30 coisas que talvez você não saiba sobre Vicent van Gogh

30 coisas que talvez você não saiba sobre Vicent van Gogh

Vincent van Gogh (1853 – 1890) é um dos mais conhecidos e admirados artistas do mundo. Para ele, a cor era o principal símbolo de expressão. Nasceu em Groot-Zundert, uma cidade da Holanda, e viveu uma vida de restrições. Era filho de um pastor, foi criado dentro de um clima religioso e tornou-se uma pessoa altamente emocional, carente e com problemas de autoafirmação. Mas, tudo isso não importa, pois seu trabalho é um ícone mundial. Sua arte tornou-se incrivelmente popular após sua morte, especialmente no final do século 20, quando seu trabalho foi vendido por quantias recordes em leilões em todo o mundo.

Vincent van Gogh foi um artista único que trabalhou com um senso de urgência que muitas vezes lhe causou muito estresse. Ele era famoso por suas pinceladas ousadas e dramáticas, que expressavam emoção e acrescentavam um sentimento de movimento às suas obras. O uso expressivo e emotivo de cores e pinceladas distintas tornou-se extremamente popular e influenciou enormemente movimentos artísticos como o expressionismo, o fauvismo e a abstração inicial, bem a arte do século XX como um todo. Viveu poucos anos, mas sua vida e seu trabalho foram absolutamente intensos. Por isso, ao invés de selecionar dez dicas a seu respeito, preparei a coluna de hoje com trinta coisas que talvez você não saiba sobre Vicent van Gogh:

1- Teve uma vida difícil – Van Gogh nasceu em uma minúscula aldeia holandesa, em uma época de pouco dinheiro e com muitas famílias humildes tendo que, literalmente, plantar as batatas que comiam. Inspirado nesse período de muita dificuldade, ele pintou “Os Comedores de Batatas” – 1885.

2- Ele fracassou em vários empregos – Van Gogh teve que abandonar a escola para começar a trabalhar aos 16 anos. Seu tio conseguiu para ele um emprego como estagiário de uma empresa que tinha escritórios em Londres e Paris, mas foi demitido em 1876. Depois disso, trabalhou durante pouco tempo como professor e como vendedor em uma livraria na Holanda.

3- Pensou em ser pastor – Em 1876, ele foi para Borinage (Bélgica) e começou a trabalhar como professor em uma escola para alunos carentes. A miséria do local o perturbou tão profundamente que chegou a doar seus próprios pertences para os mais necessitados. Nessa época, dormia no chão. Tinha decidido se tornar pastor para apoiar pessoas carentes. Infelizmente, seu altruísmo e grande generosidade não conseguiram compensar sua falta de capacidade e de conhecimento teológico. Um ano depois, a organização religiosa que o contratava decidiu comunicar que ele não tinha o menor perfil para ser pastor. Foi demitido, novamente.

4- Fracassou em seu primeiro trabalho artístico – As demissões o acompanhavam à medida que conseguia novos empregos. Em 1875, van Gogh trabalhou na Galeria Boussod e Valadon, de Paris. Já que não gostava das obras que tinha para vender, não hesitou em compartilhar sua opinião pessoal com alguns clientes. Acabou demitido, também da galeria.

5- Foi autodidata – Em 1880, decidiu que sua vida seria focada na arte. Retornou para a Holanda determinado a pintar e a desenhar. Incentivado pela família, começou sua trajetória artística, apesar de já ter 27 anos. Tinha vergonha de frequentar classes com pessoas mais jovens. Com isso, foi autodidata. Morreu sem conhecer a fama.

6- Foi sustentado pelo irmão – Theo, seu irmão mais novo, era seu maior apoiador. Ele sustentava o irmão e o apoiava emocionalmente. Em 1886, Vicent chegou a morar com Theo em Paris, período que foi fundamental para ampliar seu fascínio pela arte e seu interesse por diferentes estilos artísticos. Ele conheceu pintores impressionistas e neoimpressionistas que o incentivaram a tornar seu trabalho mais claro e leve, com cores bem mais suaves do que o marrom que usava em suas primeiras pinturas. Ao longo da vida, trocaram centenas de cartas. A adoração era tanta, que Theo deu o nome de Vicent ao seu único filho. Os dois irmãos, que foram tão próximos durante sua vida, estão enterrados lado a lado no cemitério francês de Auvers-sur-Oise.

