A jornada extra de Ayres Britto

Nos intervalos do julgamento do mensalão, o presidente do STF negocia os salários dos servidores do Judiciário

A jornada extra de Ayres Britto
Nos intervalos do julgamento do mensalão, o presidente do STF negocia os salários dos servidores do Judiciário. Ayres Britto submeteu a sindicalistas a proposta do governo, de reajuste de 15,8%, a ser pago em três parcelas, no mesmo modelo da oferta feita a outras categorias em greve. Prometeu buscar mais uma rodada de conversa com a presidenta Dilma Rousseff. Mas o governo não quer negociar mais nem crê em prejuízo com a paralisação de servidores dos tribunais. Decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça contra a operação-padrão e a favor do desconto de salários de grevistas reforçam a posição de Dilma.

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 Mais gás carbônico
A Empresa de Pesquisa Energética reduziu em dez bilhões de litros a projeção de consumo de biocombustíveis em 2020. O aumento no consumo de gasolina e problemas na produção do etanol explicam a revisão da conta. O impacto é de 15% na projeção original do governo, que baseou os compromissos brasileiros de combate ao aquecimento global. 

Tão longe, tão perto 
Depois de enfrentar a CUT na greve dos servidores, o governo decidiu comprar briga com sem-terra e assentados da reforma agrária. A prioridade é aumentar a produtção. Das 230 mil famílias que recebem assistência técnica, apenas 15 mil entregam produtos a programas oficiais.  

A mensageira
Carlinhos Cachoeira recebeu de uma pastora evangélica que visita a Papuda mensagem de ex-assessores do governador Agnelo Queiroz envolvidos em negócios do bicheiro. Querem ser poupados. Da prisão, Cachoeira respondeu com ameaça: “Os vídeos que gravei falarão por mim.” 

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Metas verdes
O governo concordou em contabilizar as áreas de proteção nas propriedades privadas do País para efeito das metas de biodiversidade. Hoje valem apenas as Unidades de Conservação Públicas. O problema é que a maioria dos produtores rurais não fez o cadastro dessas áreas.

Negócio da China
Diana Paolucci, envolvida em tráfico de influência para a venda de uniformes escolares em São Paulo, multiplicou por sete o faturamento com negócios no governo federal em dois anos. Chama a atenção o aumento das vendas de uniformes importados da China para militares. 

Greve pop
A cúpula do governo avalia que a reação à greve de servidores públicos poderá aumentar a popularidade de Dilma Rousseff. A resistência a pressões por reajustes é comparada à faxina promovida no primeiro ano de mandato, com o afastamento de ministros envolvidos em irregularidades. Por ora, não há pesquisas para confirmar a hipótese palaciana. 

Reforço federal
Belo Horizonte foi o município que mais recebeu verbas em agosto, revela o Tesouro Nacional. O ministro Fernando Pimentel tira uma semana de férias no final de setembro para se dedicar à campanha na cidade, caso único na Esplanada. 

Voto de cabresto
As cenas foram gravadas em 10 de agosto por uma funcionária pública constrangida e encaminhadas ao Ministério Público: em reunião na sede do PMDB em Campo Grande, o governador André Puccinelli chama funcionários com cargos de confiança no Estado e pergunta como votarão nas eleições municipais. Os servidores declaram votos no candidato a prefeito, Edson Giroto, e em candidatos a vereador. Puccinelli cobra os votos e empenho na propaganda eleitoral: “O (adesivo) do Giroto tem que ser daquele fechado no vidro traseiro do carro”, insiste. Além de amigo do governador, Giroto é deputado federal.

Briga paroquial
O senador Vital do Rêgo agendou para a terça-feira 28 os depoimentos de Fernando Cavendish e Luiz Pagot à revelia dos demais integrantes da CPI do Cachoeira. O gesto é visto como retaliação por movimentos na política da Paraíba. O PT vai apoiar Daniella Ribeiro, irmã do ministro das Cidades, à prefeitura de Campina Grande. O PMDB de Rêgo quer Tatiana Medeiros como prefeita. 

Toma lá dá cá
Rui Falcão, presidente do PT
ISTOÉ – Os candidatos do PT vão precisar de Dilma Rousseff mais presente na campanha?
Falcão – A melhor forma de a presidenta ajudar nas campanhas é governando bem o Brasil, o que, aliás, vem sendo feito, como atestam pesquisas de opinião.  
ISTOÉ – Em Recife, os ataques do PT ao PSB marcaram o fim da aliança para 2014?
Falcão – O PSB esteve na base do governo Lula e continua no governo Dilma. A nossa disposição é de trabalhar para que essa aliança se repita em 2014.
ISTOÉ – Se o PT não eleger os prefeitos de São Paulo e de Belo Horizonte, como fica o projeto de poder do partido?
Falcão – Vamos vencer. Nós não trabalhamos com outra possibilidade. 

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Rápidas
* Nas investigações da operação “Trem Pagador”, a Polícia Federal identificou a atuação de Cajar Nardes, irmão do ministro do TCU Augusto Nardes, em contratos suspeitos com a Valec. Cajar ajudaria o ex-presidente da estatal a se defender no tribunal.
* Gim Argelo diz ter o apoio de Dilma Rousseff para disputar a vaga de primeiro secretário na chapa de Renan Calheiros à presidência do Senado, em fevereiro. Rodrigo Rollemberg, do PSB, diz a mesma coisa.
* Acusado de corrupção passiva, tráfico de influência e peculato em sua passagem no Planalto, o ex-presidente Fernando Collor está prestes a se livrar da última ação penal que corre no STF. Os crimes devem prescrever.
* Nem desligando o rádio e a tevê, o contribuinte se livra da propaganda eleitoral. Neste ano, o governo abrirá mão de arrecadar R$ 606 milhões de tributos para compensar as emissoras pelo tempo das transmissões. 

Retrato falado
Coordenador dos preparativos para a Olimpíada de 2016, o ex-ministro Márcio Fortes diz que o custo do evento só será conhecido a partir de abril. A estimativa inicial de gastos, de R$ 23 bilhões, feita durante a campanha para o Rio sediar os jogos, deverá ser revista para menos, aposta o presidente da Autoridade Pública Olímpica. Como os projetos não foram detalhados, a maior parte da conta será paga pelo contribuinte a partir de 2014.

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Fecha o cerco
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica apura 45 casos de cartel denunciados por empresários envolvidos, por meio dos chamados processos de leniência. O número desses processos triplicou em relação ao ano passado, informa Vinícius de Carvalho, presidente do Cade. A maioria dos casos é do setor industrial, com negócios no Exterior. O conselho prepara mandados de busca e apreensão.

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Caçador de mim
No embalo das disputas entre magistrados, o ministro Ricardo Lewandowski discretamente monta um dossiê. O personagem central é ele próprio, figura recorrente nas caricaturas e charges que coleta na imprensa. O STF já pensa em fazer uma exposição ao final do julgamento. 

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