Cultura

Eleja o músico do século

Uma bancada de notáveis indicou 31 nomes. Agora, o leitor de ISTOÉ tem a palavra final para a definição dos premiados

Vem do grego, mousiké ou mousichá. Arte e ciência de combinar os sons de modo agradável ao ouvido. Poucos povos na História cumpriram tão à risca e com tanto gosto a definição de música do dicionário Aurélio como o brasileiro. Produto nacional bem-sucedido no Exterior, a Música Popular Brasileira enaltece as qualidades de nosso povo nos quatro cantos do mundo – se outros artigos manufaturados de exportação tivessem o mesmo êxito, não dormiríamos sobressaltados por causa da crise econômica. O País fechará o século XX com uma lista interminável de músicos talentosos, de todos os naipes e matizes. O folclore do coração do Brasil recriado por mestre Villa-Lobos. A tradição dos sanfoneiros nordestinos de sandálias de couro imortalizada por Luiz Gonzaga. A canção brasileira de sotaque internacional do maestro Antônio Carlos Jobim. A revolução descabelada da tropicália de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Todos os cantores românticos que enfeitiçaram as multidões, de Orlando Silva a Roberto Carlos. O samba do morro carioca e o som dos violeiros do Pantanal. A música atonal da vanguarda paulista. O Brasil tem ouvido musical, diz um verso de Caetano na canção Pelé disse love, love, love, de 1978.

O projeto O Brasileiro do Século (iniciado com a categoria Esporte, cujo encarte especial com a biografia dos 20 mais destacados sairá em três semanas) tem continuidade com a definição dos que concorrem ao prêmio da Música. O júri de ISTOÉ indicou 31 nomes (leia quadro às págs. 50 e 51). Como no Esporte, ocorreu um empate nas duas últimas posições e, por isso, oferecemos ao leitor uma lista com 31 artistas, e não 30. Em nosso júri, estão representadas todas as tendências, do erudito ao brega-cult, gênero inventado por Marcondes Falcão Maia, o Falcão. É um tipo de música tão mal executada que chega a ser engraçada e, o que é pior, faz sucesso e prova que o sujeito é talentoso mesmo. "Comecei na faculdade, em Fortaleza, tocando contrabaixo num conjunto que imitava os Beatles. O pessoal achou engraçado e, quando se deu conta, era tarde. Hoje, todos têm que me aguentar."

No outro extremo está o maestro, violoncelista e produtor carioca Jaques Morelenbaum, que trabalhou com Tom Jobim, Egberto Gismonti e Gal Costa e é o responsável pelo acabamento dos últimos discos de Caetano. Jaques está tão acima do bem e do mal que não se constrangeu em votar em si próprio e, de bandeja, ainda incluiu o pai (o também maestro Henrique Morelenbaum, 67 anos) na lista dos músicos do século. Sem falsa modéstia. Outro jurado, o maestro Júlio Medaglia, arranjador da emblemática canção Tropicália, apresentou Caetano e Gil aos poetas concretos de São Paulo (os irmãos Haroldo e Augusto de Campos) e construiu a ponte entre o erudito e o popular no tropicalismo. Hoje, é o maestro da Amazonas Filarmônica, de Manaus, e se diz decepcionado com os amigos de 30 anos atrás. "O Chico Buarque acabou depois de Construção, do início da década de 70. Caetano e Gil estão naquela de fazer um showzinho por ano e curtir a tietagem. Não existe mais contestação na música popular."

O maestro paulistano Diogo Pacheco votou em apenas 19 artistas, e não 30, como o combinado. Para ele, só 19 merecem figurar entre os destaques. "Foi duro. Sou muito sério nessas coisas", explicou. A sambista carioca Leci Brandão, pelo contrário, bateu cabeça para elaborar a lista só de 30 nomes. "Quero registrar minha honra em ter sido escolhida para fazer as indicações. ISTOÉ valoriza as pessoas que de fato fizeram algo por nossa cultura. Lamento que sejam só 30." Houve casos em que os laços de amizade superaram o juízo crítico. Renato Borghetti, o Borghettinho, acordeonista que faz uma releitura criativa do cancioneiro do Sul do País (com pitadas de tango argentino e do candomblé uruguaio), não teve pudor de colocar os amigos na lista. Nomes como Nélson Coelho de Castro e Bebeto Alves, familiarizados com a platéia gaúcha, mas desconhecidos no resto do País, foram indicados.