7- Teve uma produção intensa –Seu período de produção artística foi curto, mas muito intenso. Em menos de dez anos, produziu cerca de 900 pinturas com tinta a óleo e 1.100 desenhos. Van Gogh é hoje um dos artistas mais conhecidos do mundo e suas obras estão entre as mais importantes do mundo.

8- Usava tinta de má qualidade – Apesar de ser mais novo, Theo era o grande protetor de Vicent. Ele protegia o irmão e o apoiava de forma incondicional. Porém, Vicent ficava sem graça de ser sustentado pelo irmão e ainda mais envergonhado de pedir dinheiro adicional para o irmão. Com isso, vivia praticamente a base de pão, café e absinto. As limitações financeiras o obrigaram, por muitas vezes, a comprar tintas de segunda qualidade. Com o passar dos anos, as obras estão craquelando. Poucos sabem, mas o grande desafio dos especialistas em arte e restauradores da atualidade é resolver as pequenas rachaduras que já aparecem em diversas obras primas de van Gogh.

9- Foi influenciado pela arte japonesa – Paris estava fascinada pela arte japonesa e os artistas da época, também. Com van Gogh não foi diferente. Inspirado no estilo oriental, produziu belas obras, com destaque para “Almond Blossom – Almendoeira em Flor”. Em 1890, van Gogh escreveu ao irmão explicando como a arte japonesa o influenciou. Essa obra foi produzida depois que seu irmão Theo escreveu dizendo que sua mulher tinha dado à luz e que o menino se chamaria Vicent Willem. Além de ter da homenagem com o nome Vicent, o pintor seria o padrinho da criança. Assim que recebeu essa bela notícia, van Gogh pintou uma tela de um de seus temas favoritos, grandes ramos de flores contra o céu azul, com uma composição inspirada nas gravuras japonesas. Amendoeiras são símbolo da juventude e van Gogh escolheu esse tema para a obra por ser uma das primeiras árvores a florir, anunciando a chegada da primavera. Outra curiosidade: os botões das flores, que hoje estão brancos, eram originalmente rosa.

10- Fez obras sem usar preto – O quadro “Terraço do Café à Noite” foi pintado sem nenhuma tinta preta. Van Gogh era obcecado em retratar a obscuridade de uma forma natural, especialmente sem recorrer ao preto. Em uma carta que escreveu ao irmão Theo, compartilha sua alegria por ter feito o quadro apenas usando pigmentos nos tons de azul, verde e roxo. “Agora, há uma pintura de noite sem preto. Com nada além de lindos azul, violeta e verde, e nesses arredores o quadrado iluminado é de sopro de pálido colorido, verde limão”, disse. Essa obra faz encontra-se em Lisboa e faz parte de uma coleção particular.

11- Não gostava de algumas cores – Os tons presentes no trabalho de van Gogh chama a atenção de todos, mas nem todas as cores eram de seu agrado. Como muitos artistas da época, van Gogh usava um pigmento conhecido como amarelo cromo, mas era propenso a escurecimento com o decorrer do tempo. Por incrível que isso possa parecer, os tons amarelos eram os que ele menos gostava. Talvez o motivo seja a associação com sua bipolaridade.

12- Pintava no escuro – Preferia pintar no campo para aproveitar a luminosidade do dia. Mas, naqueles tempos, não existia energia elétrica. Portanto, van Gogh constantemente colocava velas acesas em seu chapéu para conseguir pintar à noite.

13- Inspiração fora de Paris – Nos últimos anos de vida, van Gogh produziu suas obras mais famosas pintando na maioria das vezes ao ar livre. São dessa época pinturas famosas como “Vista de Arles com Lírios” (1888), “Girassóis” (1888) e “Quarto em Arles” (1888). Há uma infinidade de cartas entre ele e seu irmão que foram cuidadosamente guardadas desde o século passado. Em uma delas, van Gogh dizia: “Eu não quero pintar quadros, eu quero pintar a vida”.

14- Tentou fundar uma comunidade de artistas – Van Gogh tinha o sonho de tornar a cidade de Arles uma comunidade de artistas. Em 1888, Paul Gauguin aceitou reunir-se com van Gogh nesse vilarejo para formar o “Atelier du Midi” em sua Casa Amarela, local onde eles se hospedavam. Inicialmente, os dois se deram bem, mas a amizade azedou por causa de grandes divergências pessoais e artísticas.

