A vigilância remota de Dilma

A presidenta Dilma Rousseff tem levado a sério a fiscalização dos grandes hospitais públicos

A vigilância remota de Dilma

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A presidenta Dilma Rousseff tem levado a sério a fiscalização dos grandes hospitais públicos. Graças a um aparelho de tevê perto do gabinete, ela consegue acompanhar o que se passa em vários pontos do País. Na semana passada, ela percebeu que um paciente de cadeira de rodas esperava havia 40 minutos para ser atendido no Hospital Universitário do Rio Grande do Sul. Mandou telefonar para a diretoria do hospital e perguntar quanto tempo mais o paciente teria de esperar por atendimento médico.

Charge

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Jurisprudência especial

Uma cena incomum em um presídio maranhense. Preso pela morte do jornalista Décio Sá e acusado de comandar esquema de agiotagem envolvendo prefeituras do Maranhão, o empresário Gláucio Alencar deixou o presídio militar, chamado “Manelão”, onde cumpre prisão preventiva, e se dirigiu ao gabinete do corregedor-geral do Tribunal de Justiça maranhense, Cleones Carvalho Cunha. Depois da longa conversa a portas fechadas, voltou para a cela. O irmão do desembargador, Cleomar Carvalho Cunha (PSB), é prefeito de Tuntum e já foi preso pela Polícia Federal em 2007. O corregedor diz que chamou o réu para ouvi-lo num processo administrativo sigiloso sem relação com o caso do agiota. Então tá.

Falaram mal, mas falaram deles

A direção do PSC avalia que a crise com Marco Feliciano (SP) no comando da Comissão de Direitos Humanos da Câmara teve um saldo positivo. Ajudou a consolidar o partido junto a seus eleitores, aqueles que estão totalmente de acordo com aquilo que o deputado disse. Ignorados pelos meios de comunicação, pela primeira vez foram exibidos diante do eleitorado – e podem ser lembrados em 2014.   

Kassab e a vida independente

Gilberto Kassab não emplacou os dois ministros que pretendia, mas tem certeza de que a pasta de pequenas e médias empresas, reservada a Guilherme Afif, vice-governador de São Paulo, deve sair em breve. Até lá, Kassab irá prolongar ao máximo a consulta às bases sobre apoio à reeleição de Dilma, extraindo todos os saborosos frutos políticosque a condição de independente poderá lhe proporcionar.

Morte no futebol vira escândalo político

O assassinato do comentarista esportivo Valério Luiz, de Goiás, começa a reavivar a memória de personagens ligados ao escândalo que levou à prisão do contraventor Carlinhos Cachoeira. O cartorário Maurício Sampaio, preso e acusado de ser o mandante do crime, foi dirigente do Atlético Goianiense, clube financiado pela construtora Delta. É sócio do advogado do ex-senador Demóstenes Torres e amigo do governador Marconi Perillo, de quem recebeu um contrato milionário no Detran de Goiás.

Papa Francisco, o sedutor

Dilma Rousseff voltou de Roma convencida de que a preocupação com a pobreza pode ser um ponto em comum com Francisco. A presidenta acha que a estrutura capilar da Igreja pode ajudar o Bolsa Família a localizar os miseráveis não cadastrados, que o governo considera a última barreira para eliminar a miséria. A aproximação com o Vaticano faz o governo sonhar com uma comunicação tão azeitada como eram os contatos de Ruth Cardoso com a Pastoral nos tempos de Fernando Henrique Cardoso.

Toma lá dá cá

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À frente dos protestos contra Marco Feliciano, Jean Willys (PSOL-RJ) consolidou-se como líder político gay em Brasília

ISTOÉ – Os gays agora têm um líder no Congresso?
Willys – Eu me constituí como figura de representação dos direitos humanos, especialmente na comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). A comunidade LGBT é diferente do movimento. É dispersa e não se sentia representada pelo movimento. Com o nosso mandato, ela se sente representada. Há diferença entre ser representado por alguém que fala em seu nome, sem a experiência de pertencimento, e outro representante com a experiência de pertencimento. Isso não havia.

ISTOÉ – As eleições de 2012 mostraram que gay não vota em gay?
Willys – A eleição mostrou que não basta ser LGBT, assim como também não bastava ser mulher para receber voto de mulheres. Depende do candidato, de suas ideias. Muitos gays saíram candidatos em 2012 por partidos conservadores, de direita. Outros foram boicotados e não ganharam dinheiro do partido nem para fazer santinho. O movimento pode votar no candidato gay, mas a comunidade não se reconhece nele.

ISTOÉ – O sr. é uma versão brasileira do Harvey Milk, que inspirou o filme com Sean Penn?
Willys – Antes de o Harvey Milk ser tema de filme eu conhecia a trajetória dele. Nesse sentido, ele me inspirou.

Rápidas

* Apostando em novas divisões do PSDB paulista, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab declara-se forçado a disputar, no ano que vem, o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

* A última contagem de candidatos reais e imaginários à vaga de Carlos Ayres Britto no STF chegou a 30 nomes.

* Encarregado das empresas da família, Fernando Sarney ouve propostas para entrar na política.

Retrato falado

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Lygia Bahia, especialista em saúde pública, que critica o apoio do governo federal aos planos privados, em vez de priorizar investimentos do Estado

Volta de Arruda

Confiante na morosidade do STJ em iniciar o julgamento do mensalão do DEM, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda tem dedicado seus dias a reuniões que costuram sua volta à política. Até uma pesquisa eleitoral já foi realizada e Arruda tem um bom tempo pela frente. O julgamento deve ser desmembrado, jogando seu caso para a primeira instância – deixando um longo caminho até uma sentença final.

Vice do barulho

O PSC caprichou na escolha de Antonia Lucia, do Acre, como eventual substituta de Marco Feliciano no comando da Comissão de Direitos Humanos. A parlamentar é investigada em quatro inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Ela é acusada de ter usado um celular funcional do marido – o então deputado federal Silas Câmara – na campanha de 2010, deixando uma conta de R$ 62 mil.

Dois pesos

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Ex-deputados federais que se elegeram prefeitos na última eleição continuam usufruindo de passaportes diplomáticos obtidos por meio da Câmara. Ao contrário do ex-presidente Lula, que teve de devolver o seu logo que deixou o cargo, ex-parlamentares e seus dependentes ficarão com o documento até janeiro de 2015, quando perderão a validade. Está nessa condição, por exemplo, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que manteve também o passaporte de dois filhos.

Fotos: Eraldo Peres/ap; Sandro Nascimento/ALEP; Agência Brasil/ABr


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