20 dos maiores roubos de arte de todos os tempos

20 dos maiores roubos de arte de todos os tempos

Na trajetória da humanidade, sempre tivermos crimes e o mundo da arte acompanha essa jornada, infelizmente. A criatividade dos bandidos é enorme, inclusive com roubos em plena luz do dia e ao lado de civis que visitavam museus exatamente na hora dos crimes. Embora a tecnologia tenha se tornado cada mais sofisticada, os criminosos continuam atuando.

Como eu sempre digo, é importante conhecermos bem a história para conseguirmos mudar o futuro. A coluna de hoje é sobre 20 dos maiores roubos de arte de todos os tempos, listados para despertar a atenção de todos para um tipo de crime que, definitivamente, não deveria acontecer:

1- Mona Lisa – O quadro mais famoso do mundo já foi roubado. Pouco se falava da pintura até 1911, quando o italiano Vincenzo Peruggia passou uma noite de sábado escondido num armário do Museu do Louvre com dois compatriotas para roubar passaram a noite trancados em um armário no Louvre e depois roubaram a Mona Lisa, partindo de um trem de Paris logo na manhã do domingo. O assunto tornou-se uma intriga internacional e, portanto, a cada dia ficava mais difícil conseguir um comprador para a obra. O bandido escondeu a pintura no assoalho de seu apartamento em Paris e depois de dois anos tentou vender novamente, sendo desta vez para um negociante italiano de Florença. Esse comprador ligou para Giovanni Poggi, diretor da Uffizi Galleries (museu italiano), que pegou a obra e chamou a polícia. Que sorte a nossa. Se não fosse por esse regate, não conheceríamos a Mona Lisa!

 2- Obra primitiva de Vicent van Gogh – Um quadro de van Gogh desapareceu em março do no ano passado de um museu holandês que estava fechado por causa da Covid-19. Os assaltantes quebraram uma porta de vidro, romperam as barreiras de segurança e levaram uma das obras de arte mais importantes do acervo do Museu Singer Laren. Trata-se de uma pintura primitiva de Vincent van Gogh de valor inestimável chamada “The Parsonage Garden at Nuenen in Spring” (1884). Até agora, o quadro ainda não foi encontrado.

3- Mais van Gogh – Em 2002, bandidos invadiram o Museu Vincent van Gogh (Holanda – Amsterdã) usando uma escada de 5 metros e quebrando o vidro de uma janela que ficava bem ao alto. Dois quadros foram roubados bem na época que o museu se preparava para comemorar o 150º aniversário do nascimento do artista. Em 2016, autoridades italianas descobrem as obras em uma casa de fazenda perto de Castellammare di Stabia, uma pequena cidade perto de Nápoles. A polícia relacionou os roubos à Máfia da Camorra e vários traficantes foram presos. As pinturas estão expostas ao público no Museu Vincent van Gogh.

4- O Brasil também está na lista de roubos – O MASP, um dos museus mais bonitos e com um dos melhores acervos do mundo, foi atacado em 2007 por ladrões que usaram um macaco hidráulico e um pé-de-cabra para abrir uma porta de ferro. Entraram exatamente na hora da troca de turno dos guardas e saíram com pinturas de Pablo Picasso e Cândido Portinari, avaliadas na época em 50 milhões de dólares. Os bandidos foram presos e os quadros recuperados.

5- Rembrandt van Rijn – A obra “Jacob de Gheyn III” (1632) é a pintura que mais foi roubada e resgatada na história da arte. Segundo o Guinness, também conhecido como o livro dos recordes mundiais, lista que a obra foi roubada em 1966, 1973, 1981 e 1983.

6- 18 pinturas de uma única vez – O Canadá está na lista de um dos maiores roubos de arte do mundo. De uma única vez, 18 obras foram roubadas do Museu de Belas Artes de Montreal. Em 1972, os ladrões entraram por uma claraboia, renderam os guarda e levaram obras de mestres como Rubens, Delacroix e Rembrandt. Até hoje as obras não foram resgatadas.

7- Klimt na Itália – Um quadro do premiado pintor Gustav Klimt que tinha sido roubado foi recuperado na Galleria d’Arte Moderna em Piacenza (Itália). O quadro tem grande valor pois é a única obra conhecida que o artista austríaco está retratado no trabalho. Depois de estar desaparecido por duas décadas, o quadro desapareceu em 1997 durante os preparativos para uma mostra na Galleria d’Arte Moderna de Piacenza e só reapareceu em dezembro de 2019 após ser encontrada por um jardineiro do museu. Os bandidos deixaram um bilhete, indicando que estavam dando “um presente para a cidade”.

8- Palácio sem segurança – Em 1975, foram roubadas inestimáveis ​​obras do período da Renascença. Estavam expostas no Palácio Ducal de Urbino, considerado seguro até a data do roubo. Devido ao ato valor de mercado, as pinturas não foram facilmente vendidas no mercado negro e a polícia as encontrou no ano seguinte em Locarno (Suíça).