Consultamos rebeldes sem causa como Ezequiel Neves, guru do rock brasileiro, que lembrou de Patápio Silva, flautista catarinense que foi barbeiro e tipógrafo antes de se apresentar, no início do século, no Palácio do Catete, no Rio, para o então presidente Afonso Pena. Ezequiel relacionou ainda Cazuza, de quem foi amigo, produtor e parceiro em canções como Codinome Beija-Flor. Quem andou muito tempo no circuito underground foi Tom Zé, que também faz parte de nosso júri. Relegado ao ostracismo durante 20 anos, foi resgatado por mero acaso. O americano David Byrne (ex-líder do grupo Talking Heads) achou um disco antigo dele num sebo de São Paulo e, encantado, decidiu produzi-lo no mercado internacional. "Já tinha decidido arrumar as malas e voltar para Irará (interior da Bahia) a fim de trabalhar com meu primo num posto de gasolina", lembra o compositor. Na lista que enviou para ISTOÉ, Tom Zé, além de incluir a Rádio Nacional do Rio de Janeiro (em cujo auditório brilharam as divas da MPB como Emilinha Borba e Marlene nos anos 40/50) entre os "brasileiros do século", escolheu como personalidade mais importante do País um personagem fictício. "Sei que Tom Jobim vai ganhar, mas proponho um ser de tripla cabeça: Noel Rosa, Jobim e Guimarães Rosa."

A escolha do Brasileiro do Século, independentemente da categoria à qual pertença (um voto à parte que ISTOÉ pediu aos jurados), também causou polêmica. O poeta José Carlos Capinam mandou o seguinte bilhete: "Em música a dificuldade é o excesso de opções. Já para escolher o porretão, a dificuldade é oposta: a extrema escassez. Fiquei com Jorge Amado, um demiurgo generoso." A cantora Cristina Buarque, irmã de Chico, escolheu Pixinguinha. "Tenho imensa ternura por ele que, além de gênio, era um grande caráter", justificou.

No total, foram citados 220 artistas. Não houve unanimidade. Tom Jobim ficou a um voto dessa condição. Quem não lhe conferiu a indicação foi José Ramos Tinhorão, um dos mais respeitados historiadores de nossa música e também um dos mais controvertidos. Para ele, Jobim não passa de um "harmonizador à americana" ou, pior, "um compositor da Broadway que, por acaso, nasceu no Brasil". Mesmo os que discordam de Tinhorão, no entanto, reconhecem nele um pesquisador sério e meticuloso, capaz de resgatar Eduardo das Neves, um palhaço de circo que, em 1902, gravou modinhas sentimentais como Paixão de pierrô e O rouxinol. Eram canções que ele costumava apresentar sob a lona e foram registradas em discos feitos de cera de carnaúba. Ex-soldado do Corpo de Bombeiros, expulso da corporação por frequentar fardado as rodas boêmias, Neves não entrou na lista final dos indicados ao prêmio, mas é o primeiro nome da relação enviada por Tinhorão. A polêmica chega ao fim quando a palavra é dada ao leitor. Agora, ele decidirá quem são os músicos brasileiros do século.

E o prêmio vai para …
Escolha os brasileiros do século na Música

Tom Jobim Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim é considerado um dos mais brilhantes músicos brasileiros. Um dos fundadores da bossa nova, compôs Garota de Ipanema, que já foi a quinta canção mais tocada no mundo e vendeu um milhão de cópias. 29 votos.

 

Noel Rosa Viveu apenas 26 anos, o suficiente para compor clássicos como Pra que mentir, Com que roupa? e Conversa de botequim e entrar para a história do samba. Sua obra tem a malandragem e a cadência típicas da zona norte do Rio. Nascido e criado em Vila Isabel, morreu de tuberculose em 1937. 27 votos.

