Economia & Negócios

Brasileiros gastam recorde de US$ 19,3 bi no exterior em 2011

De acordo com economistas, números refletem as compras de produtos que são mais baratos fora do Brasil

Brasileiros gastam recorde de US$ 19,3 bi no exterior em 2011

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Os gastos dos brasileiros com viagens ao exterior atingiram recorde em 2011. Até novembro do ano passado (os dados consolidados ainda não foram divulgados pelo Banco Central), os brasileiros gastaram a cifra recorde de US$ 19,3 bilhões com viagens internacionais – valor US$ 2,9 bilhões maior que o registrado em 2010.

As despesas nacionais no exterior são, fundamentalmente, com a compra de bens de consumo – relógios, óculos, roupas, perfumes, eletrônicos -, segundo o economista e professor de educação financeira Richard Rytenband. Ele explica que a alta carga tributária no Brasil torna os produtos muito mais caros no País do que no exterior e, por isso, os brasileiros vão às compras em viagens internacionais. 

"Um tablet que custa, no Brasil, cerca de R$ 2 mil, custa US$ 600 em outros países (cerca de R$ 1,1 mil). Então, é muito mais vantajoso comprar lá fora. Isso acontece por conta da falha na precificação dos produtos e serviços aqui no Brasil, causada, principalmente, pela falta de mão de obra qualificada e pela elevada carga tributária Se há produtos aqui e fora do País, é melhor comprar fora", avalia o economista. 

O economista também destaca que o perfil do turista brasileiro é diferente do viajante estrangeiro no Brasil. "O brasileiro compra muito, procura esses produtos ou similares que são muito caros no País. Já o estrangeiro gasta em hotéis, restaurantes, passeios turísticos", afirmou. Segundo Richard, essa diferença também explica por os gastos dos estrangeiros no Brasil foi três vezes menor que a despesa brasileira no exterior entre janeiro e novembro do ano passado (US$ 6,1 bilhões). 

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A valorização do real nos últimos anos, ainda segundo Richard Rytenband, é outro fator que deve ser considerado. "Só para se ter uma ideia, em janeiro de 2005 a nossa taxa de câmbio estava R$ 2,62. Chegou a R$ 1,55 em julho deste ano. A valorização da nossa moeda foi da ordem de 40%. É como se um produto que custava R$ 2,620 mil agora custa R$ 1,550 mil", afirmou. 

As despesas com viagens internacionais aumentaram a despeito das medidas anunciadas pelo governo no ano passado com o objetivo de reduzir o crédito e os gastos, principalmente no exterior. Uma delas foi aumentar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para as compras no cartão de crédito feitas do exterior, de 2,38% para 6,38%. 

"O governo aumentou o IOF, mas não assustou. Com o aumento da mobilidade social da sociedade brasileira, os turistas daqui passaram a usar dinheiro vivo ou os cartões pré-pagos", disse. 

Crise internacional

Segundo o especialista, os gastos dos brasileiros com viagens internacionais poderiam ser maiores, mas o agravamento da crise europeia e a recente desvalorização do real frearam esse indicador. "Agora a tendência é diminuir um pouco os gastos do brasileiro no exterior, mas com a economia se recuperado, os gastos vão aumentar muito e por muitos anos. Até o fim da década, o lugar pra investir é no Brasil. O poder de compra do brasileiro só tende a aumentar", disse. 

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