15- Homossexual – Segundo a Harvard Magazine, os biógrafos médicos de van Gogh concordam que sua vida adulta incluiu “períodos de hipersexualidade, hipossexualidade, bissexualidade e homossexualidade”. Dizem, ainda, que “seu tormentoso caso homossexual com o pintor Paul Gauguin incluiu discussões intermináveis e brigas agressivas”. Os dois viveram como companheiros de quarto por um tempo no sul da França e existe, sim, essa possibilidade. Vale lembrar que era comum encontrar artistas homossexuais naquela época.

16- Cortou a própria orelha – Na noite de 23 de dezembro de 1888, van Gogh teve uma grave discussão com o pintor Paul Gauguin. Depois disso, apareceu com a orelha cortada. Muitas teses surgiram para descrever essa tragédia. A história que mais conhecemos é que ele se automutilou e que embrulhou a própria orelha para dar para uma prostituta. Porém, dois acadêmicos alemães escreveram um livro em 2009 para defender outra tese sobre esse episódio. Defendem a ideia de que a orelha foi cortada durante uma briga com Gauguin, que era um esgrimista talentoso. Para eles, van Gogh, que não queria perder a amizade e acabou encobrindo a verdade sobre o incidente para evitar que pintor francês fosse para a cadeia. Acho pouco provável essa tese porque logo depois van Gogh se internou em um sanatório para se tratar de distúrbios psicológicos.

17- Grãos de areia nas tintas– Quem visita o Museu van Gogh, em Amsterdã, deve procurar uma pequena bancada quase ignorada pelo público. Nela está um microscópio, semelhante aos que usávamos nas aulas de ciências da escola. Quem observar o aparelho, verá minúsculos grãos de areia da cidade de Arles, povoado da França que van Gogh escolheu para viver. A areia da praia de Arles está misturada nas tintas de diversos quadros de van Gogh. Impressionante como grãozinhos tão pequeno pode ser tão marcante, estando presentes nas obras que marcam o seu período mais criativo e a fase de maior produção artística.

18- Pintou 100 quadros quando estava internado em um hospício – As pinturas de van Gogh mais famosas foram produzidas no período que ele estava internado em um hospital psiquiátrico na cidade de Saint-Remy-de-Provence, no sul da França. Além da epilepsia do lobo temporal, uma condição neurológica crônica caracterizada por constantes convulsões, foi diagnosticado como alcoólatra, uma pessoa com transtornos bipolares e porfiria aguda intermitente, que é um transtorno metabólico. O tratamento para esses problemas consistia principalmente em longos banhos. Ele pediu uma segunda cela no hospital para usar como estúdio artístico. Quando não estava tendo colapsos nervosos, trabalhava incansavelmente. Ele ficou internado por cerca de um ano e produziu mais de 100 pinturas a partir desse local.

19- Doente, mas sonhando – “A Noite Estrelada” é a obra mais famosa de van Gogh. Ela foi produzida a partir do sanatório para doentes mentais de Saint-Remy-de-Provence, que ele se internou voluntariamente para se recuperar de um colapso nervoso. Em 1888, vivia crises mentais e um momento perturbador. Pintou a partir da janela de seu quarto, que ficava no segundo andar. Sobre sua inspiração, van Gogh escreveu: “Esta manhã eu vi o país da minha janela muito antes do nascer do sol, com nada além da Estrela da Manhã, que parecia muito grande. Quem olha profundamente para a pintura tem a sensação de que as estrelas estão realmente piscando e o céu está se movimentando em forma de redemoinhos. As espirais são o primeiro elemento que chama a atenção na obra. As pinceladas são rápidas, em círculos e dão uma sensação de profundidade e de muita agitação ao céu. Com seus redemoinhos sedutores, composição inebriante e paleta de cores encantadora, “The Starry Night” hipnotiza que a observa. No passado, poucos críticos debatiam se van Gogh estava retratando o pôr do sol ou o nascer do sol por meio de sua pintura, mas agora uma legião de estudiosos defende a tese de que “A Noite Estrelada” é, sim, uma representação subjetiva do nascer do sol.

20-Tinha cadernos de esboços parecidos com os de Leonardo da Vinci – Vincent van Gogh mantinha um caderno de desenhos. Em uma carta de 1882 escrita para seu irmão Theo, ele disse: “meu caderno de esboços mostra que tento pegar as coisas em flagrante”. Esse hábito particular de van Gogh permaneceu em segredo por muito tempo. Quem visitar o Museu Van Gogh, de Amsterdã, conseguirá ver sete cadernos de desenho que eram do artista. Os primeiros blocos revelam a formação religiosa de van Gogh e mostram como ele transformou essa intensidade espiritual em uma prática criativa. A primeira imagem que ele criou foi a de uma igreja. Depois, fez desenhos de pessoas e de lugares, capturando a vida e seu cotidiano. Seu maior caderno foi preenchido no período que morou com Theo, em Paris. Ele estava doente e se mudou para a casa do irmão para receber cuidados especiais. Esse caderno está repleto de desenhos de cenas parisienses (como o moinho de Montmartre), esboços de flores e imagens de esculturas de museus.