 

Pixinguinha Autor de Carinhoso, herdeiro da tradição de Chiquinha Gonzaga, nacionalizou a polca e o xote e compôs alguns dos mais belos choros da música brasileira. 25 votos.

 

Villa-Lobos Aos 12 anos, já tocava violoncelo profissionalmente. É o maior representante da música erudita brasileira. Participou da Semana de Arte Moderna de 1922. Compôs As bachianas brasileiras e Choros, a última uma fusão do chorinho popular de Ernesto Nazareth e a música clássica de Bach. Carioca, viveu entre 1887 e 1959. 23 votos.

 

Chico Buarque O regime militar o conhecia como Julinho da Adelaide, pseudônimo que usava para driblar a censura. Começou nos festivais da Record, nos anos 60, transformando-se no compositor favorito das cantoras brasileiras na década seguinte. Carioca de 54 anos, acaba de lançar o CD As cidades. 23 votos.

 

Dorival Caymmi Começou a compor aos 16 anos, acompanhando-se ao violão. É o autor de O que é que a baiana tem?, imortalizada na voz de Carmem Miranda. Baiano de 1914, sua obra inclui ainda sucessos como Samba da minha terra e Não tem solução. 23 votos.

 

João Gilberto Criador da batida no violão que deu origem à bossa nova, misturando samba e jazz, inventou também um jeito de cantar, suave e rigorosamente afinado, sem o recurso do vozeirão que caracterizava os antigos cantores de sucesso. Baiano de Juazeiro, com Tom Jobim forma o par de músicos brasileiros mais gravados e conhecidos mundialmente. Ganhou seis prêmios Grammy. 22 votos.

 

Gilberto Gil O ex-aluno da faculdade de Administração de Empresas da Universidade Federal da Bahia foi um dos pais da tropicália, movimento que revolucionou a MPB no final dos anos 60. Tem múltiplas facetas: experimental, roqueiro, cantor de reaggae, carnavalesco e sambista. É um dos mais completos músicos de sua geração (nasceu em Salvador, em 1942). 22 votos.

 

Caetano Veloso Surpreendeu o Brasil ao cantar de costas para a platéia, apresentar-se de saias ou reconhecer a importância de artistas populares como Odair José. Ideólogo do tropicalismo, influenciou o comportamento de sucessivas gerações de brasileiros. 22 votos.

 

Luiz Gonzaga O rei do baião nacionalizou os ritmos nordestinos e transformou em arte as mazelas do povo castigado pela miséria e a seca. Compôs clássicos como Asa Branca. 21 votos.

 

Vinícius de Moraes Diplomata e poeta, tornou-se popular através da música. Compôs com Tom Jobim, entre outras, Garota de Ipanema, Se todos fossem iguais a você e Eu sei que vou te amar. 19 votos.

 

Ary Barroso Autor de Aquarela do Brasil, inaugurou o gênero samba-exaltação e fez choros, sambas, marchinhas e xotes, além da trilha sonora do filme Você já foi à Bahia?, de Walt Disney. 18 votos.

 

Lamartine Babo Compositor de marchinhas de sucesso como Teu cabelo não nega e Linda morena, é também o autor dos hinos de todos os grandes clubes cariocas de futebol. 16 votos.

 

Radamés Gnatalli Pianista e compositor erudito, foi também arranjador de Pixinguinha e Lamartine Babo. 16 votos.

 

Elis Regina Considerada uma das maiores cantoras do País de todos os tempos, impressionava pela exuberante técnica vocal. Lançou diversos compositores, como Milton Nascimento, Ivan Lins e Belchior. 16 votos.

 

Milton Nascimento Criado em Três Pontas, interior de Minas Gerais, mistura o barroco mineiro e vocais africanos. É compositor de sucessos como Coração de estudante e Travessia, que ficou conhecida na voz de Elis, até hoje sua musa inspiradora. 16 votos.

 

Cartola A figura de Agenor de Oliveira confunde-se com o morro da Mangueira, no Rio de Janeiro. Um dos fundadores da escola de samba, compôs As rosas não falam e O mundo é um moinho. Apesar da genialidade, vivia como guardador de carros em Ipanema até ser descoberto pelo cronista Sérgio Porto. 15 votos.

