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Comoção em Atenas com danos provocados pela violência

População do país protestou contra aprovação de novo plano de austeridade; Comissão Europeia felicitou o governo grego pela decisão

Comoção em Atenas com danos provocados pela violência

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Fumaças e escombros de edifícios neoclássicos e vidraças quebradas: os atenienses constataram nesta segunda-feira (13) com consternação a extensão dos danos no centro da cidade após uma noite de violência à margem de uma gigantesca manifestação contra o plano de austeridade aprovado pelo Parlamento.

Segundo o balanço oficial, 45 edifícios foram total ou parcialmente destruídos pelos incêndios intencionais, enquanto as vidraças despedaçadas ou cortinas metálicas retorcidas são vistas nas grandes avenidas do centro de Atenas. "Isto me recorda dezembro de 2008", declarou à AFP o vice-prefeito, responsável pela limpeza urbana, Andréas Varélas, em referência ao mês de violência que a capital grega viveu naquele ano após o assassinato de um adolescente por um policial.

De acordo com o ministério da Saúde, 54 pessoas ficaram feridas. A polícia anunciou que 68 agentes foram feridos. Segundo Varélas, a violência afetou especialmente "edifícios emblemáticos, uma dezenas de edifícios neoclássicos" do início do século XX. Dois cinemas históricos foram reduzidos a fumaças. "Tenho vergonha, isto é coisa de vândalos", comentou diante dos destroços do cinema Elpo um agente de segurança de 55 anos, que admitiu ter participado das manifestações.

Plano de austeridade

A Comissão Europeia felicitou nesta segunda-feira a aprovação pelo Parlamento grego, no domingo, do novo plano de rigor e o classificou como um "avanço crucial" para a concessão de novos empréstimos à Grécia e para a redução de parte da dívida do país. O comissário europeu de Assuntos econômicos, Olli Rehn, disse que a aprovação "demonstra a determinação do país em por fim à espiral da dívida" e se declarou confiante de que as demais condições impostas a Atenas serão cumpridas antes de quarta-feira.

O governo alemão, por sua vez, afirmou que a aprovação pelo Parlamento da Grécia do severo plano de ajustes demonstra a vontade desse país de fazer frente a suas dificuldades. "O voto dos cortes demonstra a boa vontade da Grécia de acometer reformas difíceis", disse Steffen Seibert, porta-voz da chefe do governo, Angela Merkel. O funcionário disse ainda que para a Alemanha, criticada por suas pressões a favor do ajuste, a aprovação dos ajustes não é uma questão de "economizar por economizar", mas sim de "liberar as forças produtivas" gregas.

O projeto prevê a redução de 22% do salário mínimo (32% para os jovens de menos de 25 anos), a supressão de 15.000 empregos públicos e novos cortes de pensões. O ministro alemão da Economia, Philipp Roesler, se mostrou menos entusiasmado que o porta-voz de Merkel e disse que espera pela aplicação das medidas.

Eleições

A Grécia organizará eleições legislativas antecipadas em abril próximo, anunciou o porta-voz do governo grego, Pantelis Kapsis, no dia seguinte da aprovação pelo Parlamento do plano de austeridade exigido pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional. "Este governo tem um mês e meio de trabalho pela frente. Vamos terminar em março e as eleições acontecerão em abril", declarou em Kapsis à imprensa. Sem as eleições antecipadas, o mandato do atual governo poderia durar até outubro de 2013.

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