21- Primeiros desenhos de girassóis – Os famosos girassóis de van Gogh foram registrados pela primeira vez em um de seus cadernos pessoais. Existem dois esboços de girassóis no caderno que estava com ele quando morreu. Esses rascunhos mostram vasos com 12 e 16 girassóis. Os desenhos combinam exatamente com duas pinturas que pertencem ao Museu Van Gogh. Portanto, podemos dizer que van Gogh levava no bolso desenhos de sua flor predileta.

22- Pintava pessoas comuns porque não tinha dinheiro para contratar modelos – Quando começou a pintar, usou camponeses como modelos. Fez muitos autorretratos porque não tinha dinheiro para contratar modelos. Num dado momento de sua vida, a pessoa mais importante para ele era o carteiro Joseph Roulin, que trazia as cartas de seu irmão Theo com notícias e, muitas vezes, com dinheiro para o sustento e para as tintas. O carteiro tornou-se uma figura tão representativa para van Gogh, que ele acabou pintando a família Roulin inteira, incluindo Joseph (O Carteiro Roulin-1888), sua esposa Augustine e seus três filhos: Armand, Camille e Marcelle. Os retratos foram feitos em Arles. Roulin, considerado “uma alma boa, um homem sábio e cheio de sentimentos”, acompanhou van Gogh nos bons e nos momentos mais difíceis. Para a série, van Gogh usou sua imaginação para chamar a atenção. Prova disso é que cada membro da família foi retratado com uma cor primária, contrastando com o fundo da pintura para intensificar o impacto das obras.

23- A pessoa mais velha da França conheceu e criticava van Gogh – Van Gogh ficou impressionado quando visitou a pequena cidade de Arles em 1888. Certo dia, entrou em uma loja especializada para comprar lápis para usar em seus cadernos. Quando chegou ao local, foi atendido por uma garota de treze anos que era a sobrinha do dono. Essa menina era Jeanne Calment, a mulher mais velha da França: atingiu 122 anos e faleceu apenas em 1997. Ela descreve van Gogh como um homem “sujo, malvestido e desagradável”. Seu obituário, publicado no New York Times, diz que ela também achava o pintor “muito feio, indelicado e doente”.

24- Teve muito azar no amor – Ao contrário de seu irmão, que tinha um feliz casamento, van Gogh definitivamente não teve sorte no amor. Uma de suas primeiras paixões foi sua prima Kee Vos-Stricker, que era viúva na época. Embora ela o rejeitasse, ele não desistia, gerando grandes brigas com seus pais que não aprovavam o assédio e muito menos o romance. Em 1881, chegou a colocar a mão sobre a chama de uma vela até para tentar ver a moça. Obviamente, seu sacrifício foi em vão. Em seguida, em 1882, ele se envolveu com uma ex-prostituta, que estava grávida. A família de van Gogh também desaprovou Sien Hoornik e o relacionamento acabou. Depois, teve um caso com uma vizinha holandesa mais velha, Margot Begemann, que tentou se matar porque sua família se opôs ao casamento. Em Paris, van Gogh se envolveu por pouco tempo com a proprietária de um café-restaurante chamada Agostina Segatori. Tentou se relacionar com várias mulheres e foi rejeitado por todas. Acabou tendo que recorrer a prostitutas que, na medida do possível, também fugiam dele.

25- O gênio que não vendia quadros – Atualmente, van Gogh é considerado um dos maiores gênios do mundo da arte, mas ele não conseguia vender suas obras quando era vivo. Por ironia do destino, Vicent van Gogh morreu praticamente no anonimato. Seu irmão conseguiu vender apenas um de seus quadros por 400 francos.

26- Escreveu mais de 2.000 cartas – Van Gogh era um escritor de cartas apaixonado, que adorava escrever e compartilhar ideias e sentimentos. Estima-se que desse total, cerca de 902 correspondências foram trocadas com seu irmão. Essas cartas sobreviveram porque Theo as guardava com muito cuidado, enquanto Vicent queimava ou jogava fora as que recebia. Vincent era um artista holandês, mas escreveu cerca de um terço de suas cartas em francês. As cartas de Vincent van Gogh são alguns dos documentos mais valiosos do mundo da arte, pois descrevem todo o seu processo criativo a partir do seu olhar.

