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Ofensiva nos EUA e na Nova Zelândia contra site Megaupload

O fechamento foi seguido pelo anúncio de represálias do grupo de hackers Anonymous, que disse ter tirado do ar as páginas do ministério de Justiça americano

Ofensiva nos EUA e na Nova Zelândia contra site Megaupload

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A justiça americana ordenou o fechamento do site Megaupload.com e a polícia da Nova Zelândia prendeu nesta sexta-feira (20) seu fundador, em uma ofensiva contra os downloads ilegais de arquivos da internet que provocou uma reação coletiva do grupo de hackers Anonymous.

Quatro responsáveis pelo site, com sede em Hong Kong, entre eles seu fundador, Kim Dotcom, de 37 anos, foram detidos em Auckland (Nova Zelândia) pelas autoridades do país, que deram prosseguimento a um mandado de prisão dos Estados Unidos. O FBI (polícia federal americana) e o Departamento de Justiça consideraram em um comunicado que este é um dos "maiores casos de violação de direitos autorais já tratados nos Estados Unidos".

O fechamento do Megaupload.com foi seguido pelo anúncio de represálias do grupo de hackers Anonymous, que disse no Twitter ter tirado do ar as páginas do ministério de justiça dos Estados Unidos, da gravadora Universal Music e da associação profissional do disco RIAA, que permaneciam inacessíveis durante boa parte da quinta-feira.

A justiça da Nova Zelândia se pronunciou nesta sexta-feira contra a liberdade sob fiança para os quatro responsáveis pelo site. A polícia neozelandesa indicou que inspecionou dez locais em Auckland, entre eles a residência de Kim Dotcom, a "Dotcom Mansion".

Os policiais confiscaram vários veículos, entre eles um Cadillac rosa de 1959 e um Rolls Royce Phantom, assim como "uma arma de fogo que, ao que parece, tem o cano cortado". Além disso, onze milhões de dólares neozelandeses (6,83 milhões de euros) foram bloqueados em contas bancárias.

Segundo o inspetor Grant Wormald, o criador do Megaupload.com tentou se refugiar em um quarto blindado quando a polícia chegou. "Dotcom entrou em sua casa e ativou vários mecanismos de fechamento eletrônico", disse. "Quando a polícia neutralizou os códigos, se entrincheirou em um quarto blindado (…) e quando a polícia tentou entrar encontrou Dotcom perto de uma arma que parecia um rifle de caça com o cano cortado", acrescentou. "Foi mais complicado que golpear a porta", resumiu o inspetor.

Os quatro detidos – Dotcom, o holandês Bram van der Kolk e os alemães Finn Batato e Mathias Ortmann – comparecerão nesta segunda-feira perante a justiça. Os Estados Unidos pediram sua extradição. O site Megaupload.com permitia abrigar arquivos e compartilhá-los na internet. Oferecia milhares de filmes, séries e programas de televisão ou músicas com acesso livre.

O site estava inacessível na quinta-feira ao meio-dia, depois que a página dos Estados Unidos e de outros 19 sites afiliados foram fechadas pela justiça americana, que também confiscou 50 milhões de dólares das contas da empresa com sede em Hong Kong, segundo as autoridades americanas.

A justiça abriu os processos contra sete responsáveis pelo site, entre eles os quatro detidos na Nova Zelândia. As autoridades americanas acrescentaram que as sete pessoas acusadas são "responsáveis por pirataria na internet de diversos tipos de conteúdos protegidos pelos direitos autorais através do Megaupload.come de outras páginas".

O alemão Sven Echternach, de 39 anos, o eslovaco Julius Bencko, de 35, e o estoniano Andrus Nomm, de 32, permanecem foragidos. Os sete são acusados de terem obtido 175 milhões de dólares em lucros e de gerarem mais de "500 milhões de dólares de perdas para os donos de direitos", ao oferecerem em suas páginas filmes, séries e outros produtos pirateados, segundo as autoridades americanas.

Megaupload Ltd e outra empresa vinculada ao caso, Vestor Ltd, foram indiciadas pela Câmara de acusações do estado da Virgínia (leste) por violação de direitos autorais e também por tentativas de extorsão e lavagem de dinheiro, crimes passíveis de 20 anos de prisão. A pena máxima por violação de direitos autorais é de cinco anos de prisão.

Por seu sucesso na internet, a página conseguiu atrair os famosos de Hollywood, e a imprensa americana informou que Swizz Beatz, um produtor de música casado com a cantora Alicia Keys, se tornou seu diretor-executivo.

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