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Caubói anti-Obama

Repleta de altos e baixos, a corrida republicana tem novo líder: o ultraconservador Rick Santorum, o mais radical dos candidatos

Caubói anti-Obama

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O pré-candidato republicano Rick Santorum acena para apoiadores no Texas

Até a primeira semana de fevereiro, a disputa entre os pré-candidatos republicanos para a presidência dos Estados Unidos parecia caminhar para um final previsível. O bilionário Mitt Romney, vencedor de quatro de seis prévias, já discursava como o candidato da oposição. Romney achou que passaria sem muito esforço pelas votações do dia 7 e pouco investiu nas campanhas em Minnesota, Missouri e Colorado. Mas ele foi surpreendido pela vitória esmagadora, nos três Estados, do ex-senador Rick Santorum, que acumulava o triunfo de Iowa. Em apenas dois meses, o caubói ultraconservador saiu da lanterninha nas pesquisas para a liderança e agora está tecnicamente empatado com Romney. “Não estou aqui para ser a alternativa conservadora a Mitt Romney”, afirmou. “Estou aqui para ser a alternativa conservadora a Barack Obama.” Comentarista do canal de tevê Fox News, Santorum é considerado uma estrela ascendente dentro do partido e aglutina os votos dos eleitores do movimento Tea Party e dos cristãos, que torcem o nariz para Romney por ser relativamente moderado e seguir a religião mórmon.

As primárias de 2012 têm sido marcadas especialmente pelos altos e baixos de seus pré-candidatos, que não parecem bons ou fortes o suficiente. “A verdade é que a direita não morre de amores por Romney”, disse à ISTOÉ Jennifer Marsico, pesquisadora do American Enterprise Institute. “Por isso, cresce o interesse pelos outros postulantes, mas nenhum deles conseguiu sustentar uma posição de destaque por muito tempo.” Como se não bastasse, o partido ainda enfrenta a queda no número de seus eleitores. “Essa é uma oportunidade para Obama se sair bem sem ser desafiado por nenhum outro candidato”, diz Jennifer. Em um artigo publicado na semana passada, o economista americano Thomas Friedman afirmou que o problema dos republicanos é defender ideias ultrapassadas (como o radicalismo contra imigrantes, para usar o exemplo mais marcante da campanha), desconexas da nova realidade. A tumultuada corrida pela nomeação republicana só terminará quando alguém conseguir 1.144 delegados a seu favor, o que ainda está longe de acontecer – embora a “Super-Terça”, marcada para 6 de março, deva apontar a direção em dez Estados. Até lá muito “fogo amigo” apimentará a concorrência.

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