argumente que é na dificuldade que está o charme. A marca invisível funcionaria como um privilégio para quem pudesse observá-la.

Do ponto de vista técnico, ela é igual às outras. "Usamos a mesma pistola, preparo e cuidados na finalização", explica Sérgio Pisani, do Tattoo You, em São Paulo. A única diferença é que o tatuador terá de reforçar mais vezes, o que pode causar mais dor. "A pele também precisa ser muito branca e estar sempre protegida do sol", afirma Sérgio Maciel, o Leds, do Led’s Tatoo. Para ele, a marca branca só faz sentido em países onde as pessoas se expõem pouco à luz solar. "O sol desbota qualquer tatuagem. Mas, se ela for branca, isso acontece bem mais rápido."

Poucos profissionais brasileiros conhecem a novidade. Dos 12 estúdios ouvidos por ISTOÉ, quatro conheciam a técnica, sendo que, destes, apenas dois a tinham feito. "O branco não fixa bem", diz Doug Carvalho, do Tattoo Yes, em São Paulo. Rogério de Carvalho, do carioca Kiko Tattoo, faz outra ressalva. "O pigmento branco é feito com titânio, o que aumenta as chances de alergia.".Resta saber se a onda chega aos trópicos, na esteira das estrelas internacionais.

Arrependimento sem dor
O laboratório americano Rejuvi criou um produto que promete apagar a tatuagem causando menos dor do que o laser. A idéia é simples: o produto se misturaria aos pigmentos de tinta e faria com que eles penetrassem mais a fundo na pele, onde a combinação seria reconhecida como um corpo estranho e expelida. Alguns médicos brasileiros, entretanto, questionam a eficácia da novidade, ainda sem data para chegar ao País. "Não há nenhum creme capaz de agir na derme profunda", diz Sérgio Levy, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Mas, em países em que já é comercializado, o produto tem alcançado resultados melhores do que o laser. Isso anima a psicóloga carioca Carla Nogueira (ao lado), 27 anos, que quer se livrar de uma tatuagem. Diante do preço, da dor e da demora do tratamento a laser – são necessárias, em média, cerca de dez sessões que custam de R$ 300 a R$ 1.000 cada uma -, ela prefere, por enquanto, esconder o beija-flor indesejado. "Estou esperando a tecnologia evoluir", conta. Hoje, o preço recomendado pelo Rejuvi por sessão é de R$ 89 por 6 cm quadrados. São necessárias, em média, quatro sessões.

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