Contagem regressiva

Entre os motivos que levaram o governo a recuar do plano de concessão dos aeroportos de Confins e do Galeão está o apertado calendário de obras para a Copa do Mundo nas duas cidades-sede

Contagem regressiva

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Entre os motivos que levaram o governo a recuar do plano de concessão dos aeroportos de Confins e do Galeão está o apertado calendário de obras para a Copa do Mundo nas duas cidades-sede. Em Belo Horizonte e no Rio, as obras programadas pela Infraero com inauguração prevista até dezembro de 2013 têm custo estimado em R$ 850 milhões. Metade delas nem sequer foi contratada pelo presidente da estatal, Gustavo do Vale. Nesse cenário, a atração de um sócio estratégico para a Infraero apareceu como uma solução mais rápida. Não haveria tempo para leilões que corrigissem os erros das privatizações em Guarulhos, Viracopos e Brasília.

Timing de Dilma

A presidenta vai esperar os cenários eleitorais se consolidarem para avaliar se vale a pena participar de campanhas de prefeitos. O prazo para a definição é meados de setembro. Dilma só entrará em campo onde sua presença ­puder ser decisiva para o resultado. Quanto ao uso da imagem na tevê, é assunto que os advogados do PT administram.

Trilhos urbanos

Depois das concessões bilionárias de rodovias e ferrovias, o governo prepara mais um pacote de parcerias com a iniciativa privada, para projetos de veículos leves sobre trilhos (VLTs) e metrôs em 24 metrópoles. O negócio de R$ 32 bilhões é conduzido pelo Ministério das Cidades.

Ficha limpa pegou

Mais de mil, dos 450 mil candidatos a prefeito e vereador, deverão ser impugnados com base na lei da ficha limpa em todo o Brasil. Os Tribunais Regionais Eleitorais já afastaram cerca de 800 da disputa, por rejeição de contas, condenação criminal e improbidade administrativa.

Charge

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Propina protegida

É forte o lobby no Congresso contra a punição mais rigorosa de empresas pegas por corrupção. O alvo é a cobrança de multa de até 30% do faturamento – ou até R$ 6 milhões – proposta pelo governo, seguindo padrões internacionais de combate ao desvio de dinheiro público. O deputado Eduardo Cunha (PMBD-RJ) lidera o movimento contra a multa.

Sinal vermelho

A redução da extrema pobreza em 40% neste ano corre risco. A medida provisória do Brasil Carinhoso, que garante renda de R$ 70 mensais por pessoa às famílias miseráveis, ­perderá a validade antes do feriado se não for votada até lá.

De carona no DF

Ao justificar cheques passados ao policial João Dias, correligionário que ameaçou denunciá-lo, o governador do DF, Agnelo Queiroz, disse que comprara do soldado um carro preto usado. O veículo já aparecera em relato feito no ano passado sobre suposto pagamento de propina em esquema montado por Agnelo quando foi ministro do Esporte. Testemunha do desvio de dinheiro público a ONGs disse à Istoé que Agnelo estava num Honda Civic preto ao receber R$ 256 mil em uma mochila, em 2007. Confrontado com a “coincidência”, o governador insiste em que não usava o carro na ocasião narrada pela testemunha.

Fôlego para os militares
Os militares ganharam um roteiro próprio para o reajuste do soldo na disputa por verbas no Orçamento de 2013. Antes mesmo de funcionários civis entrarem em greve, o Planalto definiu que os militares teriam tratamento mais próximo dos professores universitários do que as demais categorias. Também foi acertado que os projetos estratégicos das Forças Armadas seriam preservados.

Toma lá dá cá

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FERNANDO BEZERRA COELHO (PSB), ministro da Integração

ISTOÉ – Quanto dura a aliança do PSB com o PT?
Coelho – Tem muito veneno que querem colocar nessa relação. Estive com o Lula recentemente e ele mandou recado ao Eduardo (Campos). Quer fazer política por mais dez anos e com o partido. É uma relação sólida.

ISTOÉ – Sólida até 2014?
Coelho – Sem sombra de dúvida, o compromisso do PSB em 2014 é com a reeleição da presidenta Dilma. A candidatura de Eduardo pode ficar para 2018.

ISTOÉ – O sr. espera manter o cargo na reforma ministerial?
Coelho – É normal que haja uma reflexão sobre a composição ministerial depois da eleição, mas não ouvi nenhum comentário.

Rápidas

* Vista como principal ativo do País contra a crise, a classe média continuará crescendo e deve ganhar mais 21 milhões de pessoas até 2022. A projeção aparece na primeira edição do caderno bimestral “Vozes da Classe Média”. O lançamento será no Planalto.

* Em busca de mais verbas para suas pastas no projeto de lei do Orçamento para 2013, ministros ouviram da colega Miriam Belchior, do Planejamento, que o “regime de aperto” continuará no ano que vem.

* A arrecadação de multas de trânsito aumentou 30% no ano passado. Em todo o País, os infratores desembolsaram R$ 6,4 bilhões, o equivalente a quatro meses de pagamento do Bolsa Família. Só uma pequena parte financiou campanhas de educação no trânsito.

* Estudo do Ministério da Justiça constatou o aumento do consumo de crack entre motoristas de caminhão. A droga vem sendo usada para manter os motoristas acordados e é associada ao aumento do número de acidentes em rodovias.

Retrato falado

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Levas de haitianos empregados na construção civil não alteraram a percepção da Secretaria de Assuntos Estratégicos de que o Brasil deve ter mais imigrantes entre seus trabalhadores. Hoje, os estrangeiros são 0,3% da mão de obra. A SAE detalha proposta de política de imigração, a começar por definir que tipo de estrangeiro o País quer. O ministro Moreira Franco já tem a resposta: quem puder contribuir com transferência de tecnologia. Não é o caso dos haitianos.

Prazo de validade

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Está pronto, na Comissão de Ética Pública da Presidência, relatório que livra o ministro Fernando Pimentel de problemas com os pagamentos de R$ 2 milhões que recebeu por suposta consultoria, antes de ganhar assento na Esplanada. O desfecho do caso poderá acontecer no dia 24, se houver quórum. Atualmente, dos sete integrantes da comissão, cinco estão com o mandato vencido.

Aqui, não!

Integrantes da Corte Interamericana de Direitos Humanos reagiram à ideia de advogados de réus do mensalão de recorrer de uma eventual condenação de seus clientes na Costa Rica, como se estivesse em jogo a violação de direitos. A corte analisará em 2013 a morte de guerrilheiros no Araguaia.

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