 

Carmem Miranda Artista brasileira de maior sucesso nos Estados Unidos, Maria do Carmo Miranda da Cunha, na verdade, nasceu em Portugal. Fez carreira em Hollywood e é um dos ícones da cultura brasileira. 14 votos.

 

Lupicínio Rodrigues Cantava canções de dor-de-cotovelo nos cabarés de Porto Alegre até se transformar em sucesso nacional na voz de artistas consagrados como Jamelão e Aracy de Almeida. Fonte de inspiração de artistas contemporâneos como Cazuza e Ângela Rô Rô, compôs sucessos como Nervos de aço e Volta. 12 votos.

 

Orlando Silva Conhecido como o cantor das multidões, foi aprendiz de sapateiro e cobrador de ônibus até ganhar a fama. Viveu o auge da época do rádio nas décadas de 30 e 40. Intérprete de Noel Rosa, Custódio Mesquita e Ataulfo Alves, foi o primeiro cantor a ter um programa exclusivo na Rádio Nacional, com o qual alcançou enorme popularidade. 12 votos.

 

Roberto Carlos Principal figura da jovem guarda, movimento que adotou a guitarra elétrica, os cabelos longos e as roupas coloridas – imitando os Beatles e os Rolling Stones – nos anos 60, mergulhou depois no romantismo e transformou-se no artista de maior vendagem da discografia brasileira. 12 votos.

 

Hermeto Pascoal Experimental e inventivo, é conhecido como um verdadeiro bruxo da MPB. Extrai ritmos e melodias de qualquer objeto, incluindo garrafas de vidro, panelas e latas vazias. Já era sanfoneiro aos sete anos de idade em Arapiraca, Alagoas. Autodidata e múltiplo instrumentista, fez carreira internacional. 12 votos.

 

Chiquinha Gonzaga Compôs grande número de peças, operetas e partituras teatrais. Pianista desde a infância, Chiquinha acostumou-se ao universo masculino da boemia, que traduziu em seus choros e serestas. 11 votos.

 

Ataulfo Alves Filho de Capitão Severino, violeiro, sanfoneiro e repentista da Zona da Mata, Ataulfo aos oito anos já fazia versos respondendo aos improvisos do pai, quando a família morava em Piraí, interior do RJ. Foi leiteiro, condutor de boi, engraxate e marceneiro, antes de fazer sucesso com sambas como Ai que saudades da Amélia, parceria com Mário Lago. 11 votos.

 

Paulinho da Viola Filho do violonista Benedito Cesar Ramos de Faria, do conjunto Época de Ouro, Paulinho nasceu no Rio, em 1942, e é um dos mais legítimos representantes da nobreza do samba carioca. Seus sucessos incluem Foi um rio que passou em minha vida, Sei lá, Mangueira e A dança da solidão. 11 votos.

 

Ernesto Nazareth Pianista e autor de polcas, valsas e tangos, para sobreviver compunha também choros, sambas e marchinhas. Figura singular na MPB, influenciou músicos de todas as gerações. Morreu em 1933 aos 71 anos, já surdo e internado num manicômio no Rio. 10 votos.

 

Nelson Cavaquinho Autor de sambas imortais como Folhas secas, Juízo final e Palhaço, tocava violão com estilo original, a mão direita beliscando as cordas e usando apenas os dedos polegar e indicador. 10 votos.

 

Jackson do Pandeiro O paraibano José Gomes Filho tocava pandeiro desde 1936, mas só adquiriu seu próprio instrumento em 1953. Autor de Sebastiana e O canto da Ema. 10 votos.

 

Baden Powell Parceiro de Vinícius de Moraes, é um compositor de formação erudita, embora a maioria de suas composições seja popular, como Samba da bênção, Berimbau e Canto de Ossanha. 9 votos.

 

Jacob do Bandolim Filho de farmacêutico, aprendeu a tocar o bandolim sozinho aos 12 anos. O sucesso de seus discos fez com que as gravadoras revalorizassem o instrumento na década de 40, quando gravou chorinhos. Com Elizeth Cardoso e o Zimbo Trio, realizou histórico show no Teatro João Caetano, no Rio. 8 votos.

