Edição nº2606 06/12 Ver edições anteriores

Apocalipse agora!

Conheço gente que ficou em casa sentado, esperando a desgraça acontecer, e nada. Mas vai que Nostradamus escreveu certo por linhas tortas?

É, pessoal… 2012 está aí, e parece que as previsões não são das mais otimistas. Mas, pensando bem, é só puxar um pouquinho da memória para concluir que previsões catastróficas já aconteceram uma porção de vezes. Conheço gente que ficou em casa sentado, esperando a desgraça acontecer, e nada. Nem a pane dos computadores em 2000 aconteceu. Mas vai que Nostradamus escreveu certo por linhas tortas? Há muitos anos, li um livro sobre suas previsões em que ele olhava para uma bacia e via ali o fim do mundo; ao menos é o que me recordo. Estou começando a acreditar que ele viu a imagem de Sarah Sheeva refletida na tal bacia, mas não soube identificar. Se você, caro leitor, ainda não conhece a encantadora cantora, compositora, pregadora, missionária, escritora, pastora aspirante e filha de Baby e Pepeu, vale a pena uma visita ao seu blog, onde se pode também conhecer o trabalho de sua irmã Nana Shara com seu marido, Brinco. Brinco, apesar de experiências com batidas de atabaque, pombagira, exu-caveira e preto-velho, converteu-se e dedica-se a pregar temas como “Comportamento e Aliança” (especialmente para casais), “Compromisso em Santidade” (jovens solteiros), além de falar sobre as “Origens da Tatuagem e dos Piercings”.

Mas a grande estrela mesmo é Sarah, que se converteu à vida religiosa em 1997, mas, pelo que parece, diferentemente de outros pastores, não pretende sugerir a cura de câncer, Aids, nem prometer carro e casa própria mediante o pagamento do dízimo e entrega total às palavras de sua crença. Ela promete o que, a seu ver, toda garota almeja: um príncipe! Sim, minha gente, as mulheres se esforçam ao máximo para dar conta de filhos, cultura, emprego, feminilidade e um companheiro, e vem Sarah Sheeva para pregar as maravilhas do “beijo só no altar”. Socorro!

A história de Sarah não é para qualquer um. Depois de ter convivido com seus pais liberados e entre gritos de Rá! – saudação de Thomas Green Morton –, Sarah, aos 24 anos, recebeu a visita de ninguém menos que o capeta em pessoa, que deu um tapa em sua cara. Logo depois Sarah, em seu dia a dia agitado, recebeu uma outra visita bem mais ilustre: Jesus Cristo. Poderia ter aproveitado a chance para pregar a paz, a bondade, o altruísmo e o infinito amor em que Jesus acreditava, mas Sarah, antes uma “ex-obsessiva sexual” – palavras dela –, decidiu apregoar em seus cultos as vantagens de um comportamento de “princesa”. Seguindo seus próprios conselhos, Sarah está aguardando a chegada de seu príncipe. Certamente deve estar esperando sentada, pois está na seca há dez anos. Não rolou nem um beijinho na boca, mas ela está achando ótimo.

Segundo o jornal “O Globo”, Sarah acha que “o homem testa a mulher para saber se é cachorra ou princesa. Para saber se o homem é príncipe, tem que fazer o teste dos seis meses, sem beijar nem pegar na mão”. Não sei exatamente o que Sarah julga ser um comportamento de princesa, mas ela mesma declara isso: “Quem é casada tem um peru para chamar de seu. Quem ainda não tem reza para ter, mas não fica de olho-grande não, senão vem o tamanho errado, e você acaba não podendo aproveitar direito. Porque Deus sabe a medida exata do encaixe e, se você for princesa, seu príncipe vai ser o seu tamanho.” De onde Sarah tirou isso? Da “Bíblia”?

Em seu mundo as mulheres dividem-se em cachorras, princesas e… só.

Será que nunca ocorreu a Sarah que duas pessoas possam se amar simplesmente? Sem, ninfomaníacos, príncipes ou princesas? Sarah, tem gente que simplesmente segue o que Cristo nos ensinou: o amor.

Nossa Senhora da Branca de Neve, nos proteja!

Feliz Ano-Novo com muito amor.

Márcia Cabrita é atriz


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