9- Até escultura – Uma escultura gigante de Henry Moore foi roubada em 2005 e continua desaparecida. A obra chamada “Figura Reclinada” pesava duas toneladas e os ladrões saíram calmamente andando ao ar livre. Até hoje, não se sabe como seguiram transportar algo tão grande e pesado. Especula-se que a obra já teria sido mutilada e vendida como bronze pelos bandidos

10- Obra e política – Foi um acontecimento político quando membros do IRA (Exército Republicano Irlandês) roubam importantes obras de arte ​​de um político britânico, em 1974. A casa de Sir Albert Beit foi invadida para a retirada de pinturas de Johannes Vermeer, Francisco Goya e Peter Paul Rubens. Mais tarde pediram como resgate a troca por membros do IRA que estavam presos. Entre os bandidos estavam Bridget Rose Dugdale, filha de um milionário britânico, condenada a nove anos de prisão depois que rês pinturas foram encontradas em sua casa. Ela se disse orgulhosa pelo manifesto contra governo britânico que estava “privando de nossa liberdade de lutar pela Irlanda e pela liberdade do povo irlandês”. Ela saiu da cadeia e continuou roubando obras em 1986, 2000 e 2001, mas por motivos menos ativistas.

11- Agitação na Suécia – O primeiro grande roubo de arte da Suécia aconteceu em 1993, quando três homens entraram no Moderna Museet, de Estocolmo, para roubar pinturas de Pablo Picasso e Georges Braque. Os bandidos foram presos e as obras recuperadas. Porém, sete anos depois, um roubo ainda maior aconteceu no Nationalmuseum, também em Estocolmo. Ladrões armados invadiram o museu e levaram três obras de Rembrandt e Pierre-Auguste Renoir. As obras foram avaliadas na época em mais de 30 milhões de dólares e a polícia começou uma verdadeira caça contra os criminosos. Um ano depois do roubo (2001), durante uma operação antidrogas, encontrou o quadro de Renoir. Em 2005, enquanto investigava um sindicato búlgaro, pegaram criminosos tentando vender a pintura de Rembrandt por 42 milhões de dólares. As outras pinturas não foram encontradas.



12– Joias na Alemanha – O famoso museu de Dresden foi alvo de um roubo de 1,2 bilhão de dólares em joias em 2000. Às 4 da manhã, ladrões desligaram a energia do museu Grünes Gewölbe (Green Vault), quebraram uma vitrine de vifro e fugiram com as joias. Entre as peças roubadas estavam uma espada incrustada com 800 diamantes e o famoso Diamante Branco de Dresden, com 49,84 quilates. Os ladrões foram presos, mas as joias ainda não foram recuperadas. A polícia acredita que venderam as peças na Deep Web (Internet para bandidos, não identificável).

13- Caravaggio – Em 1969, uma pintura de Caravaggio de valor inestimável foi cortada e retirada de sua moldura na Itália. Era uma noite fria quando os ladrões entraram no Oratório de San Lorenzo, em Palermo, para roubar a obra ‘Natividade de Caravaggio com São Francisco e São Lourenço’. A pintura deve ter sido feita em 1600 e estava bem em cima do altar. Ninguém sabia se o roubo teve envolvimento da máfia ou de um colecionador maluco. Em 2017 surgiu uma pista e a comissão italiana antimáfia reabriu o caso para investigar um negociante de arte suíço, já falecido. Agora em 2021, apesar da pandemia, os investigadores continuam trabalhando no caso.

14 – Paris – O roubo de 1985 no Musée Marmottan, de Paris, foi quase uma cena de filme. Os ladrões compraram ingressos e entraram em plena luz do dia para levar o icônico quadro de 1872 de Claude Monet, “Impressão – Nascer do Sol”. Essa obra é considerada uma das emblemáticas e pioneira do movimento impressionista. Roubaram também obras de Berthe Morisot e Pierre-Auguste Renoir. Nove guardas e 40 visitantes foram mantidos sob a mira de uma arma enquanto algumas das obras eram arrancadas das paredes do museu. Felizmente, em 1990, todas as nove obras roubadas foram recuperadas em uma vila na Córsega (Itália). Sete pessoas foram presas e as obras retornaram para o museu.

15- Assalto na Alemanha e sorte inesperada para a Tate Modern, de Londres – Pelo menos dessa vez o seguro de arte ajudou. Em 1994, o museu alemão Kunsthalle Hamburg emprestou algumas obras para uma exposição na Tate Modern, de Londres. Naquele ano, ladroes entraram no museu e renderam dois guardas para roubar duas pinturas de JMW Turner e um quadro de Caspar David Friedrich. Os bandidos foram presos, mas a pinturas não foram prontamente resgatadas. Em 2003, o Kunsthalle Hamburg recuperou seu quadro do Friedrich por meio de um advogado que negociou com os ladrões. Somente em 2011, foi revelado que a Tate Modern revelou que tinha, de fato, recuperado secretamente os Turners e ganhado 38 milhões de libras com o pagamento do seguro. A informação secreta foi anunciada no livro escrito por Sandy Nairne, diretora da Tate. No final, três homens foram condenados pelo roubo dos Turners e os dois homens que deram as chaves do museu aos ladrões foram absolvidos.