 

Dolores Duran Filha de um sargento da Marinha, morou nos subúrbios do Rio e desde cedo cantava em festinhas de aniversário de crianças. Ficou conhecida graças a seus sambas-canções como A noite do meu bem, Fim de caso e Solidão. 8 votos.

 

O fino da bossa
Um júri afinado indicou os concorrentes

Nelson Motta Jornalista, produtor e compositor, lançou Lulu Santos e Marisa Monte. Vive em Nova York.

 

Danilo Caymmi Filho de Dorival, carioca, 50 anos, compôs O bem e o mal, da trilha de Riacho doce, minissérie da Globo.

 

José Maurício Machline Um verdadeiro mecenas, criou o Prêmio Sharp, a festa de gala da MPB.

 

Júlio Medaglia Maestro da Amazonas Filarmônica, de Manaus. Fez mais de 100 trilhas para o cinema.

 

Elba Ramalho Uma das principais cantoras da MPB, com 20 anos de carreira.

 

Jaques Morelenbaum Arranjador preferido de nove entre dez estrelas da MPB. Carioca, 44 anos.

 

Domingos Pellegrini Paranaense de 49 anos, é contista, novelista e jornalista.

 

Gilberto Tinetti Apresenta o programa Pianíssimo, na Cultura FM/SP. Pianista e professor da USP.

 

Renato Borghetti Com seu acordeão diatônico, faz releitura da música regional do Sul.

 

Fernando Brant Parceiro de Milton Nascimento em canções como Travessia. É secretário de Cultura de BH.

Cristina Buarque de Holanda Irmã de Chico, é cantora e pesquisadora.

 

Ezequiel Neves Lançou Cazuza e produziu Ângela Rô Rô e Cássia Eller.

 

Antonio Bivar Autor de teatro e tevê, no momento produz uma ópera-rock em São José dos Campos (SP).

 

Zuza Homem de Mello Curador do Free Jazz, historiador e musicólogo, tem 65 anos e é paulistano.

 

Falcão Inventou o estilo brega-cult. Cantor cearense, tem 41 anos e 15 de carreira artística.

 

Ricardo Chaves Estrela da axé music, gravou O bicho e Clareia.

 

Almir Satter Cantor e violeiro que não se prende ao sertanejo da moda.

 

João Nogueira Sambista com 18 discos, 57 anos, fundou o Clube do Samba, em 1979, quando a MPB não tocava no rádio.

 

Roberto Menescal Compositor capixaba radicado na zona sul do Rio, seu nome é sinônimo de bossa nova.

 

José Miguel Wisnik Autor de melodias refinadas, é um dos prediletos de Gal, Maria Bethânia e Zizi Possi.

 

Tom Zé Um dos artífices da tropicália, foi redescoberto nos anos 90 e lançou-se no mercado internacional.

 

José Carlos Capinam Poeta e ex-secretário de Cultura da Boa Terra.

 

Diogo Pacheco Já regeu mais de mil concertos, apresenta programa de música clássica na Eldorado FM/SP.

Leci Brandão Cantora e compositora, conhece a fundo o samba carioca.

 

Zé Ramalho Letras afiadas e ásperas, um Bob Dylan do sertão. Sua antologia dos 20 anos de carreira vendeu 500 mil cópias.

 

Arthur Dapieve Crítico de O Globo, escreveu o livro Brock – o rock brasileiro dos anos 80 (1995).

 

Tarik de Souza Há 20 anos é crítico do JB. Escreveu Tom sobre Tom, biografia de Tom Jobim.

 

Eduardo Bueno Escreveu a biografia dos Mamonas Assassinas e A viagem do Descobrimento, sobre as primeiras décadas da História do Brasil.

 

Sérgio Cabral Um dos fundadores de O Pasquim, 61 anos, jornalista e pesquisador, é conselheiro do Tribunal de Contas/RJ.

 

José Ramos Tinhorão Autor de História social da MPB. Prepara A imprensa carnavalesca no Brasil, pesquisa sobre jornais que saem apenas no Reinado de Momo, de 1873 até nossos dias.