3 anos após incêndio, Notre-Dame começa a recuperar beleza

PARIS, 14 ABR (ANSA) – Há três anos do incêndio que parcialmente destruiu a Catedral de Notre-Dame, em Paris, ocorrido em 15 de abril de 2019, o local retoma progressivamente sua beleza original graças ao trabalho diário de um exército de artesãos e construtores que buscam reconstruí-la e limpá-la.   

“A limpeza interna das abóbadas, das paredes e do piso devolveram à catedral o seu brilho original”, disse um dos funcionários que atua na limpeza.   

Antes do incêndio que abalou a França, a catedral símbolo de Paris acolhia mais de 12 milhões de visitantes por ano, além de 2,4 mil celebrações religiosas e concertos de orquestras diversos. Mas, desde o incêndio, o local abriga pouquíssimas celebrações especiais.   

A reabertura total da estrutura está prevista para 2024, ano que a capital francesa receberá os Jogos Olímpicos.   

Além dos investimentos públicos, a reconstrução e restauração da catedral já recebeu doações de todo o mundo que somam cerca de 844 milhões de euros – montante superior ao estimado inicialmente para a obra, que estava na casa dos 830 milhões de euros.   

Porém, as causas do incêndio ainda continuam incertas, mas cada vez mais aparentam ser um ato de imprudência do que um crime doloso. Em junho de 2019, ao fim da investigação preliminar, o procurador de Paris, Rémy Heitz, tinha afirmado que lhe aparentava ser mais crível a hipótese de um acidente. Já nesta semana, uma fonte próxima ao relatório citada pela France Presse, afirmou que as causas estão sendo consideradas “99% acidentais”.   

A Catedral de Notre-Dame, que possui estilo gótico, começou a ser construída em 1163 e foi finalizada em 1345. Além de ser um patrimônio da humanidade pela Unesco, o local tem grande importância para a Igreja Católica francesa.   

Em 2019, o violento incêndio destruiu parte da abóbada e do telhado, bem como o relógio e a agulha que ficava no teto da estrutura. (ANSA).