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OEA afirma respeitar decisão da Venezuela que adia posse de Hugo Chávez

Decisões foram contestadas pela oposição, que reivindica novas eleições em 30 dias

OEA afirma respeitar decisão da Venezuela que adia posse de Hugo Chávez

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A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou que irá respeitar a decisão "dos poderes constitucionais da Venezuela" de adiar indefinidamente a posse do presidente Hugo Chávez, declarou o secretário geral da entidade, José Miguel Insulza.

"O tema já foi resolvido pelos três poderes do Estado da Venezuela: o Executivo questionou, o Legislativo o considerou e o Judiciário decidiu", afirmou Insulza em declarações à imprensa.

A posse de Chávez, que assumiria o terceiro mandato, se transformou, nesta quinta-feira, em uma imensa manifestação pública de apoio ao presidente em Caracas, onde dezenas de milhares de seguidores prestaram um simbólico juramento de fidelidade.

A Assembleia Nacional já havia assegurado ao chefe de Estado a permissão indefinida para recuperar-se de um câncer em um hospital na capital cubana onde está internado. E o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) determinou, por sua vez, que Chávez não poderia ser substituído e que seu governo continuaria em atividade.


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Todas as decisões foram contestadas pela oposição, que reivindica novas eleições num prazo de 30 dias ao fazer referência no que determina a Constituição.

"As instâncias foram esgotadas e, portanto, será realizado neste país o que foi decidido pelos três poderes", declarou Insulza, segundo noticiou os meios de comunicação da Venezuela.

Insulza estava, nesta quinta-feira, em Santiago do Chile para a abertura de um seminário político.

"Os poderes do Estado venezuelano optaram pelo caminho que dá tempo para que a situação seja elucidada e dá um período de espera para que o presidente eleito volte a jurar", opinou.

O secretário-geral acrescentou ainda que o Conselho permanente da OEA está aberto ao debate que algum país seja convocado para discutir a crise venezuelana.

"Não precisamos que nenhum dos poderes da Venezuela se pronunciem sobre o tema. Eles têm que interpretar a Constituição e como a interpretam é sua prerrogativa", sublinhou.

A oposição venezuelana já tinha enviado uma carta a Insulza no início da semana advertindo para uma possível "violação à ordem constitucional". A OEA se limitou apenas a confirmar à AFP que a carta havia sido recebida.

Os Estados Unidos, por sua vez, se mantiveram longe de polêmicas e apenas informaram que fazem votos para que uma transição política na Venezuela se realize da forma "mais aberta e inclusiva possível".

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