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Obama assume segundo mandato pedindo união e esforço aos EUA

Presidente reeleito falou diante de 600 mil pessoas em Washington

Obama assume segundo mandato pedindo união e esforço aos EUA

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Sem muitas referências específicas aos desafios dos próximos quatro anos, mas com grande atenção aos princípios fundadores dos Estados Unidos, o presidente reeleito Barack Obama discursou na tarde desta segunda-feira ao assumir publicamente o segundo mandato à frente da Casa Branca. "Mais do que nunca, precisamos fazer essas coisas como nação e como um povo. (…) Nós somos feitos para este momento", defendeu o 44º presidente americano.

"Essa geração de americanos vem sendo testada por crises que têm exigido nossas decisões e provado nossa resiliência", discursou Obama após prestar o juramento em frente à multidão em Washington. "Mas nós sempre compreendemos que, quando os tempos mudam, também nós precisamos fazê-lo. Que a fidelidade aos nossos princípios fundadores requer novas respostas a novos desafios. Que a tarefa de preservar nossas liberdades individuais, ao fim e ao cabo, requer ação coletiva."

Obama assume o segundo mandato no desafio de completar e avançar nas promessas de transformar os Estados Unidos em um país mais igualitário e adaptado ao mundo do século XXI.

"Nós temos que tomar as difíceis decisões para reduzir o custo dos programas de saúde e de reduzir nosso déficit", falou brevemente sobre os duelos travados com os republicanos no Congresso. "Nós, o povo, ainda acreditamos que  nossas obrigações como americanos não se referem somente a nós mesmos, mas a toda posteridade", afirmou, referindo-se aos desafios do aquecimento global.


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O democrata, que havia mantido um discurso conciliador durante a campanha, voltou a implicitamente convocar a ala republicana a trabalhar em conjunto. "O progresso não nos força a manter debates centenários sobre o papel do governo por toda a eternidade – mas exige que ajamos em nosso tempo", disse, em referência às críticas ao que os republicanos consideram uma política intervencionista e de ameaça à liberdade individual.

O primeiro mandato de Obama obteve vitórias ao avançar na reforma do sistema de saúde, de debates na direção de uma política de imigração mais compreensiva, e de igualdade de direitos de homossexuais. Mas os debates do período eleitoral mostraram que são mudanças ainda em debate e questionamento no país. "As decisões recaem sobre nós, e não podemos nos dar ao luxo do adiamento. Não podemos confundir absolutismo por princípio, ou substituir espetáculo por política, ou tratar o mero xingamento de debate. Nós precisamos agir, sabendo que nosso trabalho será imperfeito. Nós precisamos agir, sabendo que as nossas vitórias de hoje serão meramente parciais", defendeu o democrata.

"Os Estados Unidos seguirão sendo a âncora de fortes alianças em todos os cantos do planeta, e nós renovaremos essas instituições para ampliar nossa capacidade para lidar com crises no exterior, pois ninguém tem maior parcela em um mundo justo que sua mais poderosa nação", disse o presidente reeleito.

"O que nos torna excepcionais – o que nos torna americanos – é a devoção a uma ideia, articulada na declaração feita há mais de dois séculos: ‘Nós tomamos estas verdades como autoevidentes, que todos os homens são criados iguais, que eles são empossados por seu Criador com certos direitos inalienáveis, entre os quais estão a Vida, a Liberdade, e a busca por Liberdade.’"

Para comprovar sua crença na união e na capacidade de superação do povo americano, Obama já dispõe nas primeiras horas de seu mandato de um leque variado de desafios de peso. Na economia, republicanos e democratas precisarão chegar a um acordo para a renegociação do teto da dívida. Simultaneamente, Obama abriu uma nova investida em nome da maior legislação do comércio de armas de fogo no país após o massacre de Sandy Hook.

No campo externo, a intervenção francesa no Mali desatou uma crise de segurança no Saara através do ataque de militantes islâmicos a uma instalação de gás na Argélia. Mas, talvez mais delicado que isso, Obama, que ficará na Casa Branca até 2016 – será o período do planejado fim da intervenção no Afeganistão e da retirada das tropas internacionais, em 2014.

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