Tecnologia & Meio ambiente

O e-mail agora é portátil

Novos pagers interativos levam a caixa-postal eletrônica para qualquer lugar do planeta

As coisas estão ficando um tanto confusas neste final de século. Agora mesmo, galáxias estão se chocando no universo das comunicações. Os telefones celulares digitais estão incorporando as funções do pager. A BCP de São Paulo já oferece um serviço de mensagens via Internet. O pager, portanto, está fadado à extinção, certo? Errado. O darwinismo tecnológico fez essa maquininha evoluir, transformando-a em agenda eletrônica, fonte de informações (previsão do tempo, cotações da Bolsa) e, na falta de uma palavra melhor, em um comunicador capaz também de enviar mensagens textuais. É o chamado pager de mão dupla, a nova sensação nos Estados Unidos. Isso porque nesses tempos de Internet tem cada vez mais gente se viciando em e-mail, especialmente os homens de negócios, que não conseguem mais viver longe da sua caixa-postal eletrônica.

Especialmente para eles é que surgiram o RIM Inter@ctive Pager 950, da Research in Motion; o PageWriter 2000, da Motorola; e o Pocket Mail HC-E100, da JVC. Todos incorporam um minúsculo teclado alfanumérico com um botão que serve de mouse para navegar por uma telinha. Esses dispositivos operam através de uma rede de rádio e, além de transmitir correio eletrônico, ainda enviam fax e mensagens de voz, graças a um programa tradutor instalado na rede operadora, que transforma a palavra escrita em voz sintetizada e vice-versa.

A maior vantagem desses pagers "espertos" é dispensar o PC ou o computador portátil para a troca de e-mails. Nos Estados Unidos, o RIM 950 custa US$ 249 (o serviço custa US$ 25 mensais) e envia uma mensagem – ou recebe uma resposta – entre 10 e 20 segundos. E, enquanto os demais limitam o tamanho do texto em 500 caracteres, o 950 aguenta até 16 mil caracteres, ou 2,7 mil palavras. Nem precisava tanto – seria por demais tedioso ler um texto desse tamanho numa tela de 8 linhas. O RIM 950 foi lançado pela Bell South, uma das sócias da BCP, operadora de celulares na Grande São Paulo. Por enquanto, a BCP não tem planos de comercializá-lo no Brasil. Mas, com a globalização, isso é apenas questão de tempo.