27- Desenhos e obras pelo correio – Van Gogh acrescentava muitos desenhos às suas cartas. Apesar de usar o termo ‘arranhões’ para comentar seus esboços, Vicent tentava exemplificar para Theo o que exatamente estava criando ou fazendo. Existem cartas com mais de 240 esboços, atualmente valorizadíssimos. Outra curiosidade: seus esboços não eram rápidos ou feitos a tinta nanquim, mas produzidos delicadamente e continham o descritivo exato das cores que ele estava usando em suas obras para dar a dimensão exata ao seu irmão. Além de cartas, Vicent van Gogh despachava pelo correio suas obras. O envio era muitas vezes feito da forma mais rudimentar possível: ele simplesmente enrolava a lona da tela e enviava para o irmão, sem nenhum cuidado especial. Ele também usava o correio para comprar tintas e materiais de pintura.

28- A cunhada foi quem promoveu seu trabalho – Seis meses depois de Vicent falecer, seu irmão Theo contraiu sífilis e morreu aos 34 anos, na Holanda. Sua viúva, Johanna van Gogh-Bonger, herdou, portanto, todos os quadros de van Gogh, mas eles não tinham nenhum valor de mercado. Inacreditável, mas é isso mesmo. Ele não era conhecido e muito menos respeitado no meio artístico. Seus quadros não valiam nada. Determinada, a cunhada saiu em busca de galerias e marchands para divulgar o trabalho de Vicent, além de emprestar muitas obras para exposições coletivas. Incansável, ela chegou até a publicar as cartas trocadas entre os irmãos para promover o nome de van Gogh. Depois que ela faleceu, seu único filho com Theo (Vincent Willem van Gogh) herdou as obras de arte do tio e acabou fundando o Museu Van Gogh, inaugurado em Amsterdã em 1973. Para nossa sorte, Johanna mudou definitivamente os rumos da arte.

29- Sua morte talvez não tenha sido suicídio – A história que conhecemos é que van Gogh se suicidou com um tiro em seu abdômen em 27 de julho de 1890, enquanto pintava em um campo de trigo em Auvers-sur-Oise. No entanto, em uma biografia de van Gogh publicada em 2011, defende uma outra teoria: de que ele foi baleado, acidentalmente, por um adolescente que zombava dele para um amigo. Os autores defendem essa tese destacando algumas evidências, como o fato de nunca terem sido encontradas a arma e as tintas que van Gogh supostamente levou consigo para pintar no campo de trigo.

30- Seu quadro de prisioneiros foi colocado ao lado de seu caixão – Quando morreu, foi colocado ao lado de seu caixão o quadro “Exercícios de Prisioneiros” (ou Roda de Prisioneiros). Essa obra é pouco conhecida porque ela está no Museu Pushkin, de Moscou, e apenas uma vez ou outra é emprestada para grandes exposições globais em homenagem a van Gogh. A pintura retrata um grupo de prisioneiros andando em círculos. O pátio claustrofóbico da prisão, com muros altos e tijolos que transmitem uma sensação de angústia, também pelos tons de azul e verde. Note, que mesmo nesse ambiente há um registro de esperança. A tela tem duas minúsculas borboletas brancas no centro, na parte superior. A cena lembra a própria detenção de van Gogh e seu isolamento no hospício bem na época que produziu a obra. Morreu jovem, aos 37 anos, ao lado de seu irmão Theo.

Deixo aqui uma frase de Vicent van Gogh que adoro e concordo com ela na plenitude: “Prefiro morrer de paixão que morrer de tédio”. Se desejar saber mais sobre um artista ou se tiver uma boa história sobre arte para me contar, aguardo contato pelo Instagram Keka Consiglio, Facebook ou Twitter.


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Sobre o autor

Keka Consiglio é artista plástica, jornalista e empresária do setor de comunicação. Apaixonada por arte desde criança quando começou a estudar o tema, entregou-se de vez a esse universo ao fazer cursos e visitar museus e exposições, tanto no Brasil como no exterior. Desenvolve uma arte livre, criativa, repleta de cores e de elementos baseados em temas cotidianos, tendo a sustentabilidade presente em todo o seu processo de criação. Curiosa e motivada por desafios, vive e trabalha em São Paulo, produzindo suas coleções a partir de dois estúdios. Instagram: @keka_consiglio_artista. Site: www.kekaconsiglio.com.br


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