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Obama inicia segundo mandato em clima menos festivo do que há quatro anos

Presidente americano enfrenta desafio de lidar com um Congresso nas mãos da oposição

Obama inicia segundo mandato em clima menos festivo do que há quatro anos

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Empossado oficialmente no domingo em uma curta cerimônia privada, o 44º presidente americano, Barack Obama, celebrou nesta segunda-feira o início de seu mandato com um novo juramento diante de milhares de pessoas em Washington.

Obama, de 51 anos, pronunciou o juramento em frente ao Capitólio, diante da longa esplanada do Mall, onde observadores calculam que 600 mil pessoas se reuniram.

É um número consideravelmente menor que os 1,8 milhão que quiseram celebrar há quatro anos a chegada à Casa Branca do primeiro presidente negro.

O juramento foi pronunciado às 12h00 locais (15h00 de Brasília) diante do juiz que preside a Suprema Corte, John Roberts, e ao lado de sua esposa Michelle, segurando as Bíblias que escolheu para a ocasião, uma pertencente ao presidente Abraham Lincoln e a outra do líder dos direitos civis negros Martin Luther King Jr.


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Obama repetiu as palavras que pronunciou na Casa Branca no domingo, como exige a Constituição, que estipula que a presidência deve ter início ao meio-dia de 20 de janeiro após as eleições.

Todas as vezes que este dia cai em um domingo, a tradição manda que o juramento seja feito no dia seguinte perante o povo americano.
Posteriormente.

Há quatro anos, agradeceu aos americanos que escolheram "a esperança, e não o medo".

Embora o pior da crise econômica tenha sido superado e o presidente democrata tenha encerrado uma guerra, a do Iraque, o tom foi mais sóbrio desta vez, já que a ilusão foi substituída pelo realismo e pela pressão constante de um Congresso parcialmente nas mãos da oposição.

Em seu discurso, Obama pediu a união dos Estados Unidos como uma única nação para superar os obstáculos em áreas como a economia, a educação e a infraestrutura.

"Agora mais do que nunca devemos fazer estas coisas juntos, como uma única nação e um único povo", afirmou, nas escadarias do Capitólio.

"Essa geração de americanos vem sendo testada por crises que têm exigido nossas decisões e provado nossa resiliência", discursou Obama após prestar o juramento em frente à multidão em Washington.

"Nós sempre compreendemos que, quando os tempos mudam, também nós precisamos fazê-lo. (..) Mais do que nunca, precisamos fazer essas coisas como nação e como um povo. (…) Nós somos feitos para este momento."

Obama assume o segundo mandato no desafio de completar e avançar nas promessas de transformar os Estados Unidos em um país mais igualitário e adaptado ao mundo do século XXI. "Nós temos que tomar as difíceis decisões para reduzir o custo dos programas de saúde e de reduzir nosso déficit", falou brevemente sobre os duelos travados com os republicanos no Congresso. "Nós, o povo, ainda acreditamos que  nossas obrigações como americanos não se referem somente a nós mesmos, mas a toda posteridade", afirmou, referindo-se aos desafios do aquecimento global.

O democrata, que havia mantido um discurso conciliador durante a campanha, voltou a implicitamente convocar a ala republicana a trabalhar em conjunto. "O progresso não nos força a manter debates centenários sobre o papel do governo por toda a eternidade – mas exige que ajamos em nosso tempo", disse, em referência às críticas ao que os republicanos consideram uma política intervencionista e de ameaça à liberdade individual.

"As decisões recaem sobre nós, e não podemos nos dar ao luxo do adiamento. Não podemos confundir absolutismo por princípio, ou substituir espetáculo por política, ou tratar o mero xingamento de debate. Nós precisamos agir, sabendo que nosso trabalho será imperfeito. Nós precisamos agir, sabendo que as nossas vitórias de hoje serão meramente parciais", defendeu o democrata.

No plano internacional, a morte de reféns, entre os quais havia americanos, após um sequestro em um campo de exploração de gás na Argélia também ofuscou o início deste segundo mandato.

Obama e sua esposa Michelle almoçam no Capitólio após a cerimônia, com centenas de convidados, para depois se dirigirem à avenida Pensilvânia e liderarem um desfile até o número 1.600, o endereço da Casa Branca. Ali presenciarão a passagem das bandas militares e de escolas de todo o país.

O dia, que começou com uma missa, terminará com dois bailes de posse, animados, entre outros, por Katy Perry, Stevie Wonder e pelo grupo mexicano Maná.

Obama já anunciou duas claras prioridades para este novo mandato político: uma complexa reforma migratória integral e uma difícil iniciativa para endurecer a venda de armas.

Mas, antes de conquistar estas mudanças, Obama já tem outra disputa com os republicanos: o fechamento da negociação de um novo teto para a dívida pública.

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