16- Homem-Aranha na arte – Em 2010, um homem fantasiado de Homem-Aranha roubou cinco obras de arte do Musée d’Art Moderne de la Ville, de Paris. O assalto parecia um episódio da série Lupin (Netflix). O bandido Vjeran Tomic foi várias vezes ao museu para borrifar ácido em uma janela. Após conseguir corroer o trinco, ele entrou sem problemas durante a madrugada para roubar o quadro ‘Pastorale’, de Henri Matisse, produzido em 1905. Como o alarme não disparou, ele se animou e levou também obras de Amedeo Modigliani, Fernand Léger, Pablo Picasso e Georges Braque. Especulou-se que o roubo tinha sido feito a pedido de um negociante chamado Jean-Michel Corvez. Tomic foi condenado a oito anos de prisão por roubar “bens culturais pertencentes ao patrimônio artístico da humanidade”.

17 – Segredo em Boston – Em 1990, ladrões entraram de noite no Museu Isabella Stewart Gardner, de Boston (Estados Unidos). Entraram pelo jardim durante uma troca de turno de guardas e levaram uma série de obras com valores incalculáveis. Começaram o roubou pelo quadro ‘O Concerto’ (1664), uma das 34 pinturas conhecidas de Johannes Vermeer, pintor holandês que fez o famoso quadro ‘A Menina com Brinco de Pérola’. Roubaram também: uma pintura de Rembrandt de 1633 com um barco navegando em águas tempestuosas; e uma obra de Édouard Manet que mostrava um homem misterioso em um café. O FBI foi chamado para investigar o caso, mas até hoje ele está inconclusivo. Muito raro ter um roubo dessa magnitude em um museu americano sem pistas. Ninguém sabe quem roubou as obras e o paradeiro das pinturas é desconhecido. Ano passado, o curador do museu disse preferia se consolar de alguma forma sabendo que as pinturas estão em algum lugar. “Mas não sei sequer se ainda existem”, disse.

18– Roubo durante as Olimpíadas – Uma das versões do famoso quadro ‘O Grito’, de Edvard Munch, foi roubada em Oslo durante as Olimpíadas de Inverno de 1994. Os ladrões invadiram o Museu Nacional de Oslo e levaram a pintura em plena luz do dia, em meio a turistas que visitavam o local. Seis pessoas foram presas e as obras felizmente retornaram ao museu. Essa não foi a primeira vez que uma versão desse quadro foi roubada, mas certamente esse crime foi o mais ousado.

19– Coleção particular de Madri– Em 2015, aconteceu o maior roubo de arte contemporânea da história espanhola recente. Ladrões invadiram a casa do colecionador particular José Capelo, que possuía vários quadros do seu amigo, o artista inglês Francis Bacon. Os ladrões roubaram cinco pinturas avaliadas em 35 milhões de dólares. Sete pessoas foram presas, mas a polícia só recuperou três das cinco pinturas em 2017.

20 – Do museu para o banheiro – Um dos furtos mais impressionantes da história da arte aconteceu na Whitworth Art Gallery, em Manchester (Inglaterra). Em 2003, ladrões invadiram o museu e roubaram pinturas de Paul Gauguin, Pablo Picasso e Vincent van Gogh. Para surpresa de todos, a polícia recebeu uma dica de onde estavam as pinturas: os bandidos colocaram as telas em um tubo de papelão, que estava enterrado em um banheiro degradado, localizado a cerca de 200 metros de Whitworth. Dentro do tubo estava um bilhetinho dos ladrões dizendo: “não tínhamos a intenção de roubar essas pinturas, mas fizemos isso apenas para destacar a segurança de vocês que é lamentável”. As obras retornaram para as paredes do museu. Ainda não se sabe a identidade dos ladrões, mas o objetivo deles foi atingido. O museu teve que reforçar a segurança depois da pressão que sofreu da sociedade.

Deixo aqui uma mensagem a todos: Não compre obras de arte roubadas ou falsificadas. A atitude de todos é fundamental para evitar o mercado negro da arte. Se desejar saber mais sobre um artista ou se tiver uma boa história sobre arte para me contar, aguardo contato pelo Instagram Keka Consiglio, Facebook ou Twitter.

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Sobre o autor

Keka Consiglio é artista plástica, jornalista e empresária do setor de comunicação. Apaixonada por arte desde criança quando começou a estudar o tema, entregou-se de vez a esse universo ao fazer cursos e visitar museus e exposições, tanto no Brasil como no exterior. Desenvolve uma arte livre, criativa, repleta de cores e de elementos baseados em temas cotidianos, tendo a sustentabilidade presente em todo o seu processo de criação. Curiosa e motivada por desafios, vive e trabalha em São Paulo, produzindo suas coleções a partir de dois estúdios. Instagram: @keka_consiglio_artista. Site: www.kekaconsiglio.com.br


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