20 coisas que talvez você não saiba sobre Andy Warhol

20 coisas que talvez você não saiba sobre Andy Warhol

Embora tenha morrido há mais de três décadas, Andy Warhol  (1928-1987) continua no topo dos artistas mais queridos do mundo. Ele é uma unanimidade e é considerado um gênio da arte pop americana pela modernidade de sua obra. Warhol moldou a maneira como lembramos das décadas de 60 e 70 e seu estilo continuará influenciando muitas gerações.

Como uma das figuras mais célebres da arte moderna, é citado em incontáveis ​​livros, filmes, projetos acadêmicos e, claro, em exposições. Conheça mais sobre Andy Warhol com essas 20 curiosidades bem interessantes que selecionei para a coluna de hoje:

1- Origem humilde: Com a crença que “qualquer coisa pode ser arte, para qualquer pessoa e sobre qualquer coisa”, criou um estilo único, marcante e inconfundível. Andy usou sua herança humilde como uma medalha de honra e escondeu seu passado de sofrimento debaixo do tapete. Pensava só no futuro e não dava importância para quem não gostava da sua opção sexual. Tentava sempre manter seu trabalho artístico como universal e igualitário. Ele mesmo tinha essa dualidade: embora tivesse a reputação de ser analfabeto, era capaz de recitar Shakespeare e gostar de ópera. Era irreverente até no jeito de vestir: misturava jeans com paletó. “Pense rico. Pareça pobre”, dizia.

2- Criação católica: Warhol foi criado em um lar religioso e permaneceu fiel às suas raízes católicas em muitos aspectos, apesar de adorar viver na noite americana, curtindo ao máximo agito com amigos.

3- Amava pets: Warhol adorava cães e gostava ser fotografado ao lado do seu amado Archie, um salsichinha da raça Dachshund. Ele também teve um Pug, quando morava em Nova York na década de 1980.


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4- Sonhava com um restaurante: Warhol sonhava em abrir um restaurante quando era jovem. O local tinha até nome (“Andy-Mat”), mas a ideia não evoluiu.

 5- Ilustrou um livro de receitas: No início de sua carreira, Warhol era ilustrador de publicidade e trabalhou no design do livro de receitas Wild Raspberries, que foi amplamente distribuído como presente de Natal.

 6- Do desenho saltou para a arte: Andy Warhol, que trabalhava com publicidade produzindo ilustrações, decidiu tornar seu trabalho reconhecido. Começou a estudar seu próprio estilo para descobrir como se lançar no mercado. Um dos trabalhos desse período de transformação foi criado a partir de um desenho básico de James Dean morto (1955) em seu carro capotado após um acidente.

7- Procurava sempre inspiração: Em 1960, o movimento de pop arte crescia com nomes como Jasper Johns, Robert Rauschenberg, Eduardo Paolozzi e Richard Hamilton. Andy Warhol inspirou-se em uma garrafa de Coca-Cola para produzir diferentes abordagens e para colocar a marca do refrigerante no centro de seu trabalho. Na época, nenhum artista explorava essa possibilidade.

8- Produzia imagens com apelo de massa: Warhol começou a testar como marcas poderiam fazer parte de seu trabalho artístico. Em “Coca-Cola” (1960), simplificou a garrafa do refrigerante em uma representação gráfica e a colocou ao lado um disco com o logotipo da marca, como se tivesse recortado de uma revista e ampliado a imagem. Para conseguir chamar a atenção, deu umas pinceladas ao lado da imagem. Deu certo! A partir daí, passou a explorar imagens populares que já tinham apelo de massa.

9- Recebia apoio de sua mãe:  A influência da mãe de Warhol em seu trabalho era mais profunda do que a paixão por sopas. Durante sua infância, ela nutriu seus talentos criativos emergentes, mantendo-o abastecido com quadrinhos e livros de colorir. Certo dia, Warhol foi para a casa de sua mãe para almoçar e para pensar em um motivo diferente para suas obras. Ao chegar lá, sentou-se e consumiu a mesma uma fatia de pão com uma lata de sopa “Campbell”, o mesmo cardápio dos últimos vinte anos, servido rotineiramente na década de 30. Apesar das restrições financeiras e dos tempos difíceis na infância na humilde casa na Pensilvânia, a sopa dava a sensação de conforto e de ter comida naquele dia. Mesmo depois de famoso, Warhol continuou servindo a sopa para amigos que visitavam sua casa.

10- Nova York o rejeitou: Sempre muito autoconfiante, achava que seria fácil conseguir expor seu trabalho em uma galeria de Nova York, mas ele não conseguiu encontrar ninguém interessado. A solução para se lançar no mercado foi tentar expor em Los Angeles, cidade repleta de artistas irreverentes e, portanto, potenciais clientes de sua arte. Foi na Ferus Gallery de Irving Blum que ele expôs, em julho de 1962, 32 pinturas de sopas – “Campbell’s Soup Cans” (1962).

11- Comprou de volta de uma de suas primeiras obras: Cada tela de uma sopa “Campbell” foi colocada à venda por 100 dólares. Dennis Hopper, o astro do cinema, foi um dos cinco primeiros compradores. Pouco tempo depois, convenceram o ator a revender a tela para a própria galeria, que pensava em integrar as 32 telas de imagens em uma grande obra. “Campbell’s Soup Cans” não apenas definiria Warhol como um artista, mas também marcaria sua trajetória na arte pop e no topo do movimento da cultura do consumo.

12- Sabia ouvir os outros e aproveitar conselhos: Irving Blum, da Ferus Gallery, foi quem convenceu Warhol a reunir todas as telas de sopas para criar uma grande obra. Warhol aceitou a sugestão e colocou Blum como co-criador de uma das obras de arte mais famosas do século XX. A disposição de ouvir outras pessoas e, quando apropriado, de aceitar conselhos estava entre os maiores dons de Warhol. Frequentemente, ele pedia conselhos. Aceitava as melhores sugestões e habilmente ignorava as recomendações inadequadas que recebia.

13- Transformou repetição em arte: O carácter repetitivo das telas de sopa “Campbell” mostra que, sim, a mesmice pode ir contra as tradições do mercado para se tornar arte. Com o trabalho, Warhol desafiou a convenção de que a arte precisa ser totalmente original. A uniformidade das latas de sopa mostrou que a padronização pode transmitir outras mensagens com dimensão política e social. Questionou e explorou a homogeneização da produção em massa em seu trabalho. Como Marcel Duchamp fez com o urinol, Warhol chamou a atenção do mundo na contramão do movimento artístico da época.

14- Procurava paradoxos: Embora as 32 latas de sopa “Campbell” pareçam idênticas, elas são, na verdade, todas diferentes. Cada uma tem uma pincelada diferente ou um detalhe de design alterado. Warhol ficou fascinado com o paradoxo de que a imagem de uma lata de sopa, de uma nota de um dólar ou de garrafa de Coca-Cola pudesse se tornar tão familiar a ponto de ser desejável, como se dissesse “venha me pegar”.

15- Transformou Marilyn Monroe em uma mercadoria: Nenhum artista entendeu ou captou a natureza contraditória do consumismo melhor do que Andy Warhol. Ele passou a produzir retratos de personalidades como Marilyn Moroe. Semanas após a sua morte, Warhol decidiu homenagear a diva com uma obra feita a parti de uma fotografia publicitária da atriz, tirada durante as filmagens do filme “Niagara” (1953). Em 1962, ele produziu uma obra com dois painéis coloridos, explorando a técnica de serigrafia, prática que era usada apenas em livros e que ganhou o mundo das artes por suas mãos. Essa descoberta foi marcante para Warhol encontrar seu estilo artístico e para a sua defesa de um efeito mais “linha de montagem”. A impressão serigráfica permitiu a Warhol empregar as cores artificiais berrantes e brilhantes que anteriormente eram usadas apenas na esfera comercial. Usou a mesma técnica em outros trabalhos como o do ex-presidente chinês Mao Tsé-Tung, retratado com roupa colorida e maquiado, com batom e sobra.

16- Amava ganhar dinheiro: Warhol acreditava que “bons negócios são a melhor arte”. Por isso, vivia pensando em novas possibilidades para conquistar mais fama. Warhol era fascinado por dinheiro e sucesso. Trabalhava para tornar seu próprio nome uma marca. Ele se tornou a personificação de tudo o que estava tentando dizer sobre o mundo avarento e obcecado por celebridades no qual vivia. Adorava quando ouvia alguém falando em uma galeria: “vamos comprar um Warhol”. A pintura do cantor Elvis Presley foi vendida por 100 milhões de dólares em 2008, tornando-se a pintura mais valorizada do artista.

17- Quadrinhos quase levaram ao fracasso: Warhol experimentou fazer pinturas de personagens de quadrinhos, como o “Superman” (1961). Eram cópias em grande escala retiradas de histórias em quadrinhos e reproduzidas em estilo gráfico. A ideia era boa, mas já existia no mercado outro artista muito bom que pintava a partir dessa abordagem: Roy Lichtenstein (1923-1997). Vale destacar que muitos artistas iniciavam pelo território óbvio dos quadrinhos tentando ser parte do emergente movimento de Pop Art, mas muitos desapareceram no meio do caminho por não terem um estilo próprio.

18- Paixão, diversão e intimidade: Andy Warhol adorava uma festa e se divertia como poucos. Sobre amor, dizia que, para se apaixonar, bastava fechar os olhos, sem olhar. Sobre dinheiro, comentava que sempre era bom ser abstrato quando se trata de economia. Sobre ricos, mencionava que eles tinham muitas vantagens sobre os pobres como saber falar e comer ao mesmo tempo. Sobre intimidade, comentava que preferia conhecer profundamente alguém ao comprar uma cueca e que isso era mais profundo do que ler um livro de ideias dessa pessoa. Dizia: “se tivesse tempo para umas férias, provavelmente não iria a lugar nenhum. Eu iria para o meu quarto, afofar o travesseiro, ligar a TV e abrir uma caixa de biscoitos”.

19- Artista, produtor de TV e cineasta: Warhol era apaixonado por celebridades e pelo show business. Acabou se envolvendo na produção de TV de 1979 a 1987, quando atuou como produtor executivo de três programas: Fashion, Andy Warhol’s TV e Andy Warhol’s Fifteen Minutes. Atuou também como cineaste em filmes como Milk (1966), The Andy Warhol Story (1967), Bike Boy (1967), Tub Girl (1967), I’ a Man (1967), Lonesome Cowboys (1968), Flesh (1968), Blue Movie (1969), Trash (1969), Heat (1972) e Blood of Dracula (1974).

20- Tem um museu para manter seu legado: Seu legado permanece vivo no The Andy Warhol Museum, um dos maiores museus dedicados a um único artista. Localizado em Pittsburgh, apresenta em seus sete andares um importante acervo do artista e sua visão filosófica sobre o mundo.

Warhol sempre esteve à frente de seu tempo. Alguém duvida? Se tiver uma boa história para compartilhar, por favor lembre de mim. Aguardo sugestões pelo Instagram Keka Consiglio, Facebook ou no Twitter.

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Sobre o autor

Keka Consiglio é artista plástica, jornalista e empresária do setor de comunicação. Apaixonada por arte desde criança quando começou a estudar o tema, entregou-se de vez a esse universo ao fazer cursos e visitar museus e exposições, tanto no Brasil como no exterior. Desenvolve uma arte livre, criativa, repleta de cores e de elementos baseados em temas cotidianos, tendo a sustentabilidade presente em todo o seu processo de criação. Curiosa e motivada por desafios, vive e trabalha em São Paulo, produzindo suas coleções a partir de dois estúdios. Instagram: @keka_consiglio_artista. Site: www.kekaconsiglio